Fevereiro 22, 2021

Nossa Jogada

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1 – Estadual 2021

A partir desta quarta-feira, 24, a Chapecoense defenderá o título de campeã catarinense de futebol do ano passado. Foi então quando me lembrei que, em 1972, o Figueirense reconquistou o título estadual para um clube da Ilha, 13 anos depois, usando estes jogadores que estão na foto, em um jogo decisivo contra o Avaí. O treinador era Jorge Ferreira. O último campeão estadual, com sede na capital, fora o Paulo Ramos, em 1959. Nesta foto, o time, que era o titular, teve duas mudanças: Vacaria machucado, substituído por Carlos Roberto, e “Pelezinho” no lugar de Quincas, ex-jogador do Vasco da Gama, trazido pelo presidente Major Ortiga, que não gostou desta mudança. Meses depois Jorge Ferreira e “Pelezinho” foram dispensados. Em 1973, quando Walter Miraglia chegou para treinar o Avaí, encontrou Pelezinho, foi quando Miraglia começou a chamá-lo de Souza e o colocou na lateral direita.

O Estadual 21 começa quarta-feira.  

2 - Temporada 2021

Começou nesse domingo, 21, com a disputa da Recopa Catarinense: o time campeão estadual - Chapecoense e o campeão da Copa Santa – Joinville. O jogo foi em Chapecó. Terminou empatado em 1 gol. Ocorreu uma disputa de pênalti e o JEC venceu por 5 a 4. A temporada de futebol prossegue quarta-feira com a realização da primeira rodada do Estadual 21: Marcílio Dias x Brusque; Avaí x Juventus; Criciúma x Hercílio Luz; Metropolitano x Figueirense. Dois foram adiados para quinta-feira: Concórdia x Chapecoense e Próspera x Joinville.

3 - Público no estádio

Os dirigentes dos clubes de futebol de SC desconhecem a realidade do futebol no estado; a crise sanitária que vivemos devido ao aumento da pandemia e falta de leitos nas UTIs dos hospitais, porque insistiram em pedir a presença de 10% de público nos estádios em dia e noite de jogos. A realidade do futebol em Santa Catarina, nos últimos anos, tem registrado menos de 10% da capacidade de cada estádio, de torcedores em jogos de futebol em SC. Nos anos anteriores a ocupação nos estádios de Avaí e Figueirense não ultrapassou a média de 2 mil torcedores por jogo. Não sei para que serve os borderôs das rendas enviados a FCF.

4 - Traiçoeiro e covardia

As reclamações de jogadores, treinador e dirigentes do Internacional só se justificam, porque o brasileiro acredita que cada árbitro tem uma regra própria, sem obedecer ao que está no livro e desconhecem as recomendações da FIFA. Alguns ex-jogadores que “comentam” futebol na TV nunca leram um livro de regras de futebol, nem se atualizam com as novas interpretações. Desconhecem uma recomendação da FIFA que pede expulsão daquele que cometer falta por trás, junto ao tornozelo. O argumento para esta decisão é que a vítima não tem como se defender e presume a possibilidade de provocar uma lesão grave. Mas, quando uma falta igual ocorre frente a frente, a recomendação é de mostrar, apenas, o cartão amarelo. Eu vi o jogo pela TV, como todos os narradores e comentaristas de jogo ou de arbitragem viram. Eu não sou cego e fico imaginando se os dois gols “marcados” pelo Pedro a favor do Flamengo, confirmados pelo VAR, fossem validados pelo árbitro Raphael Claus.

5 – Contra o Vasco

Após o jogo, o diretor João Patrício Hermann, vice-presidente de futebol do Internacional, em entrevista coletiva, prometeu ir atrás da CBF para cobrar explicações sobre esta situação, afirmando que o clube foi "surrupiado". Ele deve estar se referindo ao jogo contra o Vasco da Gama, que o VAR não funcionou e ficou valendo a decisão do árbitro Flávio Rodrigues em campo. Acho que o Hermann esqueceu...

6 - Jogar bola

Eu entendo que um futebol bem jogado é quando a bola vai de pé em pé, sem chutão a ermo, sem obrigar o jogador a se sacrificar no ataque, tentando alcançar um passe sem direção. Pois do primeiro gol do Flamengo vi a bola ser “tocada” de pé em pé, até chegar à rede do Internacional. Era o estilo argentino de jogar: toque e me voy, ou de Gentil Cardoso: “quem pede recebe e quem se desloca tem preferência”. O que o Inter, do Abel Braga, fez, foi o contrário. O Flamengo atacou e o Inter se defendeu. Resultado: perdeu de 2 a 1 e se não existisse VAR, como na Segunda Divisão, teria sido 4 a 1. Inter reclama da arbitragem o que não fez contra o Vasco da Gama. Para apoiar a minha opinião, relembre que o goleiro do Flamengo não participou do jogo. Ganhou o melhor!

7 - Jogadores? Que inveja.

Sabem quanto pagam de impostos estes jogadores que chamam de milionários? O Messi paga 270 mil euros mensais; Cristiano Ronaldo 259 mil euros e Neymar 250 mil euros. Somando dá mais de 1 bilhão de euros por ano. Além dos impostos, estes jogadores empregam mais de 20 pessoas; gastam com hangar; tripulação e combustíveis dos aviões que possuem. Não tenho nada disso, mas sei que pago 500 reais por ano de IR, mais gostaria de pagar R$ 3 milhões. E me diga quanto as emissoras de televisões no mundo, que vendem anúncios e empregam gente em todas a cidades do planeta, ganham, usando a imagem destes jogadores. E quanto tu pagas de IR por ano?

8 - Avaí ano passado

Pelo que anda informando o repórter Cristian Delossantos, na Rádio Guarujá, o Avaí irá começar o Estadual 21 com a mesma defesa, que em 2020 foi a mais vazada. O chefe é Claudinei Oliveira e no estadual do ano passado foi Augusto Ignácio, seguiu com Rodrigo Santana, veio Geninho e por fim Claudinei. Em um ano quatro. Se dividirmos 12 meses por quatro, teremos um treinador a cada três meses.

9 - Figueira esconde o jogo

Figueira faz mistério e não divulga a relação dos jogadores titulares. Será que nenhum deles mereça atenção do torcedor? Estão com medo ou vergonha? Contrataram 15 jogadores e não divulgam os nomes das revelações da base que foram promovidos. Mas quando têm interesse divulgam: “O Figueirense e seus sócios comemoram a ‘vitória’ no processo contra a Elephant e Claudio Honigmann, ocorrida no dia 11/02. A decisão obriga a empresa e Cláudio se afastarem e exclui a empresa como representante do clube junto a CBF, bancos e similares”.

10 – Rebaixados

Dois clubes de futebol cariocas foram rebaixados à Segunda Divisão. Representam o futebol de fantasias, prometendo glorias, insinuando que pagam e os jogadores fazendo que jogam. Eles representam a decadência da sociedade do Rio de Janeiro corrupta, refletida na essência, no futebol, na política, na cultura e no jornalismo. O Botafogo é o último colocado e o Vasco tem que fazer contas: marcar oito gols no Goiás e torcer para o Fortaleza perder de três a zero para o Fluminense. O Rio sem carnaval anda a procura do Sargento Garcia para prender o Zorro e Wanderley Luxemburgo de treinador campeão a técnico rebaixado.

11 – Inferioridade

A demonstração de inferioridade manifestada no Internacional apareceu ao considerar importante um jogador reserva no Flamengo emprestado, como se Rodinei fosse a cereja do bolo. Além de aceitar, tornando-a pública, a ajuda de um aficionado de outro estado doando dinheiro ao clube, considerado grande, que não tinha para pagar a multa de um contrato de empréstimo, que exigia a ausência de Rodinei num confronto direto. Pois agora este mesmo torcedor quer pagar um prêmio aos jogadores do São Paulo para vencer o Flamengo, sem saber se o Internacional irá vencer. Eticamente condenável.

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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