Fevereiro 11, 2021

Nossa Jogada

Nossa Jogada
Oliveira, Thiago, Wesley, Igor, João Vitor, Felipe, Matheus Lucas e Arthur na foto do Polidoro Júnior.

1 – Renovação

Quando eles irão realizar o sonho de jogarem no time titular do Avaí? Este ano vai ser difícil. Terão poucas chances. São mercadorias, propriedades à venda e não craques para melhorar o time. O sonho está em andamento como o de Matheus Barbosa, que renovou o contrato e em seguida foi emprestado ao Cruzeiro de BH para ganhar minutos e continuar sonhando. Veja bem, ele serve para o Cruzeiro, mas não serve para o Avaí. Porque Betão, de 37 anos, e Gledson, de 38 anos, também, Alemão, de 30 anos, e Edilson, de 34, têm contrato em vigor e ficam esperando o retorno de João Lucas para formarem a defesa, que em 2020, em 38 jogos, sofreu 49 gols. Marco Aurélio Cunha, Diretor Técnico, confirmou, em entrevista coletiva, que o clube para disputar um Torneio Estadual com uma duração de três meses tem 33 jogadores, incluindo os sete jogadores, na foto acima. Eles não têm “nome” e nem bagagens. Os veteranos têm nome e trazem uma bagagem de 2020, só que negativa.  

2 – O bonequinho

O diretor do Atlético Mineiro, anunciou a contratação de Hulk assim: “Melhor lugar para voltar para casa”. Hulk estava na China. Este mesmo diretor disse que ele tinha proposta de outros clubes. Quando li, lembrei dos diretores antigos de futebol, que para valorizar a contratação, diziam: ”Este jogador que contratamos tinha propostas do Flamengo e São Paulo”. Há quem acredite neste clichê. Como é que um jogador de futebol profissional vai dizer não ao Flamengo ou ao São Paulo para vir jogar no Avaí ou no Figueirense? O Miguel tem razão: “Conta para o bonequinho aqui, oh!”

3 – Entendidos

Nossos comentaristas sabem tudo. Sabem até o que é um jogo posicional. Você pode me explicar? Eu não sei. Mas não sabem, pois o Sampaoli, treinador do Atlético Mineiro, usa este esquema posicional e de forma espetacular. Segundo Doménec Torrent, no Brasil: "Falam por falar. Agem como se estivessem na praia, com um amigo, jogando conversa fora.”

4 – Lições de Guardiola

Um defensor não pode esperar que o adversário receba a bola livre e tome uma decisão. “Tem que se antecipar e nunca ficar olhando, esperando o que vai acontecer”. Isto se aprende, mas os brasileiros acreditam que se nasce sabendo jogar futebol. Eu fico pensando que quando um neném nasce alguém vaticina: este vai ser um craque! Então espere ele completar 18 anos e veja se ele sabe jogar futebol.

5 - Aprendendo

 “Ao gol adversário temos que chegar como uma equipe”. Avise ao Valdivia.

6 - Doutor de dente e de bola

Nestes 100 anos de existência do Figueirense lembro que o Serginho manteve a sina da família Abraham. Neste ano, que seria de comemoração, ele colocou um texto no Facebook, que reproduzo aqui: “Amigos, sou Figueirense acima de tudo, chorei, sorri, gritei, briguei, joguei, hoje cai , é a vida... Amanhã será outro dia”.

7 – Gisele Bündchen

Sobre o marido Tom Brady, sete vezes campeão de NFL, levando o time de Tampa, da Florida, ao título nacional, na comemoração dentro do campo com os dois filhos e o enteado: “Muita gente não acreditou. Vocês mostraram que, como tempo, dedicação, confiança uns nos outros, e com o trabalho em equipe, tudo é possível”.

8 – Sandálias da humildade

Maceió, ex-colunista do jornal A Notícia, gostava de usar esta expressão: “vestir as sandálias da humildade”. Pois a turma que foi contratada para desmanchar o grupo de comunicação RBS, que Mauricio Sobrinho e os filhos construíram em Santa Catarina, está fazendo um “bom trabalho”. Cada dia faz mais “caca”. Uma palavra que os paulistas gostam de usar. Como disse “o Claiton Selistre: ‘É bom que comprem suas sandálias”.

9 – Morreu

Lula Pereira quando chegou a Florianópolis para treinar o Figueirense, foi interpelado porque não trazia jogadores de nome e com bagagem, e quando era indagado a respeito, perguntava: “Os jogadores que chegam sem bagagem? Sem nome? Como?”. Foi a primeira lição que aprendeu ao chegar à terra dos “prosas”. Há outra história sobre Lula quando o Madeira, diretor de futebol do Figueira, anunciou seu nome num programa de TV. O destaque que deu ao descrever Lula, não posso falar.

10 – O grandes dirigentes

E você incluiria Carlos Augusto Montenegro como um deles? Pois ele faliu o IBOPE e o Botafogo, que considerava um grande clube do futebol brasileiro. Assim como o Vasco, que deve 720 milhões. O Botafogo, hoje compado com Avaí e Chapecoense, por ele, deve R$ 1 bilhão. O Cruzeiro, outro grande, deve quase isto, que quer se transformar em uma S/A. Na verdade querem anistia das dívidas fiscais, pois a proposta é que o clube fique com 51% das ações, para os dirigentes continuarem mandando, gastando e fazendo dividas. Os investidores? Estes ficariam com 49%.

11 - Acordei

Lembrando de Oswaldo Baliza, Bráulio, Trilha, Laudares, Nivaldo Machado, Adão, Júlio Botelho, Tomás Chaves Cabral, Heitor Ferrari, João Anderson Flores, Pinga, Caco, Genilson, Albeneir, Carlito Moritz, Abelardo Abraham, Leo Mauro Xavier, seu Álvaro Português, Aléo Nunes, Orlando Amorim, Zé Carlos Silva, Andreus Kowalski, Lauro Burigo, Toinho, Rubens Viana, Mariza Ortiga e família... Para estes, acompanhar um time de futebol é como escorregar numa folha de coqueiro, o gramado em frente ao Hospital de Caridade, no dia da Procissão do Senhor dos Passos. Quando se chegava lá embaixo, era hora de subir e começar tudo de novo. Neste centenário a maior glória está em ser o “primeiro”: 1921.

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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