Março 08, 2021

Nossa Jogada

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Gianni Infantino, presidente da FIFA

1 - Muda a regra do jogo

A 135ª Assembleia Geral Anual do IFAB começou e deve definir uma nova interpretação para o que é jogar com a mão e o que não é. Tem gente que não sabe. E nesta reunião deve sair também uma nova interpretação para punir o impedimento. O objetivo é devolver ao árbitro a autoridade de assinalar o que é e o que não é mão na bola, obedecendo ao espírito da regra. A regra considera falta quando a bola é tocada com a mão ou braço deliberadamente. Há que se considerarem os dois lados da moeda; por acidente a bola pode desviar no braço ou não e proporcionar a um atacante uma oportunidade de gol, considerando que o toque de mão dentro da área em lances de ataque. Outro assunto é a tese de Arsené Wenger, treinador francês, que sugere considerar posição adiantada de um atacante, na revisão do VAR, quando a parte do corpo seja aquela que possa ser usada para marcar um gol. Esta proposta foi testada na Liga Inglesa, que resultou na redução do número de impedimentos pela metade. Em 135 anos de história, a interpretação do impedimento foi modificada em duas ocasiões, sempre com o objetivo de tornar o futebol mais ofensivo. O contrário do que ocorre no Brasil, que tem como desejo tornar o futebol mais defensivo.

2 - A FIFA e o VAR

Gianni Infantino, presidente da FIFA, sobre o VAR: "Não vou falar mal. Nunca. Ele tornou o futebol mais justo. Antes havia muitos erros e reclamações. Um árbitro pode se equivocar utilizando o VAR, mas ele chegou para ajudar ao futebol, na maioria das vezes a decisão correta, quando solicitado”.

3 – Demissão

Mal começou o campeonato, a direção do Juventus de Jaraguá do Sul demitiu toda a Comissão Técnica liderada por Raul Cabral. O que chamou a atenção é que havia entre eles um analista de desempenho. Que coisa chic!

4 – O que ganha menos

Getulio é quem tem decidido e marcado os gols do Avaí. Ele foi formado no clube. Por isso ganha menos do que aqueles chamados de reforços como Rodrigão, Amorim, Ronaldo; e tem mais gente lá.

5 – E oooo, e oooo...

O Francisco Salles Neto me liga dizendo que o Irineu Nunes, amigo em comum, revelou que sou torcedor do Avaí. Os dois ainda não entenderam que o futebol para eles é entretenimento e paixão. Um avaiano, outro Figueirense, não entendem que desde 1972, as coisas relativas ao futebol são objetos do meu oficio, do meu trabalho. Eles pensam assim porque alguns parceiros confundem o privado com o público. Alguns acreditam que têm o privilégio de ter um espaço na mídia, não para informar um grupo de pessoas heterogêneas, mas para defender algum clube. É bom lembrar que, agora, o Avaí e o Figueirense possuem emissoras de rádios, sites e interagem com os seus através de redes sociais, isto permite que todos, que tenham paixão por estes clubes, possam se manifestar sem usar os meios tradicionais sem confundir o público.

6 – Covid-19

Há os que não acreditam ou fazem de conta. Anote que 320 pessoas envolvidas com o futebol foram infectadas e os dirigentes continuam empurrando a crise com a barriga. As prefeituras proíbem e os dirigentes levam os jogos do Estadual para outras cidades onde os prefeitos liberam. A normalidade só retornará no inverno de 2022. As eliminatórias sul-americanas para o Mundial do Qatar foram suspensas.

7 – Copa do Brasil

Lembro que Metropol x Botafogo; Criciúma x Grêmio e Figueirense x Fluminense estiveram numa final da Copa do Brasil, como Palmeiras e Grêmio no final da tarde deste último domingo. A decisão atraiu o público para frente da TV. Pena que no primeiro tempo os jogadores estavam preocupados em truncar o jogo, cometendo faltas, tornando a disputa um espetáculo ruim para quem estava em busca de um entretenimento, neste momento de confinamento imposto pela pandemia.

8 – Oitenta anos

Roberto Alves está completando 80 anos. Chegou até aqui caminhando, passo a passo, dia a dia trabalhando em rádio, jornal e televisão. Aos 17 anos, pela mão do amigo Onildo, entrou na Rádio Guarujá para aprender o ofício de sonoplasta, que o transformou em locutor, repórter, comentarista, diretor e em mito e figura do jornalismo esportivo de Santa Catarina. Na foto abaixo, ao meu lado e de Ciro Barreto



9 - Prejuízo

Neste cenário de pandemia os clubes de futebol registraram uma perda econômica em torno de 12 bilhões de euros. Olli Rehn, presidente da comissão encarregada do programa Plano de Apoio Covid-19 para atender as federações, clubes e associações, irá distribuir 1 bilhão, 260 milhões de euros as organizações do futebol na América Latina, as mais prejudicadas e que merecem atenção especial da FIFA. Os clubes de futebol antes moviam um valor entre 40 a 45 bilhões de dólares só em competições, o que foi prejudicado pela ausência de público.

10 - Botafogo

Ai neste cenário, o Botafogo, sem dinheiro e devendo na praça, anuncia contratações de jogadores. Vai pagar como? Com que dinheiro? Quem é que paga os exames médicos obrigatórios que os jogadores apresentam quando seus contratos são regularizados junto a CBF? Os dirigentes brincam, pensando que o futebol é um quarto de crianças. Ainda não descobriram que não há almoço de graça. Só na casa da mãe.

11- Arbitragem

“Comentaristas de arbitragem acabam dando opiniões, com base no tempo que atuavam ou pelo ‘senso comum’. A CBF respeita, pois é um direito de cada um. Assim foi e continuará sendo. Quando eram árbitros respeitavam as opiniões dos outros, hoje fazem exatamente o que condenavam”. O recado veio da CBF, via e-mail.

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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