Maio 06, 2021

O novo 'prime time' da publicidade está no seu jogo preferido

O novo 'prime time' da publicidade está no seu jogo preferido
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O que antes era apenas uma sensação, agora é uma realidade traduzida em números. A Pesquisa Game Brasil veio para demonstrar que a ideia do menino adolescente representar a maioria do público gamer do país é quase jurássica, num mundo em que as coisas mudam rapidamente. A 8ª edição da pesquisa, mostra que 51,5% do público de jogos eletrônicos é feminino e que 70,7% dos gamers têm entre 20 e 39 anos de idade, o que nos leva a conclusão que independente da idade a vontade de jogar não para.

Existe uma crescente de que cada vez mais os pais aprendem a jogar os novos jogos para estarem próximos de seus filhos ou ensinando eles a jogar os jogos que eles mais gostavam. O fato é que os games aproximam as famílias e vimos isso muito claramente no campeonato presencial de Free Fire, pré-pandemia, disputado na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, em 2019, onde a maioria da torcida era formada por pais e filhos. Outro exemplo são os pais de pro-players, que não só apoiam, como reconhecem que essa é uma profissão do futuro e nós, profissionais do In Game Advertising, identificamos aqui mais uma excelente oportunidade para as marcas na criação de campanhas para toda a família.

Outra pesquisa, a publicação da Data Stories, da Kantar Ibope Media de novembro de 2020, mostra que o Brasil está na 12a colocação entre os países que mais jogam no mundo, estando à frente de países como EUA e Canadá. Inclusive na Twitch, maior plataforma de streams de jogos no mundo, os brasileiros também ganham destaque mundialmente, com nomes como Alanzoka, Nobru, Gaules, Yoda e Neymar. Sim, o craque Neymar passa horas streamando alguns games por lá e tem 1,4 milhões de seguidores na plataforma.

Todo esse painel serve para direcionar nossas ações de IGA - In Game Advertising -, abrindo o leque de ações não só com relação ao público que está do outro lado, mas também para o tipo de empresa que podemos envolver nas campanhas. Não há mais limite ou exclusão. Um jogador mais maduro, por exemplo, tem um potencial absurdo de poder de compra. Usa o próprio cartão de crédito para aquisição de novos jogos, consoles, os melhores periféricos e com altas chances de converter uma marca que esteja exposta naquele momento de interação. E quanto às mulheres? Quantos canais podem ser abertos nas campanhas tendo elas como alvo? O novo "prime time" da publicidade não é mais exclusivamente o horário nobre na tv e sim em qualquer hora do dia, no seu jogo preferido.

*Cynthya Rodrigues é Business Development Director na PMP.BID.

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Redação Making Of

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