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sábado, 28 maio, 2022

MOVIDO À VINHO

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MOVIDO À VINHO
Reprodução

Ninguém pode acusar da família real britânica de não gostar de vinho. A paixão por tintos, rosés e brancos é tamanha que nem o carro guiado pelo príncipe Charles escapa. O DB6 modelo 1970 (foto) teve o motor modificado pela Aston Martin a pedido de Vossa Alteza para usar como combustível, restos da produção de vinho. O bioetanol recebe ainda na sua composição rejeitos de uma indústria de queijo e 15% de gasolina sem chumbo.

O carro com 6 cilindros é potente. Tem 330 cavalos, chega aos 241 km/h, mas é bem “beberrão”. Faz média de apenas 3 kms por litro. O veículo faz parte de uma frota de quase 100 carros, a maioria deles com motores alterados a pedido do príncipe Charles, para rodar com biocombustíveis.

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FREIO PUXADO


Peterlongo/Divulgação

Pesquisa da Organização Internacional do Vinho (OIV) indica que a desaceleração da economia chinesa e as incertezas relacionadas ao Brexit, afetaram o consumo mundial de vinho.

O balanço de 2018 mostra que o consumo ficou estável em relação a 2017, com consumo de 246 milhões de hectolitros. A Inglaterra teve maior queda de consumo: mais de 8%; na China o consumo caiu 6,6% e na Argentina 6,3%. Portugal apresentou aumento de 5,4% no consumo, ajudando a equilibrar as contas.

A pesquisa também mostra que os Estados Unidos continua como maior mercado consumidor, com consumo de 33 milhões de hectolitros/ano, e que França, Itália e Espanha seguem como os maiores produtores da bebida, respondendo por 55,1% da produção mundial.

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NOME POLÊMICO


Fassbier/Divulgação

Uma polêmica anda movimentando o setor cervejeiro brasileiro nos últimos meses. E tudo por conta de uma cervejaria gaúcha. A Fassbier, de Caxias do Sul, resolveu notificar outras fabricantes que vinham utilizando a denominação Helles, em seus rótulos.

O que parece uma simples disputa por uso indevido de marca, evidenciou dois problemas: o primeiro por parte da empresa que há 12 anos solicitou o registro da marca ao INPI. O problema é que o nome Helles se refere a um estilo de cerveja, originário da Alemanha. É como se uma vinícola resolvesse patentear o nome Cabernet Sauvignon, que se refere a um tipo específico de uva e determina características do vinho. O outro problema é o fato do INPI ter concedido a licença, sem atentar para os impactos envolvidos.

Entidades cervejeiras questionaram a decisão e estão procurando o INPI para esclarecer o caso. O proprietário da marca argumenta que não agiu de má fé e que o polêmico Helles seria apenas um “adjetivo” de um estilo conhecido formalmente como Munich Helles.

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BRIGA NA JUSTIÇA


Long Root/Divulgação

Uma marca de roupas de esportes de aventura está processando a poderosa AB-InBev por ofertar a cerveja Patagonia nos Estados Unidos. A ação corre no estado da Califórnia e foi movida pelo bilionário Yvon Chouinard. Ele detém uma marca homônima desde os anos de 1970 que – além de roupas esportivas – também produz cerveja (foto). A multinacional cervejeira diz que não teme a ação e deve lutar na justiça para continuar usando a marca argentina Patagônia, incorporada há alguns anos.

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PESQUISA DE MERCADO

Cervejarias de todo país estão passando por uma espécie de censo. Uma pesquisa conduzida pelo Sebrae e Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) está definindo o perfil destas empresas, volume de produção e as matérias-primas mais utilizadas na produção. A pesquisa está investigando, por exemplo, se para produzir cervejas especiais as empresas utilizam frutas típicas, castanhas ou chips de madeiras como amburana ou sassafrás. A coleta de informações segue até o dia 15 de maio e deve embasar estratégias para melhorar os produtos oferecidos por estas cervejarias.

Jefferson Douglas da Silva
Jornalista com especialização em Gestão de Marcas, tem mais de 30 anos de experiência em telejornalismo, comunicação corporativa e governamental. Estuda o setor de bebidas desde 1995, tendo formação em coquetelaria (Senac), produção de cerveja artesanal (Escola Superior de Cerveja e Malte) e produção de gin (Inovbev/Esalq). É sommelier de cachaças (Inovbev/Esalq), sommelier de gins (Inovbev/Esalq) e vem se aperfeiçoando no setor de vinhos e espumantes (Enocultura/WSet). Desde 2018 escreve no Portal Making Of sobre ações de marketing do setor de bebidas, curiosidades do mercado (local, nacional e mundial) além de inovações e tendências na área de alcoholic beverages.
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