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sábado, 28 maio, 2022

O MDB tenta justificar a pressa

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O MDB tenta justificar a pressa
PATRÍCIA MORAES/DIVULGAÇÃO

Não durou nem meia hora a especulação de que os pré-candidatos ao governo do MDB haviam chegado a um acordo e que o prefeito Antídio Lunelli, de Jaraguá do Sul, seria o cabeça de chapa, o deputado fedreral Celso Maldaner o vice e Dário Berger disputaria a reeleição.

O primeiro a rebater foi Dário, que, em mensagem ao grupo do diretório estadual da legenda, sentenciou que “Estamos conversando e analisando os cenários. Não tem um pingo de verdade a hipótese de definição de candidatura a Governador, muito menos de Vice e Senador. Trata-se (sic) de notícias falsas. (Fake News).”

É fato que a conversa evoluiu e na passagem por Blumenau, na última segunda (27), na foto, os emedebistas chegaram a ouvir do prefeito Mário Hildebrandt (Podemos), amigo de Lunelli, de que ele poderia fazer a ponte para uma composição em 2022.

A pressa em resolver a candidatura tem como pano de fundo a possível chegada do governador Carlos Moisés, que tem apoio de parte expressiva de integrantes da sigla, sobretudo dos prefeitos e da bancada na Assembleia, ou a reedição de uma coligação robusta, nos moldes da tríplice aliança, situações que comprometeriam, de cara, a realização das prévias, remarcadas para 15 de fevereiro do ano que vem por pressão interna dos deputados estaduais.

 

Mais explícito

Depois, Dário emitiu uma manifestação oficial, que repete os argumnentos de que não acordo algum. Leia na íntegra:

Com relação às candidaturas majoritárias no MDB, esclareço/informo:

NÃO HÁ DEFINIÇÃO DE CANDIDATURA do MDB a governador, muito menos de vice e senador. Não há um pingo de verdade nisso. 

Na condição de pré-candidatos do partido, estamos analisando os cenários e fortalecendo o diálogo na busca de um entendimento e construção de um projeto político viável e que atenda as expectativas de Santa Catarina e dos catarinenses.  

Reitero: NÃO EXISTE DEFINIÇÃO ALGUMA e, quando a decisão for tomada, independente de qual seja, em respeito ao Diretório Estadual do partido, às lideranças e às bases emedebistas, estes serão os primeiros a saber. 

Portanto, as notícias que circulam com essas afirmações, NÃO PROCEDEM, SÃO FALSAS!”

 

Nome forte

Nas manifestações internas, não é difícil ouvir emedebistas afirmarem que, antes de avaliar o perfil, as carreiras exitosas de empresário, um self made man, e de prefeito reeleito, que Lunelli tem dinheiro, uma espécie de rótulo ou salvo-conduto que lhe daria uma vantagem.

Confirmada a disposição de um acordo em torno de uma chapa pura, o MDB repete os mesmos erros de 2018, quando teve dificuldade enorme para fechar acordos porque não abria mão da cabeça de chapa, com o então deputado federal Mauro Mariani, que só fechou com o isolado PSDB, por uma manobra do então deputado Gelson Merisio (PSD), aos 49 minutos do segundo tempo, e teve o ex-prefeito Napoleão Bernardes de vice, jogado aos leões.

Quem propõe uma negociação com postos fechados, de cabo a rabo em uma chapa majoritária, para depois fazer concessões.

 

Nota oficial

O impacto foi tanto que o próprio MDB tratou de desmentir a versão de que estava tudo resolvido e emitiu uma nota oficial.

No texto, foi assinalado que “em reunião da executiva estadual e bancada estadual previstas para a próxima semana, os líderes emedebistas discutem os avanços das conversas sobre a composição da chapa a majoritária. A definição oficial só será divulgada após o encontro entre os líderes. ‘Vamos levar as conversas para nossa executiva e bancada, prevalecendo sempre a voz da maioria. Avançamos em conjunto com o senador Dário e o prefeito Antídio buscando a unidade’, destaca o presidente Celso Maldaner”.  

 

Atônitos

Os deputados estaduais foram surpreendidos com a leitura apressada da manifestação que já dava Lunelli como o nome para disputar o governo.

A ponto do presidente da Assembleia, deputado Mauro De Nadal afirmar que sabia exatamente o que os jornalistas divulgaram, ou seja, os parlamentares não foram consultados, tampouco a estratégia foi antecipada, isso ajuda no naufrágio da proposta.

 

Origem

Documento enviado pela Polícia Federal ao senador Esperidião Amin (PP), em função da sessão de debates temática proposta pelo parlamentar, que questionou a centralização da totalização dos votos pelo TSE, em Brasília, e que foi assinado em 02 de outubro de 2018, é a peça que dá sustentação à tese de que deveria existir o voto impresso.

Há também a recomendação da PF para que todos os módulos e rotinas administrados pela empresa Módulo, terceirizada de segurança, sejam repassados ao TSE e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Os técnicos da Polícia Judiciária alertam que tiveram acesso ao ambiente digital e aos códigos-fonte de 27 a 31 de agosto do ano da última eleição, embora estivessem disponíveis desde abril de 2018.  

Aliás, no mesmo relatório, a PF crava que a centralização em Brasília dificulta tentativas de invasão do sistema.  

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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