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quarta-feira, 25 maio, 2022

O comando da Assembleia está em aberto

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O comando da Assembleia está em aberto
BRUNO COLLAÇO/AGÊNCIA AL

Há pelo menos um ponto em comum entre dois postulantes à presidência da Assembleia: os deputados Mauro De Nadal (MDB), atual 1º vice-presidente e nome mais forte à sucessão de Julio Garcia (PSD), e o deputado Marcos Vieira (PSDB) que não aceitam dividir o período à frente do Legislativo.

De Nadal entende que qualquer movimento nesta direção dará a Impressão de conchavo, negociata; Vieira não vê qualquer hipótese em direção à saída, adotada em passado recente em função justamente da procura de um nome de consenso.

Este é outro ponto, a busca de um consenso, defendido por Vieira, mas que não necessariamente faz parte da lógica de campanha de De Nadal, que admite, em caso da entrada de um outro concorrente ao posto, levar a disputa para o voto e que vença quem tiver no mínimo 21 garantidos.

A escolha de um nome a partir da composição da mesa diretora e que se transforme em aclamação surgiu com Julio Garcia, em 2005, sob o pretexto de trazer unidade e evitar disputas depois da escolha consensuada, o que se confirmou na última condução ao cargo, depois de 11 anos em que o parlamentar havia presidido o Legislativo, antes de se tornar conselheiro de Contas.

 

Na lata

Mauro De Nadal não tem dúvida que se o consenso não vier em torno deum nome, vai para o voto.

E como a regra, na verdade, sempre foi esta, quem possui 21 votos traz os demais para compor, porém teria que passar por duas disputas caso não exista uma definição na bancada do MDB.

 

Um tersius

O deputado Moacir Sopelsa (MDB) tem conversado com o deputado Marcos Vieira, sem que tenha saído algum aceno ou acordo.

Como uma das propostas à mesa poderia ser a divisão do período na presidência e Vieira descarta a ideia, fica mais complicado costurar uma composição.

 

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/VALDIR COBALCHINI

ANTES DA BANCADA

A bancada estadual do MDB reuniu-se nesta segunda, na residência da deputada Ada de Luca, em Florianópolis, sem dar um norte sobre a disputa à presidência. Portanto, prevalece a dúvida se os deputados, que representa quase um quarto do Legislativo estadual vão marchar unidos por Mauro De Nadal ou Moacir Sopelsa, que já foi vice-presidente da casa, quando Gelson Merisio (então no PSD) era o comandante da Assembleia. A foto, um registro da última sexta (4), foi no sítio de Sopelsa, em Concórdia, nome sugestivo e o que parece faltar aos emedebistas agora. A carne era de cabrito, o encontro foi chamado pelo presidente estadual da sigla, o deputado federal Celso Maldaner (segundo da esquerda para a direita), que queria conversar com os deputados do Oeste sobre vários temas, inclusive o desempenho nas urnas em novembro, que considera positivo. Só não estava presente o deputado Romildo Titon, que recebia a visita de parentes vindos de longe. Valdir Cobalchini, Mauro De Nadal e Sopelsa sabem que se a bancada permanecer sem consenso, pior para o projeto ao governo em 2022, o que não sensibiliza ninguém ao que parece.  

 

Sem drama 

Salva por seis votos a cinco dos ministros do STF, a Constituição que impede a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado em uma mesma legislatura é preservada pelo regimento interno da Assembleia em Santa Catarina.  

No parágrafo único de seu artigo 17, a norma veda a recondução dos membros da mesa para o mesmo cargo “na eleição subsequente, na mesma legislatura”.

 

Candidatura única

Sem que outros nomes tenham aparecido, Marcos Vieira tem conversado com Sopelsa.

A estratégia do tucano vai em direção ao candidato único da casa, e Vieira lembra que tem trabalho reconhecido nos dois últimos anos de atuação, quando agiu forte contra questões que mexiam nos incentivos fiscais, no ICMS e até no pagamento antecipados dos respiradores.

 

Não dá para entender

A disputa cega entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Doria Júnior (PSDB) sobre a vacina que deveria ser usada na imunização contra a Covid-19.

Um anuncia a da Pfizer, outro a Coronavac e a grande maioria da população está interessada em ter garantias de um medicamento que funcione. Há limites para antecipar o palanque eleitoral de 2022.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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