Repórter não escolhe pauta. Missão dada é missão cumprida. Hoje em dia é avaliado pela capacidade de sustentar um trabalho ao vivo, além da qualidade do serviço. Mais tempo no ar, maior reconhecimento da chefia.
Às vezes o texto do repórter é tão grande e repetitivo que ele registra um “como eu já disse.” Se já disse, pra que repetir?
Há outros critérios de avaliação. Comentarista político, por exemplo, é avaliado pelo engajamento nas redes sociais. Daí um ou outro se aventura por um tema que não é pertinente a função.
De novo?
Dependendo da mão do editor, repórter pode pagar mico no ar. Acontece quando entra ao vivo de um lugar e em seguida, no mesmo telejornal, entra gravado de um outro totalmente diferente, com outro assunto.
Editor esperto colocaria entre as entradas uma outra reportagem para criar uma visão diferente de tempo e espaço. E evitar a ideia de repetição.
Juntar vivo e gravado, logo em seguida, é de uma pobreza abismal. Coitado do repórter exposto indevidamente.
Redundância
Repórteres em todo o Brasil quando iniciam um trabalho registram cumprimentos “para quem nos acompanha”.
Ora, quem não acompanha não precisa ser saudado.
Torcida

O narrador Luis Roberto estava visivelmente torcendo para o Flamengo na decisão da Libertadores, ontem, em Lima.
E com aquele óculos de aro preto parecia uma coruja. Ou Ilze Scamparini.
Gente
Se alguém coloca no texto “gente!”, o colunista troca imediatamente de canal.
Opinião

Está faltando ouvir melhor o que o povo pensa. Como no caso do posto de “triagem” da prefeitura no terminal Rita Maria e na briga derruba/não derruba a antiga rodoviária.
Nos dois casos, a mídia tem se colocado como se falasse pelo público.
Hong Kong

O terrível incêndio no conjunto de edifícios em Hong Kong, com quase 150 mortos, propiciou uma incessante e impactante cobertura das agências noticiosas internacionais.
Esta foto dá uma ideia da tragédia.









