Março 25, 2021

Nossa Jogada

Nossa Jogada
Foto: Patrick Floriani/FFC

1 - Negociar as dívidas

O juiz Luiz Henrique Bonatelli, da Vara RRJFC de Florianópolis, está dificultando a vida do Figueirense ao exigir novos documentos, que devem ser apresentados em 15 dias, para depois decidir se concede ou não o pedido de recuperação extrajudicial. O clube, que entrou com medida cautelar no dia 11 de março e teve a ação indeferida na Vara Regional de Recuperações Judiciais, Falências e Concordatas de Florianópolis, ganhou o recurso em segunda instância. Coube ao Desembargador Torres Marques reconhecer o direito do clube e devolveu o processo, a origem, para outra análise do Juiz Bonatelli. O futebol brasileiro está esperando por esta decisão, que poderá ajudar a vida financeira de vários clubes de futebol no Brasil.   

2 - Caixa dos Sonhos

O Estádio Old Trafford, do Manchester United, na Inglaterra, é conhecido como o Teatro dos Sonhos. O futebol vive de ilusão! A ilusão que permite um ser, ter esperanças, acreditar, confiar e sonhar. É tudo que o futebol pode fazer: transformar um sonho em realidade. Ultimamente, o torcedor não pode fugir de casa para ir ao estádio. Então fica em frente à TV, assistindo aos jogos do seu clube. Não é a mesma coisa. Como diz o Miguel Livramento: é outra coisa! Estar junto, “ondular bandeiras, soltar foguetes, jogar serpentinas, papel picado, gritar e xingar faz parte de uma rotina, que só se torna real no ‘Teatro’ onde a Caixa dos Sonhos realiza o milagre de tornar real as ilusões”. Na frente da TV ele não vê, em carne e osso, seus anjos lutando contra os demônios. Sozinho, na solidão da sala, o espetáculo se torna melancólico... Os dirigentes continuam armando o “circo”, insistindo, acreditando que o torcedor sente a mesma coisa como se estivesse ao vivo no estádio. Às vezes, penso que os dirigentes do futebol não sabem o que dizem!

3 – E se perde...

A essência. O Avaí joga hoje, nesta quinta-feira, 25, em Cascavel, no Paraná, contra o Palmas de Tocantins. Este jogo deveria ser disputado em Palmas, foi transferido para Belo Horizonte. O prefeito de BH proibiu, no Rio e em São Paulo não permitem clubes de outros estados jogarem seus jogos nestas cidades. Então os dirigentes da CBF, na ânsia de enganar a realidade, procuram “terrenos baldios”, onde possam armar o circo, levantando a lona, que sem público e sem torcedores, acreditando que o “show não pode parar” e o futebol vai perdendo a sua essência, sem a presença de público, porque o “palhaço” não escuta as risadas que justificam a sua existência.

4 - O choro do Totti

O prefeito de Chapecó permitiu a realização do jogo, na Arena Condá, entre a Chapecoense e o Hercílio Luz. Resultado O a 1. Como Garrincha, os diretores vão driblando a pandemia. Entre eles, Totti, presidente do Avaí, aproveita o espaço na mídia e chora: “Tenho uma folha de pagamento para pagar todos os meses”. Mas enquanto reclama, vai contratando. Entre um choro e outro anunciou a volta de Junior Dutra, e com ele são quatro contrações: Diego Renan, Marco Serrato e Giovanni.

5 - Júnior Dutra

Aos 32 anos, Junior chega no Avaí como um reforço. Ele estava jogando no Shimizu S-Pulse, do Japão, onde marcou 10 gols em 39 partidas. Em 12 anos, como profissional, defendeu 12 clubes. Chega como chegaram Rodrigão e Rildo no ano passado.

6 - Novidades

O clube, durante o Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, só poderá demitir um treinador por temporada. Este, por sua vez, só poderá pedir demissão uma vez no ano. O novo artigo do Regulamento Geral das Competições foi proposto pela CBF e aprovado por 11 a 9 pelos presidentes de clubes. Romildo Bolzan Jr, do Grêmio, foi contra e argumentou que: "Interfere na autodeterminação e gestão do clube”. Será que ele não sabia que todo o regulamento interfere? Gostei e mais ainda que neste campeonato os clubes da Primeira Divisão só poderão inscrever 23 jogadores. Na Segunda Divisão pode tudo.

7 - Na primeira rodada...

Da Primeira Divisão foi divulgada, como só tem a Chapecoense. Um campeonato que não terá Vasco, Botafogo, Coritiba e Cruzeiro. A abertura está marcada para o dia 29 de maio e a Chapecoense enfrentará o Red Bull, em Chapecó, se diminuir os contágios, as mortes por Covid-19 e tiver vagas nas UTIs dos hospitais em SC.

8 - Há cinco anos morreu Cruyff

Com sua filosofia: Que se baseava de que seus jogadores não podiam recuar quando perdiam a bola para o adversário, nem chutão, muito menos para onde aponta o nariz quando o jogador está pressionado. Ele acreditava que com uma boa técnica e ocupando bem os espaços, os jogadores podem encontrar soluções olhando para frente e não para trás. Grandes equipes da Europa acreditam nesta filosofia e cultura. Quem sai ganhando é o público. Um dos seus herdeiros é Pepe Guardiola.

9 - Afastar

Quando um jogador jovem, em formação no clube, se nega a ampliar o contrato, quando percebem que a cultura e a vontade da diretoria é de apostar em veteranos, o presidente o afasta, escondendo uma revelação para não merecer a atenção de algum clube. Eu imagino no Brasil ocorrer o que está acontecendo com Sergio Ramos, do Real Madrid, e Messi, do Barcelona. Os dois estão a 100 dias do final dos contratos e poderão de sair livre, podendo desde já assinar um pré-contrato com o clube que quiser. Você os afastaria? Messi é o artilheiro da Liga Espanhola e Sérgio Ramos é imprescindível ao Real Madrid na Champions.

10 – Favoritos da B

Costumo dizer que Deus dá risada quando digo o que vai acontecer amanhã. Mas há muitas pessoas que acreditam que: “Deus no comando!”, mas continuam fazendo previsões como a turma do Rio e de São Paulo, que começaram a apostar que Vasco, Botafogo e Cruzeiro sobem este ano da Segunda para a Primeira Divisão este ano. Eu vou esperar e você?

11 - Imortal

Rafinha tem 34 anos, tentou voltar para o Flamengo. Não conseguiu. Se diz adorado pela torcida, coisa que não foi no Bayern e nem agora na Grécia. Dei risadas lendo o que ele falou: “Ainda tenho quatro anos de carreira”. Considera-se imortal. Acredita, que aos 38 anos ainda poderá correr como agora. Só se for na Terceira Divisão.

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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