Novembro 29, 2021

Nossa Jogada

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1 – Avaí pela quinta vez

Estará na Série A; pela terceira vez Francisco Battistotti, como presidente do Avaí, leva o clube a “elite” do futebol brasileiro. Um ano cheio de glórias: campeão catarinense e promovido a Primeira Divisão. Mas será um final de temporada envolto em uma crise política e de dúvidas financeiras. Dos seus objetivos ainda falta superar dois candidatos à eleição, marcada para o dia 4 de dezembro. Totti quer continuar à frente do Avaí. Um grupo de conselheiros é contra. Os sócios, em número de 3.200 irão decidir se continuam ou se mudam na incerteza das promessas dos novos dirigentes, que enquanto conselheiros manipularam os estatutos do clube. Totti quer continuar vencendo...


No meio o presidente Francisco José Battistotti. Marquinhos Santos e todo o estafe do Avaí F. C. (Foto:reprodução)

 

2 - Saber

A gente nunca sabe o que vai acontecer.

 

3 - Pênalti e a revolta

Nem o árbitro Marcelo de Lima Henrique, do Rio de Janeiro, sabia que o resultado do jogo: Avaí 2, Sampaio Corrêa 1, iria ser resolvido com a interferência do VAR, ao indicar a repetição de uma cobrança de pênalti, aos 32m do segundo tempo, realizada por Edilson, defendida parcialmente pelo goleiro Luiz Daniel, do Sampaio Corrêa, que o lateral Watson, aliviou para escanteio, interferindo no jogo, coisa que não poderia ter feito, segundo as leis do jogo. Watson havia invadido a área de cobrança antes do chute de Edilson. A decisão do árbitro de interromper o jogo, invalidando a participação de Watson, provocou uma rebelião dos jogadores do Maranhão, culminando com a expulsão do lateral, o que interferiu na jogada. Na segunda cobrança, depois de muita pressão e de reclamações, Valdívia bateu e a bola entrou: Avaí 1, Sampaio 1.  Estava empatado o jogo. A torcida, que lotava a Ressacada, se encheu de esperança. E aos 88m Renato de cabeça, depois da cobrança de um corner, desempatou para 2 a 1, colocando o Avaí na Primeira Divisão.

 

4 - A interpretação

Da repetição da cobrança de pênalti feita por Edilson, aos 32m do segundo tempo e, defendida parcialmente mantendo a bola em jogo. Antes do jogador avaiano tocar na bola, três jogadores invadiram a área: dois do Sampaio e um do Avaí. Nesta decisão, a de anular a cobrança pela invasão, deu-se porque o jogador Watson, do Sampaio, não poderia interferir por ter invadido a área, como se adiantasse na barreira ou como se um jogador entrasse em campo sem autorização do árbitro. A cobrança teria que ser repetida, manda a regra. Ah, mas se a bola entrasse, o árbitro mandaria repetir pela invasão do jogador do Avaí. Neste caso não pode confirmar o gol e no outro, mandar repetir a cobrança por interferência de um jogador irregular, dentro da área de cobrança. Como dizem os locutores de rádios: a bola estava viva. O que contestam é se o VAR poderia influir e sugerir a repetição? Mas o VAR foi criado para alertar os árbitros de irregularidades que não se percebe a olho nu. Tá fácil de entender ou tenho que explicar melhor?

 

5 – Claudinei Oliveira

Pela segunda vez ele leva o time do Avaí à Primeira Divisão. No final do jogo, ao contrário de se juntar a festa que os jogadores realizavam em campo, assediados por torcedores, Claudinei olhava para o parapeito à procura dos torcedores inconvenientes, que costumam incomodar todos os treinadores do Avaí, chamando a atenção da mídia e dos outros torcedores que ali se juntam a eles. A imagem mostrou alguns deles, felizes e esquecidos do quanto foram inconvenientes, atrapalhando o trabalho de quem pela segunda vez coloca o time, que dizem gostar, na “elite” do futebol. Estes deveriam pedir desculpas ao Claudinei Oliveira, assim como os entendidos em táticas, nós e estratégias de jogo. 

 

6 – Como foi a disputa

Desde o início o time do Sampaio ficou jogando atrás da bola, especulando o resultado e encerrando o jogo, irritando o adversário. O Betinho, o número 5, era o mais exaltado. Pareciam que eram eles que disputam a promoção, ou jogavam uma decisão, todos motivados e concentrados. O que lamento é que para jogar precisam de promover o anti-jogo, fingindo, caindo a todo instante, exigindo a presença dos médicos, um vício dos jogadores de futebol brasileiro que até se jogam no chão quando recebem um tapinha nas costas de um árbitro.

 

7 - A plateia

Quando o clube mais precisou dos sócios, nos momentos que perdeu recursos das televisões, dos torcedores no estádio, apenas 3.800 sócios continuaram pagando as mensalidades. Neste domingo (28/11), uma multidão oportunista, estimulada pela importância do jogo, fez entrar no estádio 16 mil e 519 pessoas, destes 931 não pagaram ingresso, promoveram uma renda de R$ 303.140,00. Entre estes, os que abandonaram o clube ao longo do ano se revelaram orgulhosos, como dizem com a cara mais lavada do mundo, de que “somos um clube da elite”. Agiram como torcedores varzeanos, que só aparecem nos festivais. E entre eles alguns invadiram o gramado, abraçaram os jogadores, sem obedecerem ao protocolo sanitário, podendo serem contaminados ou contaminarem algum jogador.


Reprodução/web

 

8 - Meus amigos

Mas neste domingo, de festa para os avaianos, me lembrei de três amigos: Joceli Santos, ex-goleiro e dirigente do Avaí, está internado e nesta segunda-feira estará colocando uma ponte de safena e, Edson Nunes, o Tarrafinha, sobrinho do Roberto Alves, está em coma induzida por causa da extração de um tumor no cérebro. Um terceiro seria Abel Ribeiro, contratado como diretor de futebol do Figueirense, junto com o treinador Júnior Rocha.


Reprodução

 

9 - O VAR faz a vida voltar

Se com o VAR pode voltar atrás as jogadas, também se pode retificar resultados e com isso anular jogos. Tem um poder que é fascinante, que cativa e corrompe. Se esse poder for usado ilegalmente, para moldar os resultados das apostas, o futebol não será o mesmo. Nunca esqueça que o futebol é importante para a economia de uma cidade.

 

10 - Jogo de Xavi do Barcelona

Xavi: "Não nos falta gol, o que nos falta é atrevimento". Sobre as contratações disse que são hipóteses, que cada dia sai um nome novo. Mas para contratar um centroavante precisa de um jogador que entenda os espaços, ataque e associasse aos outros jogadores.

 

11 – Cristiano ou Jorginho ficam de fora do Mundial do Catar

Além desta dúvida, a justiça italiana está investigando a Juventus por ter pago 100 milhões de euros para tirar CR7 do Real Madrid, em 2018, parcelados em dois anos, e mais € 12 milhões para o mecanismo de solidariedade de formação da Fifa, ao Sporting de Lisboa. Isto quer dizer que qualquer negócio envolvendo Roberto Firmino, Gabriel e Raphinha nossos dois clubes irão receber uma parcela de solidariedade. A outra nota sobre Cristiano Ronaldo é que o sorteio da repescagem a Copa do Mundo do Catar colocara frente a frente Portugal e Itália, uma irá e a outra não irá ao mundial.


Reprodução/Getty Images

 

12 – Palmeiras bicampeão 20 e 21

Mas é pela terceira vez campeão da Copa Libertadores. Pedi ao Jorge Fossatti, ex-goleiro do Avaí e treinador de futebol, morador de Montevidéu, que me mandasse umas linhas sobre o jogo: Palmeiras 2 x Flamengo 1. Foi sucinto: “Uma equipe com planificação, estratégia versus um rival que dependia somente de suas individualidades. A conquista do título pelo Palmeiras foi merecida”. Obrigado Jorge!

Fim.

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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