Julho 26, 2021

Nossa Jogada

Nossa Jogada

 

1 -  Sofia Loren e Ahmed

Você pensa que Sofia Loren, a deusa do cinema italiano dos anos 50 e 60, nasceu na Itália? Não! Nasceu na Tunísia, um pais africano localizado abaixo da “bota”, ao lado do Egito. Estes JJOO revelaram um fenômeno chamado Ahmed Hafnaoui, nascido no mesmo país de Sofia. Aos 18 anos ele venceu a prova de 400 livres, entrando na final com o pior tempo dos classificados e nadando pela raia 8, não amarelou. Nadou como nunca. Nadou a melhor prova da sua vida e venceu. Pena que o pavilhão estava vazio, caso contrário receberia a ovação que os heróis merecem. 

2 - Olimpíadas

Me irrito quando assisto as competições dos JJOO, aquelas em que os atletas estão na água nadando, velejando ou remando. Esportes que dependem de poucos meses com sol e temperatura próximo de zero para os atletas treinarem e competirem durante um ano. Não entendo como no Brasil, com sol e pouco frio, nossos atletas sem estas dificuldades da natureza não conseguem alcançar o que outros alcançam tendo dificuldades com o clima e com a natureza. Por que? Nosso país tem rios, represas, lagos, lagoas e, um litoral sem tamanho... Só pode ser falta de uma política de estimulo ao esporte e não para administrar como estas fundações e “fesportes”, com presidentes indicados por deputados e vereadores. Para que existem as federações e confederações?

3 – Narração

Penso igual ao Mário e ao Roberto. Viemos de outro tempo. Fomos criados em outra cultura. Não conseguimos ouvir vozes esganiçadas e, nem de locutores na televisão como se estivessem em uma “rádio”. Esquecem que as competições esportivas mostradas na televisão não precisam de descrições obvias, como no rádio dependente de uma linguagem que estimula e desperta a imaginação (tirando tinta da trave ou na rede... pelo lado de fora). O erro no áudio na TV está no início, pensaram só no microfone e esqueceram que o espectador acompanha as imagens e o som não precisa descrever o que ele está vendo. Não precisa dizer que é um cavalo, porque ninguém vai imaginar um cachorro. Reportam aos óbvios: bola na direita... como seu fossemos imbecis, sem saber o que é direita e esquerda; lateral; linha de fundo e o pior é quando ficam conversando sobre outros assuntos que não tem nada a ver com as imagens que estão na tela. Agora apareceu narração destinada a minorias. Mas só para uma e não para cada uma como: surfistas, homens, mulheres, policiais, políticos, economistas... É como um médico descrevendo, com termos técnicos uma cirurgia, ou como o Coutinho descrevendo as alterações do tempo com linguagem técnica. O público é heterogêneo, tem de todas as tendências. O jornalismo não se faz para um determinado público, se faz para todos. Eu não aguento. O que faço? Abaixo o volume e fico só olhando das imagens. Assim não me irrito.

4 – Em casa I

O Figueirense não consegue ganhar em casa, vive beirando ao rebaixamento à quarta divisão e associou-se a um empresário que, a cada semana, traz um jogador como se fosse salvar o clube e formar um time. Os jogadores que chegam, não se sabe de onde e nem sabem a importância do clube. Assim, o Figueirense está sujeito a voltar ao passado, aquele antes do “janelão” e tapetão que o levou a Segunda Divisão do brasileiro.

5 - Resultados do final de semana

Na série A o Palmeiras continua líder, ou melhor, como dizem os jornais corintianos e flamenguista: “Palmeiras ganhou e pode permanecer mais uma semana na liderança”. Vivem elogiando o Renato e o Cuca, mas nem dedicam um adjetivo ao português Abel Ferreira. Bem, Palmeiras em primeiro, seguido de Atlético-MG, Fortaleza e Bragantino. O Flamengo está em sexto e o Corinthians nem sei. Para completar o Internacional não sobe, o São Paulo está na beira dos rebaixados, onde estão Grêmio e Chapecoense.

6 - Treinador e combo

O Vasco e Grêmio contrataram novos treinadores. Um deles chegou pedindo reforços. Os dirigentes a cada três meses contratam um treinador e um combo, eles nunca chegam sozinhos, sempre estão pedindo reforços: dois ou quatro jogadores. Assim até eu!

 7 - Ambulância e marca-passo

Eriksen, aquele jogador dinamarquês que sofreu uma parada respiratória durante o primeiro jogo na Eurocopa. Pois ele colocou um marca-passo e não poderá voltar a jogar, porque a Liga Italiana não permite que um jogador usando um desfibrilador jogue futebol. A propósito quem salvou o Erikson não foi uma ambulância, foi um dos zagueiros dinamarquês que dominava os princípios dos primeiros socorros. A ambulância? Transportou o jogador ou melhor o Eriksen ao hospital.

8 - As máscaras e vacinas

Ao mesmo tempo que promove as Olimpíadas, o Japão não obriga seu povo a se vacinar. Usa uma política oposta ao resto do mundo e, com um índice de imunização mais baixo do mundo. O japonês está proibido de assistir aos jogos, que pela primeira vez na história estão sendo disputados com os estádios vazios. Para quem os atletas, no desfile de abertura abanavam? Davam adeusinho para a televisão?

9 - O sonho de Memphis

Sonho de menino e de verdade. Explico. Quando terminou o ato de apresentação de Memphis, jogador holandês vindo de Lyon para o Barcelona, ele deu uma volta pelo gramado. Memphis estava desfrutando um momento, recordando uma promessa do avô. Quando ele tinha 5 anos, o vovô lhe deu uma camisa do Barcelona dizendo: "Algum dia jugarás neste clube". A profecia do avô estava se realizando.

10 - Depois trazem os reservas do Corinthians como reforços

Os jogadores do time Sub-23 do Avaí venceram o time do Corinthians, nesta quinta-feira (22/07), por 1 a 0, jogando no Estádio Parque São Jorge, em São Paulo. O gol foi anotado por Filipe Silva, nascido na Cachoeira do Bom Jesus. O Avaí tem 12 pontos e está na terceira colocação no grupo B. Evando Camillato é o treinador deste time formado por: André; Gabriel (Ned), Felipe Silva, Luiz Gustavo e Felipe; Luan Silva (Andrey), Kazu, João Vitor e Fraga (Da Silva); Danielzinho (Thiaguinho) e Jô (Adiel).

11 - Politica, religião e futebol

Não se pode misturar política e religião com o futebol, que provocam fatos como estes: a Federação Internacional de Judô suspendeu o argelino Fethi Nourine e seu treinador Amar Benihief porque os dois abandonaram a competição ao se negarem a competir contra o israelense Tohar Butbul, por não reconhecerem a bandeira israelense[i]E que, para eles, a causa palestina é maior e mais importante. Amar e Fethi esqueceram das Olimpíadas de Munique em 1972[ii], quando a “causa palestina” matou 17 pessoas entre atletas, treinadores, policiais e terroristas. O ato terrorista ocorreu na Vila Olímpica, em 5 de setembro de 1972. Lembrei que no Brasil, há um mês, houve quem fizesse campanha política contra a Copa América e agora declaram que “somos todos Brasil”[iii].

12 - Basquete Americano

Não são os mesmos do “Dream Team” de 1992, em Barcelona. O time atual de basquetebol americano perdeu a primeira partida da fase de classificação neste JJJOO de Tóquio, depois de 24 jogos sem derrotas em Olimpíadas. A última foi em 2004, em Atenas na Grécia, na semifinal para a Argentina. A derrota foi para os franceses por 83 a 76. O francês Evan Founier, armador do Celtic, foi o jogador da partida.

13 – Os judeus

Durante a Segunda Guerra mundial os judeus e os ingleses da ilha de Jersey sobreviveram bebendo sopa e fazendo tortas de casca de batata. Imaginem sopa de osso, com algumas pelancas de carne?



[i] – Filme -  Carruagens de Fogo (1981)

[ii] Munich – Uma organização terrorista mata onze atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique de 1972. No entanto, uma equipe de cinco homens, chefiada por Avner Kaufman, recebe a tarefa de matar os ter... Leia mais em: https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/7-filmes-e-documentarios-sobre-as-olimpiadas/

 

[iii] Raça – Cinebiografia de Jesse Owens (Stephan James), atleta negro americano que ganhou quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, superando corredores arianos em pleno regime nazista d...

 

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Paulo Brito

Paulo Brito

Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.

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