Janeiro 25, 2021

Nossa Jogada

Nossa Jogada
Patrick Floriani/FFC

1 - Rodolfo, goleiro

Quem nunca atirou uma pedra? Há sempre quem goste de estigmatizar uma pessoa colocando uma marca ou apontando o dedo. No livro “A Letra Vermelha”, Ester Prynne conta a historia de uma mulher condenada no século XVII, em Massachusetts, que no dia da punição subiu ao patíbulo carregando uma criança de três meses no braço, fruto de uma relação fora do casamento. As autoridades queriam saber o nome do pai. Ela negou-se. Então a castigaram marcando a letra A no seu peito. A marca do pecado. No futebol, há os que não aceitam o perdão. Rodolfo, goleiro do Figueirense, como Barbosa levará, por toda a vida, a marca C, gravada no peito, como punição pelo erro no jogo contra o Juventude.

 

2 – Terminar

Tudo que começa tem fim, mas só termina quando acaba. Como no jogo Avaí 2 x Guarani 1. Será assim até sexta-feira. Os torcedores dos dois lados da ponte alimentam a ilusão de verem seus times: um permanecer na Série B e o outro de "subir" para a Série A. Há que esperar os resultados dos jogos Vitória x Botafogo-SP; Avaí x América-MG; Brasil x Vitoria e Figueirense x Ponte Preta, até o fim, quando o campeonato terminar.

 

3 – Os esquecidos

No inicio do ano a torcida do Avaí babou pelas contratações de: Rildo, Ralf, Valdívia, Alan Costa, Gaston, Ronaldo, Salinas, Bruno Silva, Adrian, Rodrigão, Jaú e Ayrton, os torcedores diziam: "Que formavam um time de peso!". Bem recomendados, de nome, ao gosto dos torcedores, mas que pelo rendimento esportivo, se transformaram em um desastre. Enquanto que os esquecidos, os rejeitados, estão alimentando estes torcedores de esperança.

 

4 – Raça

A cultura avaiana de pura raça se revelou no jogo contra o Guarani. E foi demonstrada pelo puro futebol de Jô, caindo e levantando; de Getúlio à Jô e este sem ser egoísta entregar a bola para Jonathan marcar o gol que deu a vitória de 2 a 1, fez ressurgir um fio de esperança de conquistar a promoção à Série A, no ultimo jogo do campeonato. Onde estavam os reforços, os bens recomendados, os de nome? Pois foram: Edilson, Alemão, Betão, Capa, Jean Martin, Pedro Castro, Renato, Rômulo, Jonathan, Jô, Getúlio, Tucão, Da Silva, Felipe Santos, Luan Silva, Zé Marcos que estão fazendo melhor do que aqueles que fracassaram. Falo por convicção...

 

5 – Banco de reservas

Rafael Pereira de Ibirama e Airton ficaram mais tempo no "banco" do Avaí do que jogaram. Kunde e Zé Marcos poderiam ter feito o mesmo, com mais economia. Que não se repita os mesmos erros em 2021.

 

6 - Greve e salários atrasados

No Avaí o salario, agora, pode atrasar para os que irão embora. E não pode para os que ficarão, porque se o salario atrasar em três meses, eles ficarão livres.

 

7 - Valdívia

Quando atuou pelo Avaí precipitou o jogo com toques excessivos, demonstrou pouca participação no campo defensivo e custava manter a posição. Quem enxerga o jogo, e não baba pelo nome do jogador, viu.

 

8 - Murici o pé frio

Foi assim em 2009 quando aceitou treinar o Palmeiras nas ultimas rodadas do campeonato. O então líder do Brasileiro, treinado por Jorginho, desandou quando anunciaram o nome de Murici. Esta sendo assim agora, novamente, desde quando anunciaram Murici Ramalho no São Paulo. O time desandou. Além disso, o clube deixou de depositar valores devidos aos jogadores e empresários, que reclamam. 

 

9 - Santos e os meninos

Cuca: "Se o Santos pudesse contratar nós não teríamos revelado: Marcos Leonardo, Ângelo, Ivonei, Sandry, Bruno, Alex, Wagner Palha, John e João Paulo." O Santos foi proibido de contratar por ter sido punido pela FIFA por dividas com jogadores e clubes no estrangeiro.

 

10 – Marco Antônio Martins

Vice-presidente da FCF. Lembrei-me dele quando li que a árbitra Edina Alves tem o hábito de levar a bola dos jogos masculinos que apita. Marco tentou levar a bola quando trabalho como auxiliar num jogo da Primeira Divisão do Estadual. Edina e a assistente Neuza Back, viajam na próxima quarta-feira para o Catar, como as primeiras mulheres que irão compor o quadro da arbitragem numa competição adulta masculina da FIFA. Neuza Inês Back, é natural de Saudade, SC e Edina, paranaense de Goioerê. Cada dia que passa o futebol deixa de ser um esporte de homens.

 

11 – Diálogo de vestiário

Johan Klopp, treinador de futebol em 2017, no primeiro dia de trabalho no Liverpool, um jogador de 18 anos chegou para treinar dirigindo uma Mercedes e com um relógio Rolex de ouro no pulso. No vestiário, Klopp perguntou ao garoto:

- Que carro viestes dirigindo até aqui?

- Em uma Mercedes.

- Que relógio é este no teu pulso?

- Um Rolex.

- Em quantos jogos foste titular no Liverpool?

- Nenhum. Respondeu.

No dia seguinte o juvenil chegou para treinar num carro modesto e sem o Rolex no pulso.

 

Fim

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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