Novembro 25, 2021

Natalia Mazotte é eleita presidente da Abraji para biênio 2022-23

Natalia Mazotte é eleita presidente da Abraji para biênio 2022-23
Reprodução/Abraji

A diretoria da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) já foi definida. Nos anos de 2022 e 2023, a entidade será comandada por Natalia Mazotte (presidente) e Katia Brembatti (vice-presidente). A decisão foi tomada por meio de votação online entre os membros, nos dias 19 a 22 de novembro, e divulgada na última terça-feira, 23.

"No ano que marca os 20 anos da Abraji, queremos ampliar a participação de pessoas associadas nas atividades da organização e chegar a mais jornalistas de todas as regiões do país", disse a presidente eleita.

"Vamos trabalhar para fortalecer as ações de monitoramento e apoio a jornalistas vítimas de ataques físicos, digitais e judiciais", completou Mazotte.

A defesa e valorização da Lei de Acesso à Informação, instrumento fundamental para o trabalho da imprensa e para o controle social, também será um foco da nova gestão.

Confira, abaixo, os integrantes da diretoria que toma posse em 1º de janeiro de 2022:

Presidente

Natalia Mazotte

Jornalista, professora e consultora especializada em dados e tecnologia. Coordena o programa de jornalismo e o Master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling no Insper. Foi fellow JSK em Stanford e participou da Public Leadership Credential da Kennedy School em Harvard. Foi diretora-executiva da Open Knowledge Brasil, cofundadora da Gênero e Número e da Escola de Dados, onde criou a primeira conferência brasileira de jornalismo de dados e métodos digitais (Coda.Br) e o Prêmio Cláudio Abramo de Jornalismo de Dados. Possui mestrado em Comunicação pela UFRJ e pós-graduação em Estratégia Digital pela Pompeu Fabra (Espanha).

Vice-presidente

Katia Brembatti

Jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Trabalhou como repórter na Gazeta do Povo e desde 2013 é professora de Jornalismo na Universidade Positivo. Com a série Diários Secretos, juntamente com três colegas, venceu o Grande Prêmio Esso, o Tim Lopes de Jornalismo Investigativo/Embratel, o Prêmio Ipys de reportagem investigativa da América Latina e o Global Shining Light Award. Com atuação nas áreas de cobertura de meio ambiente e Judiciário, venceu o prêmio SOS Mata Atlântica e o da Associação dos Magistrados do Brasil.

Diretoria

Amanda Rossi

Repórter do núcleo investigativo do UOL. Foi colaboradora da revista piauí, trabalhou na BBC News Brasil, na TV Globo e no Estadão. É autora do livro-reportagem "Moçambique, o Brasil é aqui", sobre as relações do Brasil com a África, finalista do Prêmio Jabuti 2016. Recebeu duas menções honrosas do Prêmio Vladimir Herzog, em 2018 e 2020, e uma menção honrosa do Prêmio Patrícia Acioli de Direitos Humanos, em 2021.

Cecilia Olliveira

Jornalista investigativa dedicada à cobertura do tráfico de drogas e de armas e à violência. Hoje no El País Brasil, foi repórter, colunista e editora contribuinte no Intercept Brasil. É fellow da Shuttleworth Foundation, onde desenvolve melhor a ideia do Fogo Cruzado, que nasceu em 2016 para mapear tiroteios no Rio de Janeiro. O Instituto Fogo Cruzado usa a tecnologia para produzir e divulgar dados abertos e colaborativos sobre violência armada. Foi finalista do Sigma Awards e Sigma Data Awards, Online Journalism Awards, Prêmio Gabo e Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Gabi Coelho

Jornalista de fact-checking no Estadão Verifica, é uma das criadoras da iniciativa social com foco em mulheres Elas Conduzem e realiza edições no portal Favela em Pauta. Trabalhou com produção de telejornais na Globo Minas e com matérias para o portal G1 Minas. Coordenou projetos especiais no jornal Voz das Comunidades e atuou como colunista na revista Carta Capital, por meio do projeto Perifa Connection, e no portal Ponte Jornalismo. Em 2019, ficou entre as 10 melhores videorreportagens no programa GloboLab, do Profissão Repórter. É uma das diretoras do documentário Voz Ecoa, produção sobre meio ambiente e sustentabilidade nas favelas e periferias.

Luiz Fernando Toledo

Jornalista especializado em transparência pública, com mestrado em administração pública e governo pela FGV-EAESP. Trabalhou como repórter e jornalista de dados no Estadão, TV Globo, CNN Brasil e como primeiro editor de Brasil de investigações transnacionais na Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP). É um dos criadores da Fiquem Sabendo, agência de dados especializada na Lei de Acesso à Informação. Foi bolsista do International Center for Journalists (ICFJ) em 2018, com passagem como repórter visitante na ProPublica (site de jornalismo investigativo em Nova York), bolsista do Reuters Institute for the Study of Journalism, na Universidade de Oxford (2021), e faz um segundo mestrado em jornalismo de dados da Universidade de Columbia (Nova York).

Patricia Campos Mello

Repórter especial e colunista da Folha de S.Paulo e comentarista da TV Cultura. Foi vencedora do Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do CPJ, do prêmio Maria Moors Cabot da Universidade Columbia, do prêmio especial Vladimir Herzog, do prêmio Internacional de Jornalismo do Rei da Espanha, entre outros. É formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo e tem mestrado em Business and Economic Reporting pela Universidade de Nova York. É autora dos livros "Máquina do Ódio", "Lua de Mel em Kobane" e "Índia, da miséria à potência". Foi correspondente em Washington do jornal O Estado de S.Paulo de 2006 a 2010 e atualmente é Associate Research Scholar na Universidade Columbia.

Sérgio Spagnuolo

Jornalista, fundador da agência VOLT DATA LAB e editor do Núcleo Jornalismo, além de Knight Fellow do Internacional Center for Journalists (ICFJ). Em 2016, foi fellow do Tow-Knight Center for Entrepreneurial Journalism, um programa de empreendedorismo para jornalistas, em Nova York.

Thays Lavor

Mestra em comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), graduada em jornalismo pela Unifor e pós-graduanda em Ciência de Dados na USP. Pesquisa transparência, uso e apropriação de dados no jornalismo. Atua com jornalismo investigativo e de dados, com trabalhos em diversos veículos nacionais e internacionais, incluindo agências de fact-checking. Está como editora-chefe do Central de Jornalismo de Dados (Datadoc) do jornal O Povo (CE), gerencia o projeto Covid, eu informo, da Agência Lupa, e integra a rede de embaixadores para Inovação Cívica da OKBR.

Tiago Mali

Jornalista e faz reportagens no Poder360. Trabalhou como chefe de redação no Poder360, editor em Época, redator-chefe na Revista Galileu e na edição dos sites da ONU e do PNUD no Brasil. Foi coordenador de cursos e de projetos de liberdade de expressão na Abraji por 4 anos (2015-2018). Deu aulas (presenciais e on-line) sobre uso de dados em apurações a cerca de 2.000 jornalistas no Brasil. Recebeu o Data Journalism Awards pelo projeto Ctrl+X e menção honrosa do prêmio Vladmir Herzog pela reportagem “Envenenados”. Escreveu o livro reportagem “Raízes”, sobre assentados no Pontal do Paranapanema.

Tiago Rogero

Jornalista, idealizador e apresentador dos podcasts narrativos Vidas Negras (original Spotify produzido pela Rádio Novelo) e Negra Voz (pelo jornal O Globo). Vencedor do 42º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog (2020) com o Negra Voz. Foi repórter de O Globo, O Estado de S.Paulo e BandNews FM. Em 2019, foi fellow do International Center For Journalists (ICFJ), com foco na produção de podcasts nos EUA.

Conselho fiscal

Gabriela Moreira

Repórter esportiva há nove anos, atua na TV Globo, SporTV e GE.globo. Formada pela PUC-RJ, começou a carreira na redação do jornal Extra, onde ficou por cinco anos. Trabalhou na sucursal de O Estado de S.Paulo, no Rio, e no jornal O Dia e ESPN. Foi assessora de imprensa da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Entre os principais prêmios, estão menção honrosa no Prêmio Esso, em 2007/2008; Prêmio Tim Lopes, com a série de reportagens sobre a fuga de dois boxeadores cubanos durante o Pan do Rio, em 2007, pelo Jornal Extra; Prêmio Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em 2012, com a cobertura da ocupação da Rocinha, pelo jornal O Dia; e Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, em 2018, pela série Futebol Fora do Armário, pela ESPN.

Guilherme Amado

Colunista no Metrópoles. Cobre política e crime organizado em diferentes vertentes desde 2009. Recebeu os prêmios Esso e Tim Lopes em 2014 pela reportagem Os embaixadores do Narcosul. Em 2021, venceu o Prêmio Comunique-se nas categorias Melhor Coluna de Notícia e Mídia Nacional Escrita. É John S. Knight Journalism Fellow na Universidade Stanford, onde estudou colaboração entre jornalistas investigativos, e integra o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). É cofundador do Redes Cordiais, organização sem fins lucrativos de educação midiática.

Juan Torres

Gerente de Estratégia Digital do Jornal Correio (BA), integra também a equipe de instrutores da Escola de Dados. Foi fellow ICFJ no programa Caminho Digital para Empreendedorismo e Inovação na América Latina e atuou no The Texas Tribune. Tem passagens também pelo diário Marca (Madri), Globesporte.com e Extra (RJ). Já teve trabalhos reconhecidos nos prêmios Data Journalism Awards, Esso, Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, Prêmio Petrobras de Jornalismo, INMA Global Media, Latam Digital Media, Kurt Schork e Newsawards.

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comunicacao
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