Novembro 05, 2020

Nossa Jogada

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Reprodução

1 – Eleição nos USA

Marcada pelo bi-partidarismo. Uma divisão política surgida a partir da Revolução Francesa, quando se definiu as posições políticas de esquerda e de direita. Nesta eleição presidencial nos Estados Unidos os jogadores de basquete da NBA incentivaram os americanos a voltarem, pois o voto por lá não é obrigatório. Nesta madrugada não havia terminado a apuração de todos os votos. A projeção era de que Joe Biden seria o vencedor... Falta apurar os votos de cinco estados, dos quais três deles decidirão quem irá ocupar a Casa Branca nos próximos quatro anos: Donald Trump ou Joe Biden?

2 - Copa do Brasil

Ainda faltam jogar: Grêmio (1) x Juventude (0) e Palmeiras (3) x Red Bull (1), hoje à noite. Até esta etapa a surpresa é a classificação de América MG; Ceará e Cuiabá. A presença de Internacional, Flamengo e São Paulo era esperada. Hoje, provavelmente Grêmio e Palmeiras passem por seus adversários. No Rio Grande do Sul, os torcedores costumam dizer que a Copa do Brasil é o caminho mais curto para a Libertadores.

3 – Brasileiro da Segunda

Onde Avaí, Chapecoense e Figueirense disputam a possibilidade de voltarem a Série A do futebol brasileiro. Terminou o primeiro turno e os clubes terão 19 jogos para decidirem a sorte. Faltam disputar 57 pontos, se nossos clubes conseguirem 50% dos pontos, ganhar todos os jogos em casa, a beneficiada destes números será a Chapecoense. Dos 40 pontos que tem, somando os 24, terminaria a competição com 64 pontos, números que poderão levar o time do Oeste de volta à Primeira Divisão. Ao Figueirense basta ganhar seus jogos em casa, que começa neste sábado contra o Operário, para somar 43 pontos necessários a permanência, mas o Avaí quer subir. Para alcançar o objetivo terá que ganhar todas em casa e buscar pontos fora. Que vida difícil.

4 – Não acaba nunca

Para tanto o Avaí anunciou a contratação de mais dois jogadores. Na verdade, o retorno de Edilson, criado no Avaí, e Rodrigão que andou por aqui, mas preferiu jogar no Coritiba. Não vingou. Caiu e agora andava pelo nordeste. A torcida e o Geninho gostam dele. Eles gostam de atacantes altos e de “chuveirinho” para dentro da área.

5 – Refugos

No último jogo do Avaí não tinha um único jogador contratado como reforço, no início do ano, que Marquinhos Santos e Diogo Fernandes trouxeram para que o treinador Augusto Ignácio levasse o Avaí de volta a Primeira Divisão. Em dois meses colocaram a culpa dos maus resultados no português. Na verdade, o que se vê agora, é que a culpa era dos jogadores, hoje reservas.

6 – Também não termina

O Figueirense nunca terá um time. A cada semana, a cada derrota chega mais um. Não sei de onde sai o dinheiro. A última notícia a respeito de finanças foi o empenho da piscina aterrada atrás do Ginásio Carlos Alberto Campos para pagar dívidas. Contratam sem dinheiro e eu tento entender. Ah, irão pagar com o dinheiro da negociação de Pereira para o Atlético de Goiás.

7 – Tempo para treinar

Eles não treinam, não sabem e ficam falando que não há tempo por causa do calendário. Desde que me entendo por gente se joga nas quartas e nos finais de semana. Pois esta semana Guardiola apoiou Dome, treinador do Flamengo, se queixando de que, tendo jogo atrás de jogo, não há tempo para treinamento. Comparo com o basquete da NBA. Não me venham dizer que é diferente. Não é. Eles jogam dia sim, dia não, viajam e treinam, tem jogadas ensaiadas, estratégias, sabem como enfrentar cada adversário e conseguem. No futebol é só lamentação. 

8 - Gigante da Beira-rio

Repare que o Internacional gastou muito dinheiro, o arquiteto não dormiu para planejar o novo estádio: Gigante da Beira-rio e quando ficou pronto, aprovado pelos cadernos da FIFA, serviu ao Mundial de 2014. Um orgulho para a “nação” colorada, mas, vejo pela TV, em dia de jogo, colocarem aqueles túneis inflados. Será que o arquiteto errou em alguma coisa?

9 – Receita

No futebol não existe uma única receita para ganhar. Os contra-ataques ou atacar na transição não irão desaparecer, eles ainda irão existir enquanto eu viver.

10 – Era feio, mas sabia jogar

Os ingleses prestaram homenagem esta semana a Nobby Stiles, campeão da Copa do Mundo de 1966 e da Liga dos Campeões com Manchester United na temporada 1967-1968. Stiles morreu na quinta-feira passada. Foi habilidoso e criativo. Mas gostava de chegar junto e bater no adversário. Por causa dele surgiram os cartões amarelos e vermelhos, na Copa de 70 no México. Os árbitros ingleses eram relutantes em expulsar jogadores, com a aplicação dos cartões a vida na arbitragem ficou melhor. Nobby Stiles era a cara feia do Manchester United, contam que perdeu os dois dentes da frente quando criança. Naquele tempo não se fazia implantes dentários. Marcou época e neste período, na Itália, o chamavam de Nosferatu, na Alemanha, de Ogro, na Inglaterra e na Espanha o chamavam de outra coisa. Você pode imaginar.

11 – Craques

Pedro Rocha, Dario Pereira, Cavani, Luis Suaréz, Pablo Forlan, Diogo Forlan, goleiros então nem se fala, pois todos estes são uruguaios, um país pequeno, com uma população menor do que a de Santa Catarina, duas vezes campeã do Mundo, uma dela no Brasil, duas vezes campeão olímpico. Um território pequeno entre os dois grandes países da América do Sul: Brasil e Argentina. Eles podem e nós não podemos revelar jogadores. Vivemos buscando “reforços” no interior de São Paulo e no nordeste.

Por quê?

 

Fim.

(*) Fotos reprodução/divulgação

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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