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quarta-feira, 25 maio, 2022

Nos bastidores, as conversas são múltiplas

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Nos bastidores, as conversas são múltiplas

Os prefeitos Gean Loureiro (DEM), de Florianópolis, e Antídio Lunelli (MDB), de Jaraguá do Sul, e o ex-deputado Paulo Bornhausen (Podemos), na foto, se reuniram recentemente para costurar possíveis acordos para 2022, com a peculiaridade de estabelecer composições sem ter certeza de que projeto seguir.

Em uma avaliação superficial, o três poderiam estar juntos em uma chapa desde que Gean ou Lunelli decidam quem concorrerá ao governo e que Bornhausen seja o vice, resta saber quem partiria para a disputa majoritária ao Senado.

Do ponto de vista partidário, Lunelli não tem a luz verde dos emedebistas para fazer a amarração desta e de outras conversas, depende da prévia do partido; Gean possui autonomia por ser o presidente do DEM, antes e depois da fusão com o PSL; e Bornhausen não terá dificuldades em retirar o prefeito Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú, lançado pré-candidato ao governo pelo Podemos, da pista.

 

Chapa?

Nos sonhos de alguns assessores, o ideal seria Lunelli ao governo, com Bornhausen de vice, e Gean ao Senado, mas não dá para esquecer que seria um risco na renovação de um terço na Câmara Alta do Congresso, pois tanto o prefeito de Jaraguá quanto o de Florianópolis têm que renunciar aos cargos para concorrer.

Nem Gean nem Lunelli estão a fim de abrir mão do projeto ao governo e pergunta-se se estariam dispostos a explicar ao eleitor que não concorreriam à sucessão de Carlos Moisés, mas iriam ao Senado, algo complicado.

Saibam, desde já, que o plano B do Podemos sempre foi ter Lunelli em suas fileiras, caso a prévia do MDB dê um desfecho negativo às pretensões do prefeito de Jaraguá.

 

Investidas

Não foi a primeira vez que Gean faz abordagens em outras searas partidárias.

Está muito próximo do ex-deputado Gelson Merisio, que concorreu ao governo em 2018, e igualmente fez gestos em direção ao prefeito Clésio Salvaro, ambos tucanos, conversas que dependem de outros fatores, até mesmo no Podemos onde nem todos desejam abrir mão para o prefeito da Capital. 

 

DIVULGAÇÃO

REVELAÇÕES NO SUL!

O vice-prefeito de Criciúma, Ricardos Fabris (foto), foi lançado a deputado estadual pelo PSD em um encontro regional do partido em Urussanga, no sábado (25). O mais interessante é que isso significa, por tabela, que o prefeito Clésio Salvaro (PSDB) estaria decidido a não concorrer ao governo, fato levado em consideração por Fabris, durante declaração ao jornalista Rafael Matos, da Rádio Cidade em Dia FM, na manhã desta segunda (27). O deputado Julio Garcia, ex-presidente da Assembleia, que tem base sólida no Sul catarinense, confirmou que disputará a reeleição. No mesmo encontro, apenas o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, pré-candidato ao governo, esteve presente. Raimundo Colombo não foi devido a problemas de saúde da mãe, dona Tereza, de 99 anos. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, também não esteve na reunião partidária. O presidente estadual da sigla, o deputado Milton Hobus, ressaltou que o PSD terá candidato ao governo.

 

Mudança     

Secretaria Executiva de Integridade e Governança virará uma diretoria na Controladoria Geral do Estado no governo de Santa Catarina.

A recomendação já havia disso feita pelo vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Herneus De Nadal, e a pasta perdeu força depois que a titular, desde o início da administração Moisés, Naiara Czarnobai Augusto, deixou o cargo em julho deste ano.

 

Como demora

Prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD) tirou um peso das costas porque, finalmente, uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, arquivou por prescrição o processo que o levou à prisão, em 2018, por uma licitação de retroescavadeira, em Pinhalzinho, quando o político era o vice-prefeito e estava no exercício do cargo de chefe do Executivo interinamente.

O caso é um dos mais polêmicos na questão da administração pública brasileira já que João foi o único condenado, há 20 anos, época dos fatos, sem ter sido o responsável pelo ato da compra do equipamento e, por isso, ficou impedido de assumir o cargo de deputado federal, em 2019, mas beneficiado por uma decisão do STJ concorreu e venceu o pleito de 2020.

 

REPRODUÇÃO/ AGÂNCIA ALESC

JAISON, O AUTÊNTICO!

Se há uma palavra para conceituar Jaison Tupy Barreto é autêntico, não só por fazer parte do grupo que assim ficou conhecido na Câmara, mas pelo fator que o acompanhou nos 88 anos de vida, principalmente quando o médico oftalmologista de esquerda exerceu influência e mandatos na política brasileira, como deputado federal e senador. Militante do PTB, o regime militar fez Jaison optar pelo MDB, pelo qual se elegeu deputado federal e senador, na década de 1970. Vice-presidente do Senado, não votou no Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves (MDB), em 1985, porque não aceitava que a escolha não tivesse se dado por via direta. Perdeu a eleição ao governo do Estado, em 1982, para Esperidião Amin (PDS), porém soube compor com o adversário, em 1985, na Aliança Social Trabalhista, contra Edison Andrino (PMDB), que venceu Francisco de Assis Filho (PDS) à prefeitura de Florianópolis. O PDT e depois o PSDB foram os caminhos partidários depois de romper com o PMDB, no último ano de mandato de senador. Triste com a perda recente de um dos filhos e enfraquecido pelas sequelas da Covid-19, Jaison saiu de cena, no domingo (26) à noite.

 

Livre

Depois de testar negativo para a Covid-19, neste domingo (26), o presidente Jair Bolsonaro está livre para seguir um roteiro pelo país afora para comemorar os mil dias à frente do Palácio do Planalto.

Quando ele não estiver presente, será um ministro que o representará, com direito a vídeo de Bolsonaro.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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