Novembro 22, 2020

Novas imagens mostram momentos antes do espancamento de João Alberto

Novas imagens mostram momentos antes do espancamento de João Alberto

O corpo de João Alberto Silveira Freitas foi sepultado esta manhã,21, em Porto Alegre. O soldador, negro, morreu asfixiado, segundo laudo inicial da polícia, depois de ser espancado por seguranças do supermercado Carrefour do bairro Passo da Areia.

Em vídeos obtidos pelas emissoras de TV (acima o da Globo/RBS) é possível ver os momentos que antecedem o espancamento (https://glo.bo/3lTAs6x). João Alberto sai do supermercado em companhia de dois seguranças, percebe-se que um deles diz algo para João Alberto e recebe um soco. A partir daí começam as agressões dos seguranças, com a cumplicidade de outros funcionários e na presença da mulher do soldador.

Ao Jornal Nacional, ontem, o pai de João Alberto disse que "mesmo um soco não é motivo para tirar a vidade de uma pessoa." Classificou a atitude dos seguranças como "agresssão covardia" e "ato de rascismo."

Muito abalada, a mulher de João Alberto, Milena Borges Alves pediu justiça. "Eu não tenho nada pra falar. Só quero justiça, quero que paguem".

Uma das filhas, Taís Amaral Freitas, agradeceu o apoio que a família tem recebido."A gente até se sente confortável com isso,

mas mesmo assim não traz a vida de volta. Não tem muito do que falar depois de ver as imagens." 

 

Seguranças

 

Os dois agressores – o policial militar Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, e o segurança Magno Braz Borges, de 30 – foram presos em flagrante e tiveram a prisão preventiva decretada na tarde ontem.

O advogado William Vacari Freitas, que defende Magno, disse ao G1: "Vamos aguardar o resultado das perícias e das demais investigações".

Já o advogado David Leal, que assumiu a defesa de Giovane, afirma que seu cliente relatou que João Alberto "estava alterado" e "deu um encontrão em uma senhora" no supermercado. Eles devem ser indiciados por homicídio triplamente qualificado.

O Carrefour informou, em nota, que lamenta profundamente o caso, que iniciou rigorosa apuração interna e tomou providências para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

A rede também chamou o ato de criminoso e anunciou o rompimento do contrato com a empresa que responde pelos funcionários agressores, a Vector.

A morte de João Alberto, na véspera do Dia da Consciência Negra, provocou reações em várias cidades e repúdio de autoridades e políticos.

Tags:
Radar MakingOf
Compartilhe: Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Linkedin

Artigos Relacionados

Redação Making Of

Comentários

Media Social

Fique por dentro

Receba novidades no seu e-mail!