Fevereiro 16, 2021

O que devemos aprender com Chapecó

O que devemos aprender com Chapecó
LEANDRO SCHMIDT/DIVULGAÇÃO

Sem a população respeitar os protocolos de saúde, lavar as mãos com muita água e sabão de uma em um a hora, ao menos, além de abusar do uso do álcool em gel e evitar aglomerações, não há decreto de prefeito, governador ou presidente da República que funcione e o resultado são os números alarmantes de crescimento de casos de Covid-19 registrados em Chapecó, uma reedição da desobediência civil que resultou no colapso do atendimento dos casos mais graves.

O gabinete de crise que deixou mais próximos o governo do Estado e a prefeitura local, o pronto deslocamento dos secretários André Motta Ribeiro (Saúde) e Eron Giordani (Casa Civil), recebidos de braços abertos pelo prefeito João Rodrigues (PSD), acompanhados do superintendente do Ministério da Saúde nbo Estado, Rogério Mendes Ribeiro, é a etapa mais rápida para apagar o incêndio do negacionismo ou da transformação da doença em retórica ideológica, talvez, por isso, o coronel da reserva do Corpo de Bombeiros e governador Carlos Moisés tenha ido ver a situação de mais perto.

O que estoura no atendimento médico é o ápice da doença, quando as unidades de terapia intensiva, no caso as do Hospital Regional do Oeste, ficam totalmente ocupadas, são feitas remoções de pacientes para outras cidades e nem assim a consciência de participar de eventos clandestinos muda na Capital do Oeste, algo que se alastra por toda região.

 

Nada isolado

Se confirmada a presença de novas cepas do Coronavírus e considerado o dado fornecido por João Rodrigues, os mais de 12 mil imigrantes que foram atraídos pela agroindústria, vindos de Venezuela e Haiti, principalmente, e a perspectiva de novos grupos chegarem à cidade, a situação tende a piorar.

Outro dado é o de que grupos de jovens de Chapecó e região migraram em férias atrás das festas clandestinas de Carnaval no litoral catarinense, um outro foco de preocupação quando do retorno, com a imprevisível possibilidade de avaliar o que pode se transformar em contaminação.

 

Pedido

Quando falou com o presidente Jair Bolsonaro, por telefone, João Rodrigues pediu pessoal (médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem) para atuar na linha de frente.

De nada adiante projetar a abertura de 23 novos leitos de UTI sem quem atenda os pacientes.

 

Mais recursos

Natural da região Oeste, o presidente da Assembleia, deputado Mauro De Nadal (MDB), anuncia o repasse de R$ 20 milhões do orçamento da casa para o enfrentamento da Covid-19.

O Legislativo tem sido um grande apoiador das ações e isso vem da gestão anterior, do deputado Julio Garcia (PSD), prova de que Estado é todo mundo, não só o Executivo.

 

Exemplo

O governador Carlos Moisés manteve uma tradição saudável para o bolso do contribuinte: foi de avião de carreira da Azul para Chapecó.

O pouso está confirmado para as 13h30min, é só conferir.

 

RICARDO WEG/DIVULGAÇÃO

PSL EM CAMPO

O deputado federal Fábio Schiochet, presidente estadual do PSL, comemora a  chegada do prefeito de Mirim Doce, Tio Bê-Bernardo, ao partido, o que transforma a chapa na cidade em pura, já que o vice-prefeito Jian Paulo Cardoso já é pesselista. Schiochet anda a mil e lançou a #apaixonadoporSC! para lembrar a força da sigla que abrigava Jair Bolsonaro. Aliás, namoro que continua, embora o presidente tenha apontado em direção ao Patriota. Da esquerda para a direita Lothar Liebsch (secretário de administração), Fábio Schiochet (deputado federal), Tio Bê (prefeito), Jian Paulo Cardoso (vice-prefeito) e Nadir Marques (assessora parlamentar).

 

Dedução

Esta foto de Schiochet foi bem mais bem recebida do que a última, onde aparece ao lado do ex-deputado Gelson Merisio (PSDB), que disputou o segundo turno em 2018 pelo PSD, e o vice-presidente nacional do PSL Antonio Rueda para tratar de 2022.

Duas leituras: o PSL conta com a saída de Carlos Moisés da sigla e com a “implosão” do ninho tucano. Melhor não apostar na segunda hipótese.

 

Mais rigor

Pessoal investigado na Operação Chabu, aquela do qual o prefeito Gean Loureiro (DEM) foi inocentado, descobriu que a juíza Janaína Cassol Machado, da 1ª Vara da Justiça Federal em Florianópolis, aumentou o rigor nas medidas cautelares de quem ainda está na mira do Ministério Público Federal por supostos vazamentos de Operações da Polícia Federal.

Os 10 investigados restantes vão ganhar tornozeleira eletrônica e ter que entregar os passaportes, antes da magistrada decidir pelo recebimento formal da denúncia e eventuais pedidos de arquivamento.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 36 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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