Outubro 25, 2021

Nada como uma festa para combinar com política

Nada como uma festa para combinar com política
DIVULGAÇÃO

Se há máxima mais efetiva do que políticos gostarem de participar de um evento popular, o lançamento da Oktoberfest 2022, promovido pela prefeitura de Blumenau, no sábado (23), ratificou a tendência, pouco menos de um ano para a eleição do ano que vem.

Circunstancialmente, o anfitrião Mário Hildebrandt (Podemos) recebeu políticos de todos os matizes e propiciou este registro interessante, onde aparecem, na mesma mesa na Vila Germânica, os pré-candidatos ao governo: o prefeito Antídio Lunelli (MDB), de Jaraguá do sul, que ainda precisa passar pelas prévias em fevereiro, e o senador Jorginho Mello (PL), pajeados pelo prefeito Ari Vequi (MDB), de Brusque, e o deputado estadual Ivan Naatz (PL).

Explicar a presença de Lunelli e de Vequi é fácil, os dois comandam municípios que apresentam as próprias versões de comemorações germânicas, a Schützenfest e a Fenarreco, mas nem como desculpa serve.

Jorginho e outros tantos, a maioria anônimos e pré-candidatos a deputado estadual e federal, viram ainda as fortes presenças do ex-deputado federal Paulo Bornhausen e do prefeito Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú, um pré-candidato a senador e outro pré-candidato ao governo do Estado, ambos do Podemos, e que, por isso, mereceram uma deferência especial ao lado de Hildebrandt, que hoje preside o conselho político da sigla, responsável pela formação de alianças.

 

Fator interessante

A participação no lançamento da Oktoberfest combina com o momento de recuperação que a vacinação garante a shows, festas e eventos esportivos.

O mais importante, por ora, é não perder a noção de que todo cuidado não é cautela excessiva, mas necessária, pois não há como assegurar que a Covid-19 dá sinais de enfraquecimento, apenas responde às medidas de proteção que a retém.

 

Métrica

Daqui a um ano, o primeiro turno das eleições terão passado e não adianta reclamar da sorte ou das fotos como a registrada no lançamento da Oktoberfest 2022.

A relação entre força e desejo de triunfo nas urnas será bem mais complexa no próximo pleito do que foi em 2018, vale conferir.

 

VALQUÍRIA GUIMARÃES/DIVULGAÇÃO

MOISÉS ASSEDIADO

No encontro #juntospor SC, realizado em Canelinha, no sábado (23), o governador Carlos Moisés da Silva ficou das 13h às 17h a atender pessoas, prefeitos, vices, vereadores e líderes municipais. Eram conversas que iam além das selfies tiradas. Nos cálculos da deputada Paulinha da Silva (sem partido) e do prefeito Paulo Henrique Dalago Muller (DEM), o Paulinho de Bombinhas, foram 700 lideranças políticas, uma demonstração de força. A pergunta é se as manifestações favoráveis ao governador se transformarão em apoio e votos, já que o momento é propício para agradecimentos, com a ampla quantidade de recursos, mais de R$ 3,5 bilhões repassados a 285 dos 297 municípios do Estado. Para o grupo político de Moisés, os prefeitos ao lado dos deputados estaduais desempenharão um importante papel no encaminhamento político do governador, que mantém a decisão de se filiar entre fevereiro e março do ano que vem, às vésperas do encerramento do prazo para concorrer, algo que mantém em suspenso em função do apoio na Assembleia. Claro que, ao final do evento, o momento descontração teve Moisés ao microfone para cantar Certos Amigos, do Expresso Rural, acompanhado pelo cantor Rodrigo Rosa, outro convidado da reunião, no CTG Silva Neto.

 

Na véspera

A votação do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) da perdida CPI da Pandemia terá requintes de o pior estar por vir.

Há pedidos de acréscimos de indiciados que quebram as regras constitucionais e atendem aos interesses particulares dos parlamentares que compõem a comissão, cerejas desagradáveis em um bolo sem gosto.

 

Desestatização

Previsto para o ano que vem, o leilão do terminal do Porto de Itajaí estará na pauta da Comissão de Infraestrutura do Senado, comandada por Dário Berger (MDB), nesta terça (26), um requerimento apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP).

A ideia é ampliar a discussão sobre a renovação da delegação do porto ao município, que vence em 1º de janeiro de 2023, dentro do processo de desestatização do governo federal, assunto que necessita ter um consenso baseado em alternativas.

Segundo Dário, devem estar na audiência representantes do governo federal, os prefeitos de Itajaí e Navegantes, além de especialistas do setor portuário.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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