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quarta-feira, 18 maio, 2022

Moisés não deve trocar de partido agora

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Moisés não deve trocar de partido agora
RODOLFO ESPÍNOLA/AGÊNCIA ALESC

O governador Carlos Moisés, que deixa o PSL, único partido ao qual foi filiado, no sábado (17), ironicamente o número da sigla, só definirá o futuro endereço político no fim deste ano, uma maneira de evitar desconfortos com a base aliada.

Dia desses, quando circulava a intenção de Moisés ir para o PP, ainda de pé, um deputado emedebista ligou de madrugada para o governador e disse que tal movimento poderia ter repercussões negativas na maior bancada da Assembleia.

O recado é bem mais elástico e, talvez, premonitório do que esse, já que nem o MDB escapa da possibilidade de migração de Moisés, de olho na reeleição, em 2022, assim como o Republicanos, fator que determinará a política de alianças.

Se fechar com os pepistas, o governador engata um vice do PSD e abre espaço para outras candidaturas ao Senado; no Republicanos, poderia ter o MDB e o PSD ao seu lado, sem descartar a reaglutinação de quem esteve na tríplice aliança, com a vinda do PSDB; se estiver no MDB, o quadro menos provável hoje, reafirma a composição.

 

Para não esquecer

O mundo político não gira em torno de Moisés, porém seria interessantes ver a correria e a gritaria caso prevaleça a intenção dos que querem permanecer ou retornar ao poder.

A saber como seriam as articulações e a reação dos que já puseram o time em campo, o que deverá gerar verdadeiras batalhas internas em muitas siglas e expectativa entre as demais que aguardarão pelos defenestrados. Ou mesmo, como se comportarão alguns clãs, o dos Amin, no PP, para exemplificar.

 

Os que jogam contra

Fora Jorginho Mello (PL), todos os demais procuram espaço para derrubar a hipótese de aliança, desde os tucanos com o prefeito Clésio Salvaro e o ex-deputado Gelson Merisio, passando pelo PSD, do ex-governador Raimundo Colombo, do ex-prefeito Napoleão Bernardes (Blumenau) e do prefeito João Rodrigues (Chapecó).

No MDB, a corrida para antecipar o nome, por ora com prévias adiadas, teria que dar um destino para o deputado federal Celso Maldaner, mas principalmente para o senador Dário Berger, que seria candidato à reeleição, e ao prefeito Antídio Lunelli (Jaraguá do Sul), que buscaria espaço no Podemos.

 

Projeções

A ida de Antídio para o Podemos é tão previsível, que alguns já projetam a deputada federal Geovânia de Sá, presidente estadual do PSDB, como vice, a saber quem seria o candidato a senador na renovação de um terço: Salvaro ou Merisio.

Todos estes movimentos deixam em aberto o futuro eleitoral do prefeito Gean Loureiro (Florianópolis), que ficaria isolado no DEM ou buscaria se ajustar em um dos cenários, menos com Moisés ou Jorginho, outro que também teria dificuldade em ampliar suas alianças e dependeria, cada vez mais, da opção de Jair Bolsonaro por uma sigla, na tentativa de surfar em uma nova onda do presidente em Santa Catarina.

 

Erraram a mão

O PSD, do chefe da Casa Civil Eron Giordani, sofreria a influência direta do deputado Julio Garcia na escolha, um cartão vermelho para Colombo, Napoleão e João.

Junto com Podemos, MDB, DEM e PL, além de segmentos do PP, os que trabalharam para derrubar Moisés lhe conferiram uma nova vida política, uma visibilidade que faz o eleitor perguntar se a única pedra a jogar está na compra dos respiradores, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, dos quais R$ 14,1 milhões já recuperados, e o porquê de tamanha ação, naufragada.

 

Indícios

Na passagem por Criciúma, o Raimundo Colombo chamou Moisés de “office-boy”, que se desloca aos municípios para entregar verbas, mas sobre o fato do atual governador ter zerado a dívida da saúde, que passou de R$ 1 bilhão na sua administração, ou sobre a estratégia de evitar financiamentos para obras, com juros altos, o ex-chefe do Executivo nada fala.

Dia desses, o ex-deputado federal Paulo Bornhausen (Podemos) criticou o governo Moisés em uma rede social ao comparar a falta de atração de novos grandes empreendimentos para Santa Catarina como que ocorreu no vizinho Paraná, comandado por Ratinho Júnior (PSD), mas esqueceu de reconhecer o momento de pandemia no mundo inteiro e os investimentos já anunciados pela atual gestão.

Em síntese: Moisés tornou-se o nome a ser batido, antecipadamente, porque deverá propor o debate sobre o jeito que se fazia política em Santa Catarina e o que conseguiu engrenar depois de perceber seus equívocos, é, bem verdade, e enfrentar o fantasma de dois processos de impeachment.  

 

Não precisava

O senador Jorginho Mello tem que parar de dar munição para seus adversários, a exemplo da divulgação pela imprensa nacional da indicação de uma nora para fazer parte do conselho da Junta Comercial do Estado (Jucesc), que depende ainda do aval técnico do Ministério da Economia.

Jorginho tem antecipado o palanque eleitoral, esperava ter dividendos políticos com uma eventual ida de Moisés à CPI da Covid, convocação barrada pela Constituição e pelo Supremo, e agora está sob o ataque por atuar na tropa de choque de Bolsonaro, cobranças que vão dos gastos em seu gabinete – o maior entre os senadores catarinenses – às pinçadas de frases ditas no início do lockdown no Estado, em 17 de março de 2020, tais como: “Temos que nos preparar para uma guerra contra o Coronavírus”.  

 

RODOFLO ESPÍNOLA/AGÊNCIA ALESC

 

ESTRATÉGIA PURA

Entregar ao parlamento estadual dois projetos que envolvem o maior contingente de servidores estaduais, as forças de segurança e magistério, com as perspectivas de reajuste para categorias que reclamam há uma década de perdas salariais e aumentar a remuneração mínima de outra, foi uma tacada de mestre. Tudo porque o grande debate agora é a Reforma da Previdência dos Servidores Públicos. A Assembleia terá a oportunidade de acrescentar ganhos em paralelo à espinhosa matéria previdenciária, desgastante por natureza. Quando a proposta é favorável, aparece muita gente, estavam presentes, além de Moisés e do deputado Mauro De Nadal (MDB), presidente da Assembleia, os deputados José Milton Scheffer (PP), líder do governo, Maurício Eskudlark (PL), Dirce Heidersheidt (MDB) e Silvio Dreveck (PP), ex-presidente do Legislativo, o chefe da Casa Civil, Eron Giordani, os secretários Jorge Eduardo Tasca (Administração) e Luiz Fernando Vampiro (Educação), o procurador-geral do Estado, Alisson de Bom de Souza, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Dionei Tonet, o delegado-geral de Polícia Civil, Paulo Koerich, o perito-geral Giovani Adriano, e o chefe do Estado-Maior Geral do Corpo de Bombeiros Militar, Marcos Aurélio Barcelos.

 

Alerta

Deputada Luciane Carminatti (PT) faz uma alerta sobre a chegada do projeto que conde remuneração mínima de R$ 5 mil para professores com curso superior e 40 horas/semanais; R$ 4 mil para professores da chamada licenciatura curta e R$ 3,5 mil para professores que tenham o segundo grau: o avanço não acaba com a discussão sobre o plano de carreira do magistério.      

 

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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