Janeiro 07, 2022

O tempo de rádio e TV define as estratégias

O tempo de rádio e TV define as estratégias

Ao reafirmar mais uma vez que é candidato à reeleição ao participar de um evento que marca o início da obra de desassoreamento da Barra do Camacho, em Jaguaruna, nesta sexta (7), o governador Carlos Moisés (sem partido) não desatou ainda o nó do mistério que cerca seu novo endereço partidário, embora o desfecho esteja mais claro.

Um partido com mais tempo de rádio e TV, bem estruturado no Estado e com possibilidade de ter um bancada robusta na Assembleia é o destino certo de Mosés, o que amplia como chances de endereço ser o MDB ou o PP, que sintetizam, como poucos , esta condição.

O espaço para a propaganda da campanha eleitoral é definido a partir do número de deputados federais eleitos em 2018, sendo que 90% do espaço é dividido entre os candidatos proporcionalmente ao número de parlamentares eleitos e os outros 10% entre os partidos que têm candidato próprio à majoritária.

Assim, é possível observar o percentual que cada bancada possui, com relevante imponência da União Brasil, sigla em criação a partir da fusão de PSL (que garantiu o segundo maior número de cadeiras, 52) e DEM, dono de 29 deputados, que amealham 15,8% do tempo, motivo de sorrisos do pré-candidato ao governo Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis, que precisa de aliados na empreitada.

 

Fator

Este quadro fará com que muitos se consideram preparados para uma disputa avaliem desgastes e busquem composições com quem tem mais a oferecer, principalmente na propaganda da campanha eleitoral.

O quadro seguir revelação como siglas com maior e menor percentual, fator que será decisivo na hora de fechar uma coligação.

 

Mais apoio a Moisés no MDB

É mais do que uma carta de apoio o documento divulgado por cinco prefeitos e três vices do Vale do Araranguá, nesta sexta (7), em que os mandatários pregam que a sigla marche com o governador Carlos Moisés à reeleição.

Os emedebistas elencaram oito importantes obras estruturantes na região que tiveram recursos do Estado para, segundo eles, historicamente saírem do papel, como o argumento para a manifestação.

Sem ferirem a possibilidade de realização de prévias na sigla, Cesar Antonio Cesa, de Araranguá; Moacir Francisco Teixeira, prefeito de São João do Sul; Gislaine da Cunha, prefeita de Sombrio; João Batista Mezzari, prefeito de Jacinto Machado; Paulo Della Vecchia, prefeito de Ermo; e os vices Jeriel Isoppo, de Sombrio; Juraci Favarin, de Morro Grande; e Pedro D´Ávila, de Santa Rosa do Sul, falam em “estramos juntos coligados no projeto de reeleição”.

Não é a primeira vez que prefeitos do partido se manifestam favoráveis a Moisés e outras parcelas significativas da sigla, como os deputados estaduais, defendem a vinda do governador para a legenda, o que torna mais difícil para o candidato à reeleição fugir desta pressão.   

 

O convite já foi feito, falta o sim.

 

A disputa que foi parar no bar

A frase “eu sei o que você fez no passado” caberia bem para a disputa instalada entre o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), pré-candidato ao governo pelo PSD, e a Secretaria da Fazenda, sobre a questão de cobrança de impostos sobre as atividades de bares e restaurantes, vetada pela atual administração.

Colombo alega que o governo Moisés não fez o que Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais encamparam, a Fazenda, comandada pelo secretário Paulo Eli, um auditor fiscal de carreira, afirma categoricamente que o “presente benefício se estende ao fornecimento de bebidas alcoólicas” e acrescenta ainda que só beneficia bares e restaurantes de “grandes redes multinacionais” voltados para quem tem alto poder aquisitivo e não aos pequenos e médios comerciantes, enquadrados no Simples Nacional, que presentam 90% do setor.

A “guerra” não é de hoje, pois sempre que pode Colombo acusa Moisés de aumentar impostos, como foi na infindável batalha sobre os preços dos combustíveis, situação provada mais tarde que não era bem assim.

Para apimentar a relação entre o ex-governador e a Fazenda, a pasta tem em mãos documentos que demonstram que o veto apresentado agora à redução é o mesmo que foi aposto por Colombo, em 2015, quando governava o Estado.

Leia mais sobre a opinião do que é Justiça Fiscal, no artigo do secretário Paulo Eli, em https://bit.ly/34vUro1  

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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