Dezembro 03, 2020

Nossa Jogada

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1 – Queda do Geninho

Era o que todos queriam. Até os adversários. Mas o pior que aconteceu foi que a “mesa” do Conselho Deliberativo do Avaí, emitiu uma nota, tornando-a pública ao afirmar que não concordava com a permanência do treinador Geninho como técnico do Avaí. Na mesma nota publicada, pede a demissão do auxiliar Evando. Uma interferência indevida. Eles esqueceram até do que aconteceu, na última vez, quando uma “mesa” de um Conselho Deliberativo se intrometeu na administração de um clube de futebol. Eu lembro bem, foi no ano de 2010, quando Nestor Lodetti liderou a “revolta” que afastou Norton Boppré da presidência do clube e, como consequência, caçou a “licença” que a Figueirense Participações tinha para administrar o futebol do clube. Assim, Paulo Prisco Paraíso foi afastado e não demorou muito, em 2014, Lodetti pediu licença e entregou o clube a Wilfredo Brillinger. Dai, a Elephant, em abril de 2018. Só queria lembrar o que aconteceu e como está terminando aquela interferência da “mesa” do Conselho Deliberativo. Porque...

2 – Roupa suja se...

...Lava em casa. Não publicamente como fez a “mesa” do CD. Não é papel e não está escrito nos estatutos do clube esta intromissão na administração. Que desserviço, que falta de tino e sabem por quê? Porque um Conselho Deliberativo tem uma ligação direta com o presidente e não precisa da “mídia” para se reunir e se queixar do presidente executivo. Cabe ao CD sugerir, mas não o pode fazer é publicamente, usando a “mídia”. Qual o interesse? Vaidade. Pisaram na bola, marcaram um gol contra, agiram como torcedores e pior: como “organizadas”.

3 – Organizados

Parasitas, vândalos, mal-educados, deselegantes que formam grupos de acordo com o sucesso em empreitadas violentas, confrontando com os rivais, entre eles mesmos, debaixo de uma bandeira, uma faixa, um escudo ou nome associado ao clube em comum. Agem quando os jogadores não conseguem sucesso, culpam o treinador, os dirigentes como egoístas, porque acreditam que só eles lutam pelo clube.  Assim buscam um sentimento de pertencer, legitimar ou, simples, dominar sobre os outros. Como se fossem superiores. No estádio marcam território, espalham faixas em locais estratégicos para que as imagens da televisão possam promovê-los, interferindo na administração e nos departamentos técnicos de um clube de futebol sem nenhum compromisso, sem repassar o que faturam em nome do clube.

4 – Pauteiros

O Conselho do Avaí e organizadas são pautadas, nestes últimos 50 anos. Eles ditam ordens. Esta semana assumiram a destituição de Geninho, antes de o fato acontecer, pressionando a Diretoria a agir de acordo com seus desejos. O papel deles é analisar a derrota, explicar e não sugerir que a mudança de treinador possa criar um “fato novo”. Eles queriam criar um fato novo com a destituição do Geninho, como culpado pelo que os jogadores não fazem em campo. A destituição de um técnico ou de um departamento de futebol é sempre, para o jornalismo, um fato novo. Eles não são consultores, pagos pela diretoria, para sugerirem o viés da política, da forma como administrar o clube ou como deve agir uma Departamento Técnico. São jornalistas, não são consultores técnicos. Não se comprometem ao sugerirem o que vai acontecer, quando deveriam esperar acontecer.  

5 – O Avaí joga hoje

À noite, em Ponta Grossa, contra o Operário, o presidente Francisco Battistotti foi duro na reunião e manteve o grupo, exigindo uma nova postura, com comprometimento e não contratações, escondendo o desvio do caminho até a Série A. Uma nova derrota afastará todos. Não ficará um. Inclusive jogadores. Battistotti tem fé de que hoje à noite, o Avaí poderá estar a dois pontos da zona de promoção, o chamado clichê Z4.

6 – Sabedorias no futebol

Quando Geninho chegou para dirigir o time, o Avaí estava lá embaixo. Foi aplaudido. Todos afirmaram que era o homem certo. Marquinhos e Diogo, subalternos foram logo indicando e contratando três jogadores. Não contentes, trouxeram Edilson e Alemão de volta. Encheram o Departamento de Futebol de jogadores, inclusive nos Sub-23. E o presidente foi pagando. O resultado, desta política desastrosa, não está sendo bom. Queria lembrar que aqueles que tomam decisões no DF, liberaram Kunde para o Cuiabá, que está no G4, um zagueiro que eles consideravam reserva. O reserva do Avaí foi reforçar o time titular do Cuiabá. Eles não enxergaram que Kunde servia para o Cuiabá e não servia para o Avaí? E ontem soube que queriam liberar mais dois ex-juniores, o presidente é que não deixou.

7 – Mudança e queda

Troca de treinador resolve? Se resolvesse Eduardo Barroca teria melhorado o Botafogo, Atlético de Goiás, Coritiba e Vitoria. O Cruzeiro demitiu treinadores e contratou Felipão, e continua lutando para não cair. O Coritiba teve quatro treinadores, e não melhorou. Claudinei Oliveira montou o Botafogo de Ribeirão Preto e está na zona de rebaixamento. O Figueirense começou com Márcio, teve Elano e agora tem Jorginho. Melhorou?

8 - Calculo de Economista que é

Lourival Amorim acredita que o Avaí consegue subir com 62 pontos. Mas precisa somar 62 em 13 jogos que faltam. Para conseguir só poderá perder quatro jogos. Assim chega a 63 pontos ganhos. Terá que fazer uma campanha de campeão.

9 – Foguinho

O Renato Semensatti, de Criciúma, me diz que é “raçudo”, que joga fácil neste time preguiçoso do Avaí. Foguinho está chegando ao Avaí. O time do carvão não sobe mais, continuará na Sárie C no ano que vem. Foguinho vai entrar no lugar de quem: Ralf? E aí acrescento que o contrato de Valdívia com o Internacional termina em dezembro. Ele ganha R$ 200 mil no Colorado, o Avaí só paga R$ 40 mil para ele. Não faz por merecer.

10 – Lá como aqui

Quando o Real Madrid perdeu para o Schakhtar, pela fase de classificação da Liga dos Campeões, os torcedores pediram a saída de Zidane. Ele disse que não iria sair. “Tenho força e vou dar tudo, assim como os jogadores. Estamos pensando no próximo jogo”. Pois sabem que se Madrid ganhar o Borussia, na última rodada e, o Schakhtar perder, o Real terminará em primeiro no seu grupo, calando a boca dos entendidos.

11 - Futebol viciado

O futebol brasileiro vive do vício dos campeonatos, que duravam três meses e terminavam em mata-mata. A cada três meses contratam um técnico, montavam um time e a cada 15 jogos, trocavam de treinador, gerando fato novo para a mídia. Assim era cada três meses com a torcida pedindo um treinador novo, e um time novo. Ainda não se acostumaram com um campeonato de oito meses, a cada três querem trocar de treinador e contratar 12 jogadores. De preferência um treinador moderno, porque acreditam no que ouvem de que os “velhos” estão desatualizados. Quantos clichês.

Fim.

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Redação Making Of

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