Janeiro 10, 2022

Moisés mantém a tese do partido neutro

Moisés mantém a tese do partido neutro
PETERSON PAUL/SECOM

O ideal para o governador Carlos Moisés é ter o MDB como vice na campanha à reeleição, o que permitiria que PP, PSD e PSDB, entre outros da base de apoio na Assembleia, viessem a compor uma grande aliança.

As declarações do Moisés ao SC Acontece, novo programa jornalístico da TVBV, nesta segunda (10), deixaram margem para que a construção seja de uma filiação ao Republicanos ou ao Avante ou até mesmo ao Democracia Cristã (DC), o antigo PSDC, de José Maria Eymael, ex-candidato à Presidência, dono do jingle mais chiclete das campanhas.

O governador os chama de siglas neutras por não entender que estar em uma delas provoque debandadas ou ciumeiras políticas, com na Fla-Flu entre emedebistas e pepistas, rivais irreconciliáveis em muitas regiões do Estado.

Sobre o outro ponto do assunto, o momento da filiação, Moisés ainda usa a legislação debaixo do braço e assegura que deve assinar ficha até 31 de março, prazo que incomoda mais tarde nas costuras.

 

Ah, uma ponte!

Episódio inusitado fez o governador reforçar a importância da Ponte do Pontal, que ligará a rodovia SC-100, na região do Farol de Santa Marta, até Laguna.

Nesta segunda (10), Moisés ficou retido na balsa que faz a travessia, enquanto um rebocador não chegava para retirar a embarcação das pedras, quase uma hora de espera.

A licitação aberta pelo governo do Estado já tem uma vencedora e a empresa vencedora terá 540 dias para concluir a obra depois de assinado o contrato.

 

Dois do MDB disputam a presidência da Fecam

Dois emedebistas já colocaram o time em campo para disputar a presidência da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), o que quebra uma tradição de chapa única.

Clezio José Fortunato, prefeito de São João do Itaperiú, e Jorge Koch, prefeito de Orleans, ainda têm tempo de chegar a um acordo sobre a eleição, que deve ser realizada em janeiro, conforme o regimento da entidade.

Clezio já havia declarado a intenção, Koch apareceu agora, inclusive com a proposta de que o novo presidente da Fecam não deve ser da mesma região do atual comandante, pois, no caso, Clenilton Pereira, de Araquari, é vizinho de São João do Itaperiú.

Ou seja, Koch, atual tesoureiro da entidade, apoiado por Clenilton, luta pela preservação do mesmo time, embora defenda que o Conselho da Fecam deva ser integrado por representantes de todas as microrregiões catarinenses.

As articulações estão avançadas e até o prazo final tudo deve ocorrer, inclusive nada de novo.

 

Jorginho corre para evitar o prejuízo

O senador Jorginho Mello (PL) tem uma tarefa hercúlea para salvar a biografia enquanto a presidente da Fampesc, Rosi Dedekind (foto), pede aos deputados federais que derrubem o veto de Jair Bolsonaro ao Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp) e o presidente da República afirma que vai tentar uma saída até quarta (12).

Jorginho, pré-candidato ao governo, tinha comemorado a decisão do Congresso e contava com o apoio de Bolsonaro, mas a renúncia fiscal de R$ 50 bilhões das dívidas com o Simples e uma alegada inconstitucionalidade na proposta derrubaram as pretensões do senador pelo PL e pegaram mal a um eleitorado cativo que ele possui entre os empreendedores.

 

Fila de vices

No fim de semana, o senador Jorginho Mello protagonizou outra daquelas, publicou um post em que alertava para o fato de que não tem vice definido ao governo.

Quem leu teve a impressão de que o pré-candidato ao governo possui fila de espera, quando se sabe que, além do empresário Ninfo König (80) - que já foi cotado a ser vice de Gelson Merisio, em 2018 – aparecem a deputada federal Angela Amin (PP) e a vice-governadora Daniela Reinehr (PL), que representaria uma difícil opção de chapa pura ou uma significativa falta de alternativas.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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