1- O título merecido

Filipe Luís, que Abel Ribeiro “sequestrou” em Jaraguá do Sul, e o “escondeu” debaixo da arquibancada, localizada na curva Sul do Scarpelli e, que passados alguns anos jogando nas equipes de formação do Figueirense, quando foi promovido aos profissionais pelo treinador Dorival Junior que o transformou em lateral até sair para “ganhar o mundo”. Esteve no PSV, Castilha, Deportivo La Coruña, Atlético de Madrid, passou pelo Chelsea e voltou ao Atlético, de onde saiu para encerrar a carreira no Flamengo. Transformado em treinador, no sábado atingiu a glória ao conquistar a Copa Libertadores como técnico. Mas antes, como técnico, levou o Flamengo aos títulos: Carioca, Copa do Brasil e Supercopa. Tem gente que nasce em noite de Lua Cheia.
2- Os “Catarinas”

Como os gaúchos se referem aos catarinenses, que na história do esporte conquistaram títulos remando, jogando tênis, rodando de bicicleta e chutando uma bola como: Filipe Luís nascido em Jaraguá do Sul e, Jorginho, natural de Imbituba onde aprendeu a jogar futebol nas areias da Praia da Vila, ensinado pela mãe Maria Tereza, que o transformou em um craque que defendeu a seleção da Itália e hoje o Flamengo.
3- A cultura e amor

Os dois: Felipe e Jorginho seguiram um ídolo Lico, nascido em Imbituba e campeão pelo Flamengo. Mas não só Lico, houve outros catarinenses campeões como: Toninho, Zenon, Vieira, Juarez, Valdomiro, Valdo, Gainetti, Almir, agora Felipe e Jorginho. Assim, lembro que alguns títulos conquistado pelo Flamengo alguns “catarinas” espalharam sangue pelos gramados, defendendo a camisa rubro-negra.
4- Os fiéis ao Flamengo que conheço
Firam influenciados pelos avós e pais que ouviam, as narrações dos jogos de futebol realizados no Rio, pelas ondas curtas da Rádio Nacional nas vozes de Antônio Cardeiro, Jorge Curi, Rui Porto e João Saldanha. Em um tempo quando o campeonato carioca no antigo Distrito Federal. Foi assim que Paulo Abraham, Nenen Ferrari e Ascanio Seleme passaram a torcer pelo Flamengo . Há também o Vicente Carioca, que aqui se radicou sem deixar de recordar seu time de criança, cunhado nas ruas do bairro da Tijuca.
5 – Tristeza pelos
Lados de Santo Antônio, onde vive o Zé, um paulista que se estabeleceu na avenida Beira-mar, montando uma pizzaria. Zé da Paparella chorou após assistir a derrota do Palmeiras, gritando para o Abel Ferreira de que um zagueiro adversário, parado na marca do pênalti esperando uma cobrança de corner, não pode correr ao encontro da bola, sem ser acossado e, tendo toda a liberdade, testando a bola para dentro da rede palmeirense.
6 – A dívida do Avaí

Faz com que Bernardo, neto do ex-presidente Aroldo Pessi, reduza o orçamento do Avaí para enfrentar o ano de 2026, sem que o leve à falência. Com pouco dinheiro ira tentar armar montar uma nova equipe.
O torcedor, acredita que o baú do dinheiro não tem fundo e, espera que apareça alguém coloque dinheiro para ser feliz sem sofrer.
7 – No Estreito, o Waguinho começa

A montar o novo ‘time” do Figueirense com os mesmos vícios do passado: contratando jogadores com mais de 30 anos de idade, sem terem mais condições de evoluírem. Waguinho, sabe que o o sonho de dirigir um time da capital em um brasileiro, passa pelo Estadual 26.
8 – A festa no Oeste
“Os índios” do Oeste continuam festejando a passagem à “elite” do futebol brasileiro. Na sua soberba e, na disputa contra a turma da Capital, caminham pela avenida Getúlio Vargas “pilchados”, usando os trajes da cultura dos seus antepassados que migraram do Rio Grande para o Oeste de Santa Catarina. Há que respeitá-los.
9 – No Sul, terra dos “carvoeiros”
O céu continua escuro, enquanto choram a derrota que culminou coma permanência do Criciúma na Série B. Eles andam pela ilha calados, sem se exibirem a “marra” que exibiam lá pela bandas da Pastelaria do Keko. Irão veranear na Praia do Rincão, Galheta e Barra do Camacho, comendo papa-terras fritos, enquanto esperam o Sol brilhar sobre as minas de carvão.
10 – A análise de um canal de TV
Não foge das críticas as obviedades mandar abraços durante as transmissões esportivas pelo rádio e TV. Ruídos na comunicação, que irritam os ouvidos e demonstram um desprezo aos demais, que não se expõe mandando abraços pela redes sociais. A maioria dos ouvintes e espectadores deseja ouvir um comentários ou informações e não ouvir que fulano merece um abraço por estar ouvindo a transmissão, como ele também está. No Brasil, os narradores só não mandam abraços para as mães e os netos.
11 – Futebol de imigrantes
No Brasil, os clubes adoram contratar migrantes, por ser difícil insistir em registrar jogadores nascidos na cidade. Os dirigentes e torcedores acreditam, que os que vem de fora, são “melhores para casarem com nossas filhas.” Agora, a febre é de contratar imigrantes, de preferência baratos que encontram na América Latina. Então resolvi citar nomes dos estrangeiros que fizeram parte da minha história no futebol brasileiro:
Fossatti; Pablo Furlan, Figueroa, Gamarra e Sorin; Dario Pereira, Pedro Rocha e Arrascaeta; Doval, Artime e Pinga, este na fotografia.
E ainda poderia citar: Obertti, Anchetta, De la Cruz, Bria, Romero, Valência, Romerito, Gustavo Gomes, Valdivia, Arce, Asprilla, Garcia, D’Alessandro, Tevez, Cano, Ramirez, Barcos, Ramon Sosa, Guiñazu, Poy, Pochettino, Rincon, Fillol, Perfumo, Ramos Delgado e JJRodrigues.
12 – A volta
O treinador Abel Braga, que foi jogador do Figueirense em 1973, volta a ser técnico do Colorado Gaucho a beira do rebaixamento. Neste Brasileirão que se encerra daqui a duas rodadas tem o Flamengo, jogando na quarta-feira precisando de uma vitória contra o Ceará, no Maracanã, às 21h30 para colocar mais troféu na sala. O Palmeiras terá que vencer ao mesmo Ceará, mas no próximo domingo, para não perder o segundo lugar para o Cruzeiro, terminará o campeonato enfrentando ao Botafogo e ao Santos, esse disputa a permanência contra Inter, Vitória, Fortaleza e o Ceará.
Fim









