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domingo, 29 maio, 2022

O que falta para Moisés ir para o MDB

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O que falta para Moisés ir para o MDB
PETERSON PAUL/SECOM

O pano de fundo na visita do presidente estadual do MDB, deputado Celso Maldaner, à Casa d’Agronômica, era uma agenda familiar, onde a cunhada Ivone, viúva do ex-governador Casildo Maldaner, acompanhada duas filhas Josaine e Janiara, foi entregar um livro que mostra a trajetória do político recentemente falecido, ato acompanhado pela primeira-dama Késia da Silva e pelo secretário Eron Giordani (Casa Civil).

Mas a aproximação ajuda na especulação de que o caminho partidário do governador será o maior partido do Estado, algo que beira ao conflito interno se verificado o que ocorreu, horas depois, quando os emedebistas de Balneário Camboriú chamaram uma reunião com graduados da região da Foz do Rio Itajaí-Açú e de parte da Costa Esmeralda (foto abaixo).

DIVULGAÇÃO

Um grupo onde estavam o ex-governador Paulo Afonso Vieira, que apontou na frente de Celso, que Moisés é o caminho a ser seguido, enquanto o deputado federal Carlos Chiodini, ligado ao prefeito Antídio Lunelli, que disputará as prévias, em fevereiro, sustentou que o candidato ao governo pela sigla deve ser alguém com histórico dentro do partido, um “Manda Brasa” raiz.

A escolha interna no ano que vem parece ser o maior obstáculo a ser vencido para que Moisés chegue ao MDB na condição de candidato à reeleição, daí a aproximação com Celso, com Antídio e uma próxima conversa com o senador Dário Berger.

 

Resistência

No ambiente da reunião de Balneário Camboriú, onde estavam prefeitos e vereadores, o clima era de descontentamento com a bancada estadual, hoje maior cabo-eleitoral pró-filiação de Moisés.

Pudera, era um encontro de gente favorável a Lunelli, que, na falta de melhor argumento, abusa do discurso de que o prefeito de Jaraguá tem dinheiro, como se este fosse requisito fundamental para disputar o governo e, principalmente, vencer a eleição e não a administração exitosa que faz à frente deuma das principais cidades do país.

 

Fato

O pensamento expresso pelos presentes não é o mesmo da maioria dos prefeitos do MDB, tampouco dos deputados estaduais, que há tempos perceberam que a mão estendida de Moisés, evidentemente acompanhada de muita verba, recupera espaços territoriais e prefeituras, em um ano pré-eleitoral.

Tanto que Chiodini se valeu de uma informação duvidosa na reunião, de que sobra dinheiro nos cofres do governo catarinense porque o governo federal poupou a cobrança de várias dívidas, o que conflita com a realidade, pois, desde dezembro do ano passado, a maior delas, o que Santa Catarina deve à União, voltou a ser paga.

 

Caminho

Como não existe qualquer certeza de que entre Celso, Dário e Lunelli está a viabilidade para a eleição ao governo do ano que vem, diante de um cenário ainda de dúvidas pela falta de coligação à proporcional (deputado estadual e federal), o MDB não deve ignorar o desejo de Moisés.

Há também a avaliação clara de que a sigla minguou nos maiores colégios eleitorais, Florianópolis, Blumenau e São José, e patina em Joinville, cidade que governo durante oito anos com Udo Döhler, a considerar também o histórico de quatro outras administrações com Pedro Ivo Campos e Luiz Henrique, além de ter participado das gestões de Marco Tebaldi (PSDB).

 

Combatente

Há muito mais no anúncio feito pelo secretário Vinícius Lummertz (Turismo de São Paulo) do que apenas pôr o nome à disposição do PSDB para concorrer ao governo do Estado.

Lummertz, um dos primeiros cavalheiros do governador João Doria Júnior, manda um recado à sigla em Santa Catarina, que preferia o governador gaúcho Eduardo Leite, de que tem que assegurar o palanque ao tucano á Presidência e que não será tolerada a ida para outra candidatura ou composição, uma delas com Carlos Moisés e a temida reedição da tríplice aliança.   

 

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

À BOLSONARO

Auditório superlotado, aglomeração ao extremo e falta de uso de máscara. Esta era a foto do local da filiação do presidente Jair Bolsonaro ao Partido Liberal, em Brasília, na manhã desta terça (30). Tudo feito ou planejado ao estilo do convidado ilustre. Parece que, neste ambinete, não existe a pandemia nem a variante Ômicron. O grande beneficiado do movimento político de Bolsonaro em Santa Catarina é o senador Jorginho Mello, pré-candidato ao governo. Porém, o catarinense sabe que isso não é tudo e que só esperar por uma nova onda em 2022, como ocorreu em 2018, é pouco, até porque o senador Esperidião Amin (PP) pode entrar neste circuito. Jorginho falou em nome dos parlamentares, ganhou luzes. Reparem na cobrança do presidente Valdemar da Costa Neto, no início do evento, que gritou :” Duda, cadê o Hino Nacional?” Veja mais em:

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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