Abril 13, 2020

Nossa Jogada

Nossa Jogada

1 - É nossa...

Alvir Renzi, na foto. Natural de Brusque. Único. Foi árbitro, cronista social e figura singular. Lembro que, ao final de um campeonato disputado no Estádio Orlando Scarpelli, foi carregado pela torcida do Figueirense usando apenas a cueca. Os torcedores arrancaram o fardamento de “juiz de futebol” que ele usava, e levaram como souvenir.

A cada bola saída do gramado, ele gritava, e todos no estádio escutavam:

- É nossa!

Era o bordão dele, usado para controlar a ansiedade dos jogadores, que assim não discutiam ou brigavam pela posse da bola. Olhavam para ele, que apontava a direção que o jogo deveria seguir.

Tinha vários defeitos, como todos nós: chegava atrasado, rodeado de belas mulheres, e assim brilhava mais que os jogadores.

Saúde amigo!

2 - Amaro

O vice-presidente em exercício do Avaí, Amaro Lucio da Silva, passou correndo na minha frente, na entrada do supermercado no bairro onde vivo, e ali mesmo...

- Como vai o Battistotti? - pergunto.

- Vai bem - ele me responde.

- E está melhor?

- Sim! E confinado com medo do vírus.

- Nenhuma novidade.

- Não, nenhuma! Estamos esperando pela CBF.

3 - Boppré

Apesar da confiança de que a televisão pagará as mensalidades e que a CBF irá colaborar para que os Clubes passem por esta crise econômica, na sua voz, o presidente do Figueirense, transmite ansiedade e o medo de que o futuro lhe reserva mais dificuldades do que quando assumiu o poder. E acrescentou que em função da pandemia, os auditores pararam de levantar os valores das dívidas que o Clube tem que honrar.

4 - Maradona

“Eu cresci em um bairro privado em Buenos Aires. Um bairro privado de água, luz e telefone.”

Os jogadores saem de lugares assim, onde a luta pela vida só se torna divertida com uma bola rolando em algum descampado, onde brota a pobreza. Mas graças ao futebol, alguns poucos podem se permitir sonhar com a prosperidade.

5 - Itá

Vale citar o Itá - Santos, e o Valdo – Grêmio; Benfica e PSG, jogadores catarinenses que brilharam pelo mundo.

Um nascido em Itá, no Oeste, e o outro em Orleans, no Sul do Estado.

6 - Valdano

O futebol foi regulamentado nas universidades inglesas. Foi o único esporte que os pobres arrebataram dos ricos, graças à revolução industrial que viu no futebol uma oportunidade de ordenar o ócio para a classe trabalhadora, transformando alguns em milionários sem antes merecerem.

 

7 – Páscoa

Sexta-feira (10), a Adilcéia, esposa do Roberto Alves, me mandou, por WhatsApp, uma foto do bacalhau à portuguesa que ela acabara de fazer, e um recado:

- Este ano não podes vir aqui, e sabes o porquê...

Chorei!

Todos os anos, na sexta-feira Santa, eu almoço com eles e voltava pra casa com uma quentinha de canjica.

Chorei de novo!

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futebol nossa jogada paulo brito
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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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