Dezembro 25, 2021

O MELHOR DO ANO

O MELHOR DO ANO

Quais os melhores do ano no segmento de bebidas? A revista inglesa Drink Business e a norte-americana Wine Enthusiast já divulgaram alguns rankings com o que houve de melhor de 2021. A ViniBraExpo, que organiza uma das maiores feiras do setor vinícola nacional, também já premiou os destaques do segmento: personalidade do vinho, vinícola do ano, e até a melhor carta de vinhos.

A coluna se inspira neste movimento para relacionar alguns destaques que passaram por aqui. A avaliação é subjetiva (e representa apenas a modesta opinião do colunista) mas, contra fatos não há argumentos. Veja se não é isso...


WEBER HAUS


Weber Haus/Divulgação

Cachaçaria gaúcha é reconhecida especialmente no Sul, mas exporta há alguns anos para mercados como Estados Unidos. Tem procurado ampliar o portifólio com envelhecimento em barris produzidos com madeiras brasileiras – o que garante sabores únicos para a cachaça (vide o belo exemplo da 7 Madeiras). O destaque do ano ficou por conta do lançamento de uma série especial: a Diamant – 21 anos (foto). Como noticiado em novembro, a garrafa 0001 foi arrematada em um leilão por impressionantes R$ 66,9 mil reais. A embalagem tem formato de diamante e vem dentro de um finíssimo estojo de madeira

O´GIN


O´Gin/Divulgação

A destilaria mineira é uma das mais bem posicionadas do mercado. Além de valorizar botânicos nacionais e ter um marketing bem estruturado, vem promovendo ações que valorizam a diversidade. Mas o motivo de destaque em 2021 é a enorme quantidade de premiações. Nunca um produto nacional foi tão premiado no país e no exterior.

O gin à base de Ora-Pro-Nóbis recebeu medalha de ouro em festivais como o San Francisco World Spirits Competition, Concours Mondial de Bruxelles, Micro Liquor Spirits Awards (com uma tripla medalha de ouro) e agora o Las Vegas Global Spirits Awards (com uma inédita dupla premiação): melhor gin do evento, além de uma medalha de platina. Não é à toa que a destilaria começa despertar a atenção de grandes players internacionais como Diageo e Pernod Ricard. 

 

LOHN BIER


Lohn Bier/Divulgação

Cervejaria catarinense continua figurando na cena como uma das mais criativas do mercado. Parece ter se especializado em sours e continua acumulando títulos e medalhas com a icônica Carvoeira. Mas se destacou neste ano por outros dois motivos: primeiramente a ampliação da estrutura – que aumentou dos originais 16 mil litros de capacidade para impressionantes 450 mil litros/mês. A outra nota de destaque se deve ao lançamento da TodaNossa. A Brazilian Pale Ale foi elaborada com ingredientes 100% catarinenses, comprovando um avanço de toda cadeia produtiva local: o lúpulo foi produzido na Serra, a levedura cervejeira encontrada no litoral, e a cevada plantada no meio-oeste e malteada no Vale do Itajaí.

BE WINE


reprodução Instagram

No segmento de vinhos, o destaque do ano é o anúncio da Disneylândia do Vinho. O projeto vai ser construído em uma área de 60 mil m² no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. O complexo é gigantesto. Vai ter 421 apartamentos com vistas para a área dos vinhedos (foto), museu, área de diversão e uma adega com – veja só – 12 andares. O investimento é de R$ 300 milhões e a previsão de inauguração é para o início de 2025.

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A MAIS PREMIADA


reprodução internet

A gaúcha Aurora está fechando o ano com 45 medalhas e confirmando o posto de vinícola mais premiada do país. Entre os principais prêmios deste ano estão os duplos ouros dos espumantes Aurora Moscatel Branco e Procedências Chardonnay no concurso Vinus (Argentina). Outros destaques ficaram para os ouros do espumante Aurora Brut Branco e o vinho Gioia Merlot no Challenge International du Vin (França), e no Sélections Mondiales des Vins (Canadá). A empresa também conquistou medalhas em concursos como o Muscats du Monde, Challenge International du Vin e Chardonnay du Monde (França), no Cata d´Or (Chile), e no International Wine Challenge e Decanter World Wine Awards, ambos na Inglaterra.

Com as conquistadas de 2021 a Aurora totaliza 761 prêmios em concursos reconhecidos pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). O rótulo mais premiado, outra vez, foi o espumante Aurora Moscatel Branco, com cinco medalhas. A garrafa custa, em média, R$ 35.

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O MAIS VENDIDO


Miolo/Divulgação

Já a Miolo anunciou que o Seleção Rosé (foto) é o vinho rosé mais vendido no Brasil. Deve fechar 2021 com a comercialização de 800 mil garrafas – ou mais. O rótulo conquistou o título de Melhor Rosé do Mundo em 2019 durante o 7º Rio Wine & Food Festival.  Originalmente o rosé era elaborado a partir de um blend de uvas Cabernet Sauvignon com Merlot. Mas, inspirado nos vinhos da Provence, no Sul da França, o corte foi modificado em 2017. Saiu o Merlot, entrou o Tempranillo.

Se você não provou, fica a dica: a coluna é fã e recomenda esse rosé, pela excelente relação custo/benefício. A garrafa é vendida por aproximadamente R$ 30. O vinho é ácido, refrescante, ácido, com coloração rosada, leve e aroma de frutas vermelhas como morango e cereja.

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PANETONE LÍQUIDO


Colorado/Divulgação

Um polêmico ingrediente da ceia natalina é o ingrediente de destaque em uma cerveja produzida pela Colorado para o período de festas. A Ho Ho Ho é um Red Ale, que recebe adição de avelã e da questionada uva passa. A bebida tem amargor moderado (28 IBU) e um teor alcoólico de 6,2% e, segundo a cervejaria, tem notas aromáticas que lembram muito um panetone.

“Sabemos que tem gente que gosta, e tem gente que não gosta de uva passa. Mas, na dúvida, pegamos este ingrediente tipicamente natalino e colocamos em uma cerveja que o público irá se identificar” explica Daniel Carneiro, gerente de marketing da Colorado.

A foto de divulgação é em uma belíssima lata. Mas, por enquanto o produto é vendido apenas nos bares da Colorado, e em forma de chopp. Se a receptividade for boa, quem sabe, pode ser produzido em escala industrial.

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PARCERIA INTERNACIONAL


Ablutec/Divulgação

O Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC), de Blumenau fechou parceria com uma das maiores e mais importantes competições cervejeiras do mundo: o Brussels Beer Challenge, da Bélgica. Esta é a primeira vez que a organização belga, fundada em 2012 firma um acordo do gênero.

Entre os benefícios desta parceria – anunciada pelo fundador da competição belga, Luc De Raedemaecker e o presidente da Ablutec, Develon da Rocha (foto) – está a presença de sommeliers e palestrantes europeus na próxima edição do evento catarinense, em março de 2022. Em contrapartida a Ablutec, que organiza o Concurso Brasileiro da Cerveja, será o canal oficial de divulgação do evento belga no Brasil, além de auxiliar nas inscrições de cervejarias interessadas em participar da competição na Bélgica. As três cervejas premiadas como as melhores do Concurso Brasileiro da Cerveja, serão isentas da taxa de inscrição do Brussels Beer Challenge.

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PARCERIA INTERNACIONAL II


Reprodução/Internet

Outra parceria de peso envolve as gigantes AmBev e Pernod Ricard, e a elaboração de uma bebida pronta para beber. O RTD da foto une o gin londrino mais premiado do mundo com um dos refrigerantes mais famosos do Brasil. A receita do Beefeater G&T Tônica Antarctica foi elaborada pelo master distiller Desmond Payne e tem notas de laranja e limão siciliano. A lata também tem uma sacada tecnológica: uma tinta termocrômica que faz um selo da embalagem mudar de cor quando o drink atinge a temperatura ideal para consumo. Para a colega colunista Brígida Poli, uma dica: a receita não leva hibisco. :)

Tags:
vinhos cervejas cerveja artesanal drinks destilados whiskey gastronomia portal makingof
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Jefferson Douglas da Silva

Jefferson Douglas da Silva

Jornalista com especialização em Gestão de Marcas, atuou por mais de 25 anos em jornais e emissoras de televisão de Chapecó, Blumenau, Joinville e Florianópolis. Foi repórter, editor, apresentador e gestor de equipes de TV, entre elas a chefia de redação da RBS TV. Tem experiência em assessoria de comunicação e relações públicas nas áreas governamental e privada. Conhece em detalhes a rotina de cantinas que produzem vinho colonial no Oeste do estado e alambiques do Vale do Itajaí. Fez cursos de coquetelaria (Senac) e produção artesanal de cerveja (Escola Superior de Cerveja e Malte). Apaixonado por vinhos, estuda o assunto desde 2001.

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