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quinta-feira, 26 maio, 2022

Moisés mostra suas armas

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Moisés mostra suas armas
DIVULGAÇÃO

Na semana em que concedeu uma série de entrevistas à imprensa, o governador Carlos Moisés apresentou mais do que as realizações de sua gestão, mostrou, em síntese, a estratégia que deve ser o carro-chefe de uma provável campanha à reeleição, sem antecipar o novo endereço partidário ou sequer confirmar que irá disputar o pleito do ano que vem.

O entusiasmo de Moisés é notório ao confirmar que, até o momento, repassou R$ 3,5 bilhões em forma de transferências e convênios aos municípios sem financiamentos, R$ 1 bilhão deles oriundos de emendas parlamentares dos deputados estaduais.

O governador valoriza a aprovação da Reforma da Previdência, uma economia de quase R$ 30 milhões nos R$ 480 milhões de déficit mensais, agradece ao apoio da Assembleia por ter tomado uma medida corajosa, em um cenário que acentua de recuperação: do déficit herdado de R$ 1,2 bilhão, em dezembro de 2018, pulou para dois superávits, de R$ 166 milhões, um ano depois, e de R$ 1,860 bilhão.

Se a geração de emprego constata, mês a mês, o crescimento da economia catarinense, em franca recuperação diante da pandemia, Moisés assegura que é este é o motivador que faz o Estado investir recursos do Tesouro catarinense, R$ 465 milhões, nas obras federais das rodovias BRs 280, 163, 285 e 470 (onde morrem 100 pessoas em média por ano), que só no trecho duplicado entre Navegantes e Indaial, garantirão a geração de 415 mil empregos diretos, em uma área de população superior a um milhão de habitantes.

Moisés considera que, ao lado de medidas que beneficiaram a população mais pobre e a preservação da atividade econômica, Santa Catarina deu exemplo de gestão na maior crise de saúde da história e que teria consequências mais graves, sem precedentes, se não fossem superados os dois processos de impeachment que respondeu.

 

Rodovias estaduais

Aos críticos, Moisés explica que recebeu uma malha rodoviária que tem 74% em estado ruim ou péssimo, conforme levantamentos de órgãos independentes, um deles da Federação das Indústrias (Fiesc).

De acordo com o governador, a maioria das rodovias não possuía projeto ou estavam paralisados por falta de recursos, e que agora estão sendo destravados R$ 50 milhões em novos projetos ou ainda revitalizações, uma meta que deve diminuir os problemas para 5% até 2022.

 

Reação

O que Moisés qualifica de sucesso na administração, os adversários chamam de promessas que não serão cumpridas e já desenvolveram pelo menos duas narrativas.

A do PL, que defende a pré-candidatura do senador Jorginho Mello, é a de que deve ser analisado a fundo a questão de repasse de quase R$ 4 bilhões aos prefeitos por consderar um número muito grande na atual conuntura, como disse o deputado Ivan Naatz, na sessão da terça (28), na Assembleia, embora seja líquido e auditável o movimento financeiro.

Já emedebistas, ligados a Antídio Lunelli, asseguram que as ordens de serviço, espalhadas por todo o Estado, não darão dividendo eleitoral ao governador porque as obras não estarão prontas, o que deixa claro que o trabalho de Moisés incomoda.

 

Aliás

Naatz repete a narrativa de que foi o enorme volume financeiro aportado nos cofres do Estado pelo governo de Jair Bolsonaro que deixou a administração catarinense superavitária.

E de que o Estado não paga a dívida com a União, desde o início da pandemia.

 

O fato

O governo federal repassou recursos para todos os estados e para o Distrito Federal, mas quem não tem gestão pena até hoje do mesmo jeito, e, quanto à dívida, Santa Catarina retomou o pagamento com a União em janeiro deste ano.

Os pagamentos são mensais e semestrais, o valor nominal da dívida é de R$ 2,5 bilhões e vai até 2048, muito do montante construído por conta de financiamentos.

 

Uma arara

O senador Esperidião Amin (PP) denuncia que por estar indisponível o relatório do Projeto de Lei do Congresso Nacional, R$ 4 milhões para obras da Serra da Rocinha, a BR-285, foram retirados da proposta.

Isso que dois valores de R$ 15 milhões, em PLNs diferentes salvaram a falta de recursos para a execução dos serviços este ano, zerado para a execução, mais os R$ 15 milhões do governo do Estado.

Indignado com o que considera “um insulto ao poco de Santa Catarina”, Amin pediu providências à Comissão de Orçamento do Congresso, enquanto monitora outra bomba, uma emenda apresentada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), que deve ser votada amanhã, e pede a retirada de R$ 10milhões para a BR-280.

 

REPRODUÇÃO/TV SENADO

CHEGOU, CHEGANDO!

Antes mesmo de iniciar o depoimento na CPI da Pandemia, o empresário catarinense Luciano Hang chegou embalado. Declarou aos jornalistas que não tinha “político de estimação”, que não pediu habeas corpus no Supremo e que estava com Deus ao responder as perguntas que seriam feitas pelos senadores. No mais, o esperado. Hang no ataque, Renan na ofensiva, retirada de um dos advogados de defesa da reunião por ofensa aum parlamentar, interrupção dos trabalhos, as negativas do catarinense de incentivar Fake News e patrocinar eventos antimdemocráticos ou campanhas pagas para promover o tratamento com medicamentos sem a comprovação de eficácia no combate da Covid-19. Ah, e uma chuva de mensagens nas redes sociais contra os senadores, que levou até a um pedido para que fosse avaliada a ação de robôs da “milícia” digital.

 

Discurso

O interessante foi o discurso de Luciano Hang: não falar alto, respeitar para ser respeitado.

É que, ao chegar ao Senado, Hang estava ao lado de senadores da tropa de choque do Planalto, entre eles o catarinense Jorginho Mello (PL), que trocou insultos com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) na semana passada. Junto ao empresário estava ainda o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que não é integrante da CPI, mas estava ali em nome do pai, amigo de Hang, e tem participação ativa na reunião.   

 

Elogio

O deputado Marcos Vieira(PSDB), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembleia,elogiou a peça do orçamento para 2022, entregue pelo secretário Paulo Eli (Fazenda), nesta quarta (29).

Alémde ser realista,aproposta trazalguns avanços, como uma programa de habitação em Santa Catarina.

 

Não ficou sem

Paulo Eli voltou tratar de incentivos fiscais em uma conversa animada e disse que a defesa do benefício deve valer para a produção e não necessariamente ao produto final.

No foco do debate, estavam produtos como o camarão e uma proposta de redução de 7% do ICMS para 3%, que baratearia a iguaria no comércio, principalmente em restaurantes, o que levou a rotular o papo como “Camarão à Grega”.

O secretário explicou que já há o incentivo para o setor pesqueiro, que paga os mesmos 7% sobre a produção, valor idêntico ao da Cesta Básica, e lembrou que o produto catarinense sempre tem valor diferenciado ao citar o seguinte exemplo: sobre uísque e vinho incide a alíquota de 25%, mas o vinho produzido em Santa Catarina paga 12%, assim como a cerveja artesanal.

 

Dor de estômago?

Por falar em comida, deputados do MDB estavam no tradicional almoço da bancada na terça-feira (28) quando souberam do rolo armado em torno de uma informação distorcida sobre a candidatura do partido.

Não sabiam de nada, tampouco do enredo que seria desmentido minutos depois. Lamentável. 

 

Depois

A expressão “pedras se mexeram” surgiu depois que a nota oficial do MDB esclareceu que o assunto pré-candidatura só será debatida na reunião conjunta da executiva com a bancada estadual, na semana que vem.

No centro da polêmica, o desejo nada secreto de emedebistas com muito cacife para que Carlos Moisés ingresse na sigla, e que vem acompanhada de uma resposta interessante quando perguntados em que grau está a conversa com o governador: “Estamos conversando, namorando. Por enquanto, só um beijinho de lado na boca!’ 

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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