Fevereiro 26, 2021

Muita calma e ações firmes são as receitas para a pandemia no momento

Muita calma e ações firmes são as receitas para a pandemia no momento

Ao falar ao vivo no Jornal do Almoço na terça-feira passada, o secretário da saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, demonstrou certo desconforto com entrevistados que o antecederam. Disse que haviam dado "opiniões rasas", como se abrir UTI fosse a única atividade da sua área, desconhecendo o "trabalho feito diuturnamente" em várias outras frentes.

Deu para entender melhor a reação do Secretário naquele dia por tudo o que veio a seguir, incluindo a redução drástica de atividades nos próximos dois finais de semana. Antes, ele redigiu a carta aos municípios admitindo pela primeira vez o colapso do sistema de saúde catarinense.

É justo entender que Ribeiro está sob pressão, assim como estão os profissionais da saúde, o sistema hospitalar e tudo o mais que se refere ao entendimento das pessoas. O que todos esperavam, um controle maior das atividades, era desejo do próprio secretário mas era uma espécie de voto vencido nas internas do governo, conforme antecipou Roberto Azevedo em sua coluna. As novas ações acabaram acontecendo pelo clamor dos municípios e pelo fato de boa parte da mídia ter se posicionado claramente sobre a necessidade de medidas fortes.

Não foram drásticas, mas já sinalizam para a população que o momento é de frear o ritmo de contaminação. Se as medidas de agora não funcionarem, aí sim precisará de lockdown para valer. Lembrando que temos mais um mês de verão e depois passaremos a ter temperaturas mais amenas, quando surgem as doenças respiratórias. E a vacinação caminha a passo de tartaruga, dando a antever que no inverno não teremos 70% de vacinados, como sugere a OMS para deter o vírus.

 

Portugal

Um dado que mostra a gravidade da situação em Santa Catarina pode ser a comparação com Portugal, onde a vacinação também é lenta mas as atividades estão bem restritas: ontem, dia 25, Portugal inteiro teve 49 mortos por Covid-19; Santa Catarina teve mais, 51 óbitos.

Enfim, o remédio mais amargo até agora foi aplicado e de agora até segunda, às 6h da manhã, quando acaba a restrição, é uma questão de fiscalização. É recomendado também, a todos, muita calma nessa hora. O Stress é tão grande que ninguém precisa esticar mais a corda.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há seis anos.

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