Outubro 08, 2021

Meu nome é Craig, Daniel Craig

Meu nome é Craig, Daniel Craig
Daniel Craig em Sem tempo para morrer/divulgação

O adeus de Daniel Craig a James Bond

Finalmente chegou aos cinemas "007 -Sem tempo para morrer"que marca a atuação derradeira de Daniel Craig na pele do famoso agente. A despedida era para ter acontecido em 2020, mas a pandemia da Covid 19 retardou o lançamento. O filme chegou como um arrasa- quarteirão, batendo o recorde de bilheteria da franquia no fim de semana de estreia no Reino Unido. A pré-estreia contou até com membros da realeza britânica. Melhor ainda, a crítica também aplaudiu a produção como uma das melhores da fase de Craig.

Se alguém quiser saber mais sobre a relação do ator com o icônico personagem, o Telecine traz o documentário "Ser James Bond", onde elefala sobre a experiência vivida cinco vezes. Deve ser difícil abandonar um personagem que o acompanhou durante 15 anos e voltar a ser apenas...Craig, Daniel Craig!

Ainda não vi o filme, mas já gostei... O jornalista Claiton Selistre, colunista do Making Of, já viu e destaca a beleza da trilha sonora. Mais um Oscar de Melhor Canção à vista!

E agora é esperar ver quem será o novo intérprete de 007 no cinema. A mídia já cogitou de ser até  que poderia ser uma mulher ou o ator negro Idris Elba, mas o suspense continua.

 

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SÉRIES

The White Lotus – direção e criação:     White - 6 episódios – HBO

Comecei a assistir sem informações, então estava preparada para uma comédia besteirol. É mais que isso, é uma sátira aos privilégios de classe. O lótus branco do título é um resort no Havaí, onde brancos ricos são servidos por empregados que devem ser sempre amáveis e, de preferência, invisíveis. A história foi construída quase num looping, pois a estrutura cotidiana é a mesma a cada episódio: o amanhecer, a praia, o entardecer, a happy hour. No meio disso, pessoas entediadas, mimadas ou carentes e um gerente estressadíssimo (Murray Bartllet, ótimo) com seu eterno sorriso de subserviência aos caprichos dos hóspedes. Até que ...

O roteiro passeia por temas contemporâneos como vícios em redes sociais e em remédios. Os personagens são bem construídos e cada um tem o ator/atriz ideal para desenvolvê-lo. Quem não quiser se aprofundar na filosofia ácida proposta pelo autor, pode ver a minissérie apenas pela camada superficial da trama e se divertir.(trailer original)

 

A coroa vazia -  11 episódios – Prime Vídeo

Esse tal de William Shakespeare não era fraco, não. Sua obra será apreciada até o fim dos tempos. Já vi dezenas de adaptações - algo diferente de remakes - e elas sempre surpreendem e encantam. Junte-se a isso a capacidade dos britânicos para as séries e temos como resultado a excelente A coroa vazia. Nas três peças – Ricardo II , Henrique IV  e Henrique V – há os temas recorrentes que fazem de Shakespeare um autor eterno: conflito familiar, redenção, luta pelo poder e traição.

O elenco está repleto de grandes nomes: Benedict Cumberbatch, Tom Hiddleston, Jeremy Irons, Judi Dench, entre outros. A Coroa vazia recebeu o prêmio BAFTA, o mais importante do Reino Unido. ( trailer original)

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FILMES

Clichês de Hollywood:o cinema como você sempre viu – 2021- Netflix

Um documentário bem debochado e divertido sobre os clichês dos filmes americanos! Estão quase todos lá: o falso susto do gato em filme de terror (sempre tem um bichano pulando no protagonista numa cena), o exército de um homem só (tipo Rambo), o encontro fofo entre um casal etc... A apresentação é de Rob Lowe, com participação de cineastas e outros atores. Morri de rir!

 

Cabra Marcado para Morrer – direção:Eduardo Coutinho – 1984 - Belas Artes a la carte

Eduardo Coutinho levou vinte anos para finalizar este documentário. Ele começara a filmar a história de João Pedro Teixeira, um líder camponês assassinado a mando de latifundiários do Nordeste, quando foi interrompido pelo golpe militar. Dezessete anos depois,  Coutinho retomou o projeto, procurando a viúva Elizabeth Teixeira e seus dez filhos, espalhados pela onda de repressão que se seguiu ao assassinato do pai. O tema principal do filme passa a ser a trajetória de cada um dos personagens que, por meio de lembranças e imagens do passado, evocam o drama de uma família de camponeses durante os  anos do regime militar.

“Cabra marcado para morrer” ganhou vários prêmios em festivais internacionais.  Também foi eleito pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema como o melhor documentário nacional da história do cinema.

 

O Espião Inglês – direção: Dominic Cooke – 2021 - Prime

Benedict Cumberbatch  - um operário padrão do cinema de tanto filmes que faz por ano – interpreta um vendedor, homem comum, que é recrutado pelo MI5 para atuar num caso de espionagem na União Soviética. Eles o convencem de que não haverá riscos, mas estamos falando do auge da Guerra Fria e d a Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962. À medida que conhece o russo a quem deve servir de intermediário com as agências britânica e americana, nosso espião amador vai se envolvendo mais e mais. Baseado numa história real.

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Cine & Séries News

Como así?

Pois não é que a Academia Espanhola de Cinema preteriu o novo filme de Pedro Almodóvar, Madres Paralelas, como representante da Espanha no Oscar? Preferiu inscrever El Buen Patrón, de Fernando León de Aranoa. Ninguém entendeu bem, já que a crítica tem avaliado o novo filme de Almodóvar como um de seus melhores trabalhos. A boa notícia é que o escolhido  tem o maravilhoso Javier Bardem no papel principal. Agora resta esperar para ver se a Espanha será confirmada entre os concorrentes à estatueta de ouro.

 

Operário padrão

Falei lá em cima que Cumberbatch é um operário padrão do cinema. Will Smith é outro que está sempre filmando. Agora ele está  em fase do lançamento de King Richard: criando campeãs. Durante as entrevistas habituais, Will não hesitou ao responder qual o pior filme que já fez: As loucas aventuras de James Wes (1999). Fecho com ele. Como fã da série, eu também detestei o filme.

 

Marighella vem aí

Anote na agenda: 04 de novembro de 2021! Pronto desde 2019, o filme sobre os últimos anos do guerrilheiro Carlos Marighella, dirigido por Wagner Moura, só entra em exibição no Brasil dois anos depois. Apesar do lançamento bem-sucedido no Festival de Berlim de 2019, onde foi aplaudido de pé, a estreia brasileira foi adiada por dificuldades criadas pela Ancine – Agência Nacional do Cinema, após o presidente Jair Bolsonaro atacar publicamente o filme. A produção traz outras polêmicas, como o intérprete escolhido por Wagner para o papel título ser o cantor e ator Seu Jorge. O diretor disse que está preparado “para a porrada” após o lançamento tardio. No aguardo!

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THE END

*Fotos reprodução/divulgação

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cinema séries beijos de cinema arte cultura séries de TV netflix
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Brígida Poli

Brígida Poli

Jornalista, cinéfila desde criancinha e maníaca por séries de TV desde "Os Sopranos". Não se considera crítica de cinema, pois não consegue deixar o coração de lado na hora de avaliar um filme. Adora falar e escrever sobre o assunto e tenta chamar a atenção para as grandes obras cinematográficas que as novas gerações desconhecem. Concorda com o mestre Federico Fellini quando ele disse que "o cinema é um modo divino de contar a vida".

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