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sábado, 28 maio, 2022

Modelo híbrido de trabalho será o mais adotado pelas agências de publicidade

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Modelo híbrido de trabalho será o mais adotado pelas agências de publicidade
Pixabay

Uma pesquisa realizada pelo Sistema Sinapro/Fenapro com 288 agências de 16 estados mais o Distrito Federal constatou que o modelo híbrido de trabalho, aquele que permite a mescla de dias trabalhados presencialmente nas agências e em casa, tomou impulso durante a pandemia e já é o mais adotado atualmente entre as agências brasileiras, e será, em breve, o de maior prevalência no setor de agências de publicidade do Brasil, especialmente a partir de 2022, quando se espera que a pandemia tenha sido devidamente controlada.

Cerca de 41% das agências entrevistadas pela pesquisa já estão operando hoje no modelo híbrido de trabalho, fato impulsionado especialmente após o avanço da vacinação na maioria da população brasileira e pela flexibilização das regras e condutas impostas pelos governos estaduais durante os meses de pico de contaminação da Covid-19. O modelo de trabalho remoto, amplamente adotado pela maioria das agências a partir do início da pandemia, aparece quase empatado com o modelo presencial, ambos com 29%, de acordo com a pesquisa.

Perguntadas sobre qual o modelo de trabalho que será adotado em definitivo no futuro próximo, na medida em que a pandemia for finalmente controlada, 59% das agências responderam afirmativamente para o modelo híbrido, enquanto 33% disseram que, após o término da pandemia, devem voltar ao modelo estritamente presencial, com o trabalho remoto ficando com 8% da preferência das agências entrevistadas.

Ainda de acordo com o levantamento, as agências que responderam que vão adotar o presencial ou híbrido, quando perguntadas sobre a previsão de volta, 33% disseram voltar ainda neste ano, enquanto 34% pretendem voltar em 2022. Já 31% das agências entrevistadas não tem previsão ou não pretendem voltar aos escritórios.

“Muitas agências perceberam que o trabalho híbrido pode ser interessante tanto para os funcionários, que podem aumentar sua qualidade de vida e o rendimento profissional, quanto para as empresas, que cortaram custos relacionados ao trabalho presencial e encontraram uma forma de sobreviver com o trabalho realizado no modelo remoto. Por isso, o modelo híbrido de trabalho veio para ficar”, avalia Daniel Queiroz, presidente da Fenapro.

O presidente da Fenapro observa que, no começo da pandemia, muitas agências viram no trabalho remoto uma alternativa de redução de custo, uma necessidade emergencial para todos naquele momento. Contudo, essa redução de custo agora pode ser transformada em investimento nessa nova lógica de modelo de trabalho híbrido, um modelo novo, diferente, onde a integração das pessoas tem que prevalecer, mesmo nos dias entre o escritório e suas residências. “Esse recurso, que antes era dedicado totalmente ao presencial, passa a ser dividido para além do trabalho presencial, especialmente para a utilização de métodos e ferramentas de gestão de pessoas nesse modelo de trabalho”, completa Queiroz.

Os níveis de adesão ao trabalho híbrido, presencial ou remoto variam de acordo com o Estado. Nas agências do Distrito Federal (DF), Espírito Santo (ES), Rio Grande do Norte (RN), Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP), o trabalho estritamente remoto ainda deverá se manter no futuro próximo, em percentuais que vão de 6%, caso do Espírito Santo, até 13%, nas agências de São Paulo, enquanto em estados como Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Santa Catarina (SC), a tendência é que o trabalho remoto não seja mais adotado pelas agências, mas sim o trabalho híbrido. Por outro lado, observa-se que no Paraná (PR) e em Santa Catarina (SC), o trabalho presencial foi maioria mesmo durante o período de pandemia, em índices de 35% e 58%, respectivamente, e deve permanecer assim.

Claiton Selistre
Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.
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