Agosto 20, 2020

Nossa Jogada

Nossa Jogada

De pé: Ubirajara, Vilela, Orivaldo, Souza, Paulo Henrique e Cardosinho. Agachados: Ademir, Celso, Zenon, Lica, João Carlos e Afonso, este massagista que também foi importado do Flamengo. Ilha 1973.

1 – Ubirajara, o mais bonito

Ele jogou no Avaí, nos primeiros anos de 1970, trazido por Fernando Bastos. O Avaí começava a deixar de ser um time de um homem só: José Amorim; jogador; presidente e treinador. Por muitos anos Amorim e Saul Oliveira carregavam o time e o saco de uniformes do clube, que sobreviveu junto com o Figueirense ao Bocaiúva, Atlético, São Paulo, Postal, Paula Ramos, Tamandaré e Humaitá, que disputavam o Campeonato da Cidade. A foto acima registra a presença do goleiro Ubirajara, que sempre encontra com o Vandrei Bion, quando este vai ao Rio de Janeiro e relembra com saudades, como viveu na Ilha naquele tempo. Ubirajara quando chegou trazia a fama de goleiro do Flamengo e de ter sido eleito o “negro mais bonito do Brasil”, no programa do Chacrinha, na extinta TV Tupy. O tempo passa, mas a historia fica...

2 – Injustiça

Grandeza, alma e cultura que manteve o Avaí vivo foi o que faltou na terça-feira contra o Botafogo de RP. Os jogadores contratados têm que defender esta bandeira. Como faz Tucão, que desde os 11 anos está no Avaí, deixando a família em São José acreditando no sonho de jogar e defender o time do coração. Mas quando isto acontece aparecem Chiquinho e Macarrão, que não passaram da várzea e sentados no sofá de casa gritam:

- Geninho não bota! Deixa o Gaston que fez dois gols...

O Gastón ficou devendo.

3 – Gols

O Valdívia é o numero 10. Respondam, rapidamente, quantos gols ele fez na carreira? Ele pode vestir a camisa 10, que foi do Zenon, Adilson Heleno e Marquinhos Santos?

Ah, mas ele é o bola parada. E dai. O dia que não puder jogar, por contusão ou punição, quem será o seu substituto?

No meu tempo tinha um que cobrava falta e escanteio pela direita, outro pela esquerda, um cobrava faltas de longe, outro perto da área grande. Agora tem um que cobra tudo...

Tá errado.

4 – Passando vergonha

O Geninho e Battistotti não podem dormir. O Avaí tem que subir. É hora de mandar treinar forte, fazer mudanças, apostar em gente comprometida, com vergonha para manter o prestigio do clube. O Avaí tem que estar acima de todos. Os contratados têm que jogar a morrer, mostrar qualidades, que não mostraram até agora, e não importa se tem 30, 35 ou 20 anos. O treinador tem de buscar o melhor, enquanto ele e amigo Battistotti, tomam decisões.

5- O Figueirense perdeu

Para o Cruzeiro por um a zero, de um adversário que joga para voltar a Primeira Divisão. O time do Estreito, sem dinheiro, saindo de uma crise institucional, luta para se manter na Segunda. Tem torcedor que esqueceu o ano passado e o WO. Ontem em São Luiz do Maranhão, teve que voltar porque seu adversário não tinha jogadores para colocar em campo. Nove deles deram positivos nos testes para Covid-19.

6 - Provocou...

Texto do Paulo César Lima na crônica semanal que assina no site da Veja.com.br. “E o seu Botafogo, PC?”, perguntou o rapaz do quiosque do Leblon durante a caminhada, que costuma fazer a beira mar. E acrescentou ao texto: “Se eu não estivesse sintonizado no meu “novo normal” talvez o quiosque não estivesse mais de pé, respirei fundo e segui em frente assoviando “Samba do Avião”. Ontem o Botafogo derrotou o líder o Atlético Mineiro, por 2 a 1, o time dirigido pelo Sampaoli, um treinador tão elogiado por Paulo Cesar Caju.

7 - Guardiola

Muita gente acredita que Guardiola, sofra influencia de Johan Cruyff para treinar os clubes que passou e treina. Nem de Cruyff, jogador e nem de Rinus Michael, o criador do carrossel Holandês na Copa de 1966. Guardiola cumpre um a promessa que fez ao pai: “Ele me pediu, que se um dia fosse treinador, teria que fazer o time jogar como a Seleção Brasileira de 1982”. Guardiola sofre influência do futebol carioca dos anos 70, aquele que jogava e deixava jogar. Você escutava dos treinadores: “Meu time é de toque de bola”. Mas em 1971, o Ajax foi como uma revolução no futebol, pois comandado por Rinus Michels, deixou o mundo apalermado com o futebol total. Todos atacavam. Todos defendiam. Não havia posições fixas. O intercambio de funções foi a aposta de Michels. Usava a defesa no meio de campo, provocando o impedimento, ocupando todos os espaços. Cuyff em uma de suas entrevistas explicou: “Em seis anos o Ajax passou de um clube modesto a melhor equipe do mundo. O segredo foi a combinação de talento, técnico e disciplina. Nós ocupávamos todos os espaços com organização, surpreendíamos os adversários com os nossos movimentos sincronizados, uma mistura perfeita de técnica, tática, rendimento. Nosso estilo nos fazia ganhar partidas e os torcedores felizes. Querem um exemplo? Vejam abaixo:



8 – Lembrei

Provocação: de todos estes zagueiros que chegam à Ilha com a mala cheia de etiquetas, como reforços, quero que você da minha geração revele se viu algum zagueiro melhor do que Nelson do Figueirense, aquele alemão que o Lauro Burigo trouxe do Palmeiras de Blumenau, ou do Altair, campeão da Copa do Brasil com o Criciúma em 1991 e da Terceira Divisão com o Avaí, em 1998. Revelem!

9 – Gabriel do Avaí

O Arsenal de Londres, da Inglaterra, treinado por Mikel Arteta anunciou a contratação de Gabriel Guimarães, de 22 anos, ex-Avaí, por 24,5 milhões de euros. Gabriel saiu da Ilha aos 18 anos para defender o Lille da França. Nesta transação o Avaí receberá 10%, sobre o valor da negociação. Agora espera que Guga, vá defender o Flamengo. Este dinheiro, o Avaí usará para pagar o salário desta turma que não fez nada até agora e que no final do contrato, não deixará nada no clube como Gabriel e Guga deixarão.  

10 – Reiner ex-Flamengo

Ele tem 18 anos, filho de um jogador de futebol de Salão conhecido como Brasília. Reiner foi emprestado pelo Real Madrid ao Borussia Dortmund, aquele time que Felipe Santana do Figueirense defendeu por quatro anos. O empréstimo é uma forma que o Real encontrou para que Reiner continue jogando, adaptando-se a Europa e aprendendo. O Real não pode mais inscrever jogadores estrangeiros, porque no elenco estão inscritos como não europeus: Vinicius, Rodrygo, Militão e Kub. Agora escutem aqui o que disse o treinador Lucien Fravre, do Borussia, sobre o jogador.

 

11 – Reforço

O Brusque volta a campo hoje, às 20h, em Porto Alegre no Bairro Passo da Areia, para enfrentar o São José de POA, em partida é válida pela Terceira Divisão. O time é líder da sua chave e apresentou, antes de viajar, duas novas contratações: Jeferson Renan – aquele que passou pelo Figueirense, Mauricio Garcez e Itinga, este do Juventus de Jaraguá do Sul. Acho que não deveria, vai quebrar o equilíbrio do grupo, mas dirigente de futebol gosta de anunciar “reforços”.

12- Time Estado

O Paris Saint-Germain, time com sede em Paris, esta a final da Liga dos Campeões contra o Bayern de Munique, neste domingo às 16h, pelo canal TNT, aquele de filmes. O PSG é um clube Estado sustentado pelo governo do Qatar. No entanto o Bayern chega a esta final sem perder um único jogo. É o primeiro clube, na historia da Champions, que chega a final depois de vencer 10 partidas seguidas. Um fator que coloca os alemães como favoritos. Thiago Alcântara, o (6) na camisa do Bayern, filho do Mazinho, lembrou um ditado espanhol: “Final não se joga, se ganha”.

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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