Agosto 24, 2020

Nossa Jogada

Nossa Jogada

1 – VAR – Revisão

A partir do Mundial 66, disputado em Londres, ocorreu uma exigência para introduzir novas modificações às regras que ordenavam o jogo de futebol como: uso dos cartões, substituições e estudos de interpretações. A transmissão de imagens via televisão, exigiu, por isso, o uso das novas tecnologias para apoiar a arbitragem e aos árbitros. Chegamos ao VAR – Arbitro Assistente de Vídeo (VAR, do inglês Vídeo Assistant Referee) que passou a ser exigido em todos os jogos de futebol, principalmente aqueles transmitidos via televisão, redes sociais e serviços de streaming. Apesar das vantagens, o VAR corroeu a natureza do jogo. Os Árbitros perderam a função ao esperarem uma decisão de gabinete do “Gran Hermano”, que decide, fora das quatro linhas, o que é certo ou o que é errado.

Há quem confunda as regras simples como não poder tocar com a mão na bola, estar em posição de “impedimento ou fora de jogo” e se a bola entrou no gol ou não? O jogo de futebol se baseia na lealdade ao espírito da norma, no conhecimento das regras, na vocação e experiência dos árbitros, que agora estão presos a uma decisão de “gabinete”: o VAR. O jogo ficou artificial, perdeu a naturalidade. Não há como se transformar em um modelo de justiça incontestável, porque há quem duvide da lupa e da câmara lenta. Não há justiça no futebol, porque se trata de um jogo em que um clube, com milhões de euros enfrenta outro com 100 mil euros no orçamento, um modelo de competição aceitado, digerido e amado, mas não é justo, pela desigualdade que é irrelevante ao VAR.

Com uma nova tecnologia em “jogo” os árbitros passaram a ser protagonistas, cresceram de importância mais do que os jogadores. A gestão burocrática, com normas, mini normas e micro normas, onde impera a endogamia, o corporativismo e o desconcerto mudaram a forma de ver o futebol, que dependia mais da honra, do que da justiça. Durante 50 anos obedeceu as regras, nos anos 1920 ditaram suas 17 normas. Agora é outra coisa, que se observa por milímetros e frames televisivos. Os jogadores agora parecem aqueles bonecos de um pebolim, sem braços, rígidos e atados. O VAR frustra a esponteinidade, se fragmenta e empurra as decisões para a demora, numa hierarquia da área e desdenha o resto do campo, abrindo novas portas para ocorrências como pausas em cada tempo, barulho de mudanças massivas de jogadores, quando jogacam apenas 11 sem as substituições.

Em nome da justiça se espera e a emoção de um gol fica interrompida esperando o que o outro, que não é o árbitro, decidirá. Imagine uma “pelada” com VAR.

 

2 - Lições do Renato Gaúcho

Como diz o Renato Gaúcho: “Um jogador quando é grande não aparece aos 35 anos de idade, aparece aos 19 e 21 anos”.

Olhem a mostra - Jhonny, 18 anos, New Jersey - Estados Unidos (Internacional); Alan Franco, Equador (Atlético Mineiro), 21 anos; Matías Viña, Uruguai (Palmeiras), 22 anos; Yeferson Soteldo, Venezuela, (Santos) 23 anos; Fernando Pacheco, Peru (Fluminense), 21 anos; Vinicius Jr, 20 anos; Rodrygo, 19 anos, Brasil, Real Madrid; Reiner, 18 anos, Brasil e Haaland, 20 anos, Noruega, Borrussia; Gabriel Guimarães, Brasil, Lille, de 22 anos; Guga, Brasil, Atlético, 22 anos, Eric Garcia, Espanha, Manchester City, 19 anos; Asu Fati, 17 anos, Barcelona; João Felix, 20 anos, Atlético Madrid; Chico Trincão, 20 anos, Barcelona, todos portugueses; Loutaro Martinez, Argentina, Inter Milão, 22 anos; Alphonso Davies, Canadá, Bayern, 19 anos... Craques Mundiais aos 20 anos de idade. Coman, 24 anos, autor do gol que deu o título da Champions ao Bayern: "O PSG tem um grande time, mas você é facilmente ignorado quando se é jovem".

 

3 - Craques na Ilha e no Avaí

Contratou para levar o Avaí da Segunda para a Primeira. Ai vai à mostra: Ralf, 35 anos; Bruno Silva 34; Rafael, 35; Airton, 32; Betão, 36; Wesley, 33; Daniel Amorim, 31; Renato, 32 e Rildo 32 anos. Experientes, com reconhecimento e passado. Passado? O futebol é momento.

 

4 - De Renome, Marquinhos?

Marquinhos Santos deu declarações elogiando as contratações do Avaí este ano, usando termos como jogadores de qualidade, de renome, experientes, que agradaram a torcida. Fiquei em duvida. Como é que se eles são tudo isso, mas não sabem sair jogando, dão chutão para frente sem ter vergonha ou medo de vaias. Nem o Maneca fazia, ele pegava a bola e entregada para o Veneza.

 

5 – Joceli Santos

Mandado embora Joceli Santos teve a dignidade de dizer que preferiu sair, para não comprometer o amigo Francisco Battistotti. Mas é bom lembrar que ele foi responsável pela vinda de Geninho. E nos três anos como diretor o Avaí conquistou dois acessos, um vice-campeonato brasileiro da Segunda Divisão, um vice-campeonato estadual. A crônica e os corneteiros consideraram o resultado ruim. Ingratos!

 

6 - Tem melhor? Mostre.

Zagueiros pelo lado esquerdo como Adaírton do Figueirense, Metropol e São Paulo; Veneza Comerciário, America de Joinville, Avaí e XV de Piracicaba. Estes jogadores que chegam com renome, mala cheia de etiquetas, com qualidade e apontados com reforços. Você viu algum melhor do que estes dois nascidos em Santa Catarina?

 

7 - Futebol de Graça

Não tinha nem acordado direito e o Macarrão mandou um “whats”, perguntando em que canal estava passando Flamengo 1 x Botafogo 1. Resmungando que o canal da Globo não estava mostrando o jogo e de que o “povão” não tinha como assistir de graça. Respondi: no premier clube, canal 721. E aproveitei para sacanear:

- Quer ver o Flamengo de graça? Não é Avaí nem Figueirense.

Inconformado: “Custa R$ 119,00”. E se sentindo pobre acrescentou que não tinha como pagar. Respondi que a cerveja era de graça. Que o Flamengo cobra e no “pagar-pra-ver” mais ainda.

Não se conformou: “Futebol já foi divertimento para os menos favorecidos. Quero ver quem vai transmitir a Copa Libertadores?”

Respondi que pobre via futebol de graça nos campos do Abrigo de Menores, assistia o Avaí treinar e ele: “A TV mostrava para o povão”. É Macarrão: a TV Globo ainda mostra futebol de graça às 16h de domingo e às 21H30 nas noites de quarta-feira.

Pulei da cama, e não agüentei, sai pensando: “O futebol nunca foi para pobre. Pobre pulava muro, ficava em cima do caminhão, vendia banana e amendoim, olhava o jogo pelas frestas, esperava faltar 15m para terminar quando o Valoca ou o seu Valdemar abriam os portões do Campo da Liga para assistirmos os últimos 15 minutos. Lembras quando era menor de 10 anos, pedias para entrares com um adulto”.

- "Macarrão, deixa de ser mão de vaca e paga pra ver, Sintoniza no canal 721, pega o telefone manda botar na conta e depois mando o recibo para a Dona Ângela ou para o Dão, que são ricos".

Desliguei o telefone e fui ver o jogo.

 

8 - Irresponsável e individualista

Bruno Silva foi dançar com a esposa na danceteria Terrazzo Onze em Sanzé? Que falta de respeito com a profissão, clube e companheiros. Esqueceu que poderia e pode contaminar todo o elenco do Avaí? Leiam como funciona num clube de futebol em um país responsável: “Precaução total: Jogador do Celtic fura quarentena, e federação escocesa adia três jogos por causa do zagueiro Boli Bolingoli que viajou à Espanha sem consentimento do clube de Glasgow”.

Bruno Silva tinha consentimento da direção do Avaí?

 

9 - Figo e Luxemburgo

Respondendo a uma pergunta sobre sua relação com Wanderley Luxemburgo, quando este treinou o Real Madrid, disse: “Em sua vida cada um é responsável pelas suas palavras e seus atos, pessoais e profissionais. Para mim ele foi uma desilusão”.

10- Torcedor

Todos querem saber que clube de futebol eu torço. Respondi assim para o Francisco Salles: “Chico cresci no Rio de Janeiro. Meu pai morava na rua Jaguaruna, na Ilha, e em 1945, levou todos para o Rio de Janeiro. Voltei mocinho. Aos 18 anos fui viver em Porto Alegre; aos 25 em Sete Lagoas perto de Belo Horizonte; aos 29 voltei para Porto Alegre para estudar jornalismo e ali casei. Em 1979 passei dois anos em São Paulo e em 1988/89 em Barcelona. Trabalhando e estudando nestas cidades devo ter muitos clubes para torcer e não tenho nenhum”.

 

11- Em dia

O Avaí mantém os sócios em dia com as mensalidades, neste período de pandemia, através de promoções de sorteios mensais de camisas do clube e descontos nas compras nas lojas Avaí Store. Participe!

 

12 – Marquinhos do Figueirense

Existe no clube um departamento de rendimento que tem trazido e indicado bons jogadores como Giovani e Keké. Mas será que não podem analisar o rendimento de Marquinhos, o 10, porque ele não é jovem saído dos juvenis, podem me dizer, por exemplo:

1 – Quantos passes certos ele deu no jogo?

2 – Quantos chutes ao gol adversário?

3 - Quantos gols marcou até agora?

4 - Quantas bolas ele roubou?

5 – Quando cobra as faltas e escanteios qual é a porcentagem de acerto?

 

13 - Atualizem-se com a Fifa

“As regras de futebol estão em constante evolução, há 150 anos”. [i]. Alguns jogadores, cronistas e dirigentes não entendem que a obediência as regras tem como objetivo nortear os princípios da disciplina e do respeito. Mas há culturas de que: “Aos amigos as benesses e aos inimigos os rigores da lei.

Pois para modificar estes pensamentos a FCF divulgou um vídeo, em que Leonardo Gaciba orienta para as novas mudanças e interpretações. E nesta semana distribuiu um livro digital aos árbitros e para os alunos da Escola de Arbitragem Gilberto Nahas. Ma tem cronista que interpreta os lances, sem ao menos, ter lido um único item das Regras do Futebol. [ii]

 

14 - Coman do Bayern

O cara que entrou no lugar de Ivan Perisic, um croata de 31 anos. Coman é um francês com 24 anos. Ele foi o autor do gol que provocou a derrota do PSG, em Lisboa, frente ao Bayern por 1 a 0. Kingsley Junior Coman nasceu em Paris, no dia 13 de junho de 1996. Este gol pode ter sido uma vingança para um jogador, que o PSG não acreditou, apesar de ter debutado no time principal aos 16 anos, 8 meses e 4 dias contra o Sochaux, pela Liga Francesa em 2013, quando foi revelado ente os juvenis do PSG. Ali não encontrou continuidade e confiança. Foi para a Juventus e desde 2015/16 está no Bayern atuou 159 partidas, fez 33 gols, como este de ontem.

 

14 - Neymar, cai, cai...

Qual jogador caia mais no gramado na decisão PSG x Bayern? Respondo: “Neymar, que mais parecia petista, caindo em todos os lances quando o juiz interrompia o “lance”, para levar vantagem, se fazendo de vítima. Que corrupto!"

Mas o mundo inteiro o encheu de elogios. Aqui você pode escutar o Ronaldo Nazário falando do Neymar  antes do jogo sobre Neymar. Usando a mesma sutiliza que utilizava para jogar, exigindo que o outro deveria  treinar como finalizar as jogadas. A entrevista esta aqui. [iii]

Fim

[i] The English Game – série dublada, no serviço de straeming da Netflix.

[ii] https://as.com/futbol/2020/07/06/primera/1594052684_191493.html 

[ii]https://www.marca.com/futbol/champions-league/2020/08/23/5f42d538268e3e69038b45ef.html

[iii]https://www.marca.com/futbol/champions-league/album/2020/08/23/5f42dc6622601d2d758b4588.html

El mundo entero le ha llenado de elogios, pero él lo ve distinto: la crítica de Ronaldo Nazario a Neymar

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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