Abril 12, 2021

Nossa Jogada

Nossa Jogada

1 – Jogar em casa com estádio vazio

Como os estádios continuam vazios, existe a vantagem de jogar em casa. Sim ou não? Tenho visto as organizadas ocupando espaços nos alambrados, estendendo faixas, faturando no nome do clube. Sem público, mas com a televisão mostrando os jogos, o que se vê são os árbitros, que tendem a ser caseiros quando os estádios estão lotados, apitando mais faltas e mostrando mais cartões para os jogadores locais. A presença do público não considero como a principal vantagem para a equipe local, pois com os estádios vazios, a vantagem caseira diminuiu mas continua. Quem manda mesmo são os árbitros que se deixam influenciar pelos torcedores presentes, que modifica o comportamento dos jogadores. Mas por falar em arbitragem...



2 – Prestigiados na CBF

Os árbitros da FCF mereceram elogios da CBF pelas atuações no último Campeonato Brasileiro da Série A Masculino 2020. Ficaram em segundo lugar no número de jogos que trabalharam entre todos os árbitros brasileiros. Os “catarinenses” estiveram presentes em 69 escalas das 71 indicações para atuarem como árbitros centrais. Bráulio da Silva Machado trabalhou em 18 jogos; seguido de Rodrigo D’Alonso Ferreira com 15; Rafael Traci com 13; Heber Roberto Lopes em 12 e Ramon Abatti Abel em 11 atuações no Brasileiro 2020. Por este motivo, Bráulio da Silva Machado, Rafael Traci e Rodrigo D’Alonso Ferreira participaram de uma pré-temporada organizada e dirigida pela Conmebol, no Paraguai. Neste encontro, esteve presente também Kleber Lúcio Gil, vinculado a FCF. Entre as mulheres, a representante catarinense Charly Wendy Straud Deretti da FCF, apitou jogos no brasileiro masculino, na Copa do Brasil, Série B, Série C e Série D. Charly também participou de jogos da Copa Libertadores Feminina, em partida realizada recentemente na Argentina.

3 - Estadual

Hoje, segunda-feira, dia 12 de abril, tem jogo do Criciúma contra o Metropolitano. O resultado não muda nada na tabela de classificação depois da realização dos jogos neste final de semana, como o realizado no Estádio Orlando Scarpelli, onde o Figueirense fez um de pênalti, depois tomou um na “linha contra a defesa” do Joinville. O resultado final foi um empate em 1 gol. O “rico” Avaí, que a cada semana anuncia uma nova contratação, como “acumuladores compulsórios”, empatou com o Concordia, em casa, sem gols. Junior Dutra não marcou e “Totti” renovou como Valdívia, apesar da análise de rendimento não ser das melhores. Nos outros dois jogos, a Chapecoense continua líder por ter vencido ao Prospera por 3 a 1 e o Brusque é o segundo colocado após derrotar o Hercílio Luz por 2 a 1, em casa...

4 - Tropeçando

É bom lembrar que o time titular do Avaí tem quatro jogadores que defenderam o Cruzeiro de BH, que no ano passado não voltou para a Série A e registrou uma das piores campanhas da sua história. A diretoria e o departamento de futebol do Avaí continuam apostando em veteranos e preterindo os jogadores formados na base, que só entram quando o time está indo para o buraco, que entram em campo no lugar dos veteranos para salvar os móveis da enchente. 

5 - Abuso

Penso que a CBF deveria limitar o uso de propaganda nas camisas dos clubes de futebol no Brasil. Eu vejo é um abuso. Loteiam tudo, até as meias e calções. Nossos dirigentes, agindo como amadores emocionais, não sabem o que significa ruído em comunicação e vulgarizam o prestigio, a história e a imagem dos clubes loteando o que é mais sagrado: a camisa.

6 - Bombardeio

O time do Figueirense treinado por Jorginho se encolheu como fazem os clubes pequenos do interior gaúcho quando enfrentam Grêmio e Internacional.  Assisti ao jogo pela TV: no intervalo, a televisão mostrou um lance do time local: a falta, o pênalti e o gol numa sequência só. Depois na tela o que vi foram jogadas ofensivas do JEC, um verdadeiro bombardeio a meta de Emerson. Em oitavo lugar, o Figueirense irá enfrentar, na fase eliminatória, a Chapecoense, sonhando com um milagre.

7 - Narradores de TV

Não sei como vocês conseguem assistir aos jogos pela televisão e escutando os narradores, repórteres e comentaristas. Porque eles falam o que querem que aconteça e presumem o que irá acontecer. Nunca descrevem ou comentam o que estou vendo na tela da televisão, e quando o fazem, fazem de maneira óbvia. O espetáculo vai se desenvolvendo na tela, eles falam de coisas passadas, do que pode acontecer e esquecem do que está acontecendo, quando percebem uma jogada de emoção, parece que acordam de um delírio e mudam de assunto, descrevendo o que estou vendo. Muitos deles pensam que estão narrando o jogo para uma emissora de rádio, onde prevalece a imaginação. Como a maioria usou o microfone, como formação, não sabe como se comportar diante da imagem, quando o fazem, descrevem o óbvio. Quanto aos comentaristas de arbitragem, estes não acrescentam nada do que se vê. “Foi um pequeno agarrão, foi fora da área, não entrou, ficou na linha do gol”, interferindo na emoção do espetáculo. Muitas vezes não sabem como defender o árbitro e os condenam, como faziam os comentaristas leigos de antigamente. Eu não consigo acompanhar os jogos com as narrações e comentários. Tiro o som e fico me imaginando no estádio. Pior é que não posso ouvir a narração pelo rádio por causa do atraso das imagens ou do som, que eles chamam de “delay”.

8 - Supercopa no Mané

Mané é o nome do Estádio da Capital da Republica: Estádio Nacional Mané Garrincha. No jogo Flamengo x Palmeiras, tinha muita gente e muitos auxiliares no banco. Gerou reclamações e confusão. Numa determinada hora, um jogador do Palmeiras teve que trocar a camisa, apareceram quatro ajudantes. Nem para vestir uma rainha ou uma noiva tem tanta gente. Atrapalha. A regra não permite que os reservas entrem em campo sem autorização do árbitro. Todos entram para festejar gols e o árbitro faz vista grossa. O espetáculo na TV fica pobre. O que vi ontem, num jogo decisivo de um título nacional, só poderia ocorrer no campo do “Red River”, no Norte da Ilha, onde prevalece o amadorismo, a emoção, que se transforma em uma festa ou em uma briga. No futebol profissional, transmitido para o mundo, não. O jogo salvou-se pela emoção nas disputas de pênaltis. Durante a partida, o que vi foi jogadores que caíram mais do que jogaram, reclamando muito, formando bolinho em torno do árbitro até mesmo quando o VAR era acionado. Reclamavam por reclamar. O espetáculo deprimente para a TV.  

9 - Clube S A

O Congresso vota nesta semana o Projeto de Lei que pode liberar os clubes de futebol a se transformarem em Sociedades Anônimas ou não. Eu pergunto se os clubes têm que apresentar certidão negativa do Serasa? Elegem sócios, que mais são torcedores, se deixando levar pela emoção ou por outros, sem que tenham responsabilidades com o futuro do clube e sem experiência em gestão. Administram um clube de futebol, com um orçamento de milhões, gastando, endividando e gerando déficit econômico, apoiados pelos Conselho Deliberativo. A crise é gigantesca, clubes sem receitas, contratando por impulso, por indicação de treinadores que eles mesmo sabem que em três meses irão demitir, deixando uma herança, às vezes, impagável, que reflete no comportamento dos jogadores.  É um exagero contratar 44 jogadores a não ser que sirvam para outros motivos que não se pode declinar.

10 - Faturou mas pode cair

Criciúma passou pela segunda fase da Copa do Brasil, mas continua em último lugar no estadual. A primeira fase de classificação terá mais dois jogos para que o Criciúma possa fugir desta situação em que se encontra na tabela, a caminho do rebaixamento a terceira divisão do futebol em SC. Faturou, na Copa do Brasil, mais de 1 milhão de reais, mais do que ganhou para disputar todo o estadual 21. Os dirigentes da FCF presumiram que o time não passaria pela Ponte Preta, e passou. Agora terão que arrumar datas para que complete os jogos do Estadual.

11 – Luto


Felipe de Edimburgo

Todos os jogadores de futebol na Inglaterra jogaram com um “fumo” na manga da camisa em luto pela morte do Prince Philip de Edimburgo, marido da Rainha Elizabeth. Estou citando isto porque devo a uma Instituição Inglesa, de apoio aos portadores de Distrofia Muscular, a qual o “prince” era presidente de honra. Graças a uma coleção de impressos, produzida por esta instituição, enviada pelo Sergio da Costa Ramos, quando vivia em Londres, que pude contornar todas as dificuldades que tive por ter dois filhos portadores de DMD. Aproveito para dizer a vocês que além do Prince Philip, o ator Jerry Lewis, quando vivo, produzia um programa em uma TV Americana para arrecadar fundos destinados a pesquisa sobre a DMD. Jerry Lewis conseguiu arrecadar mais de 1 bilhão de dólares e por isso foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz. Em Santa Catarina, Antônio Martinhago lidera uma Associação de Portadores de DM, em Criciúma, e ele e ela podem ser acessados pelos telefones: (48) 442-8127 ou (48) 9129-1850.

Fim.

Tags:
futebol nossa jogada paulo brito
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Artigos Relacionados

Exclusivo

Nossa Jogada

Maio 06, 2021
Exclusivo

Nossa Jogada

Maio 03, 2021
Exclusivo

Nossa Jogada

Abril 29, 2021
Exclusivo

Nossa Jogada

Abril 26, 2021

Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!