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segunda-feira, 23 maio, 2022

O tempo do olho no olho em debate

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O tempo do olho no olho em debate
PETERSON PAUL/SECOM

Pelo menos no primeiro de uma série de encontros, solicitados pelo Fórum dos Governadores, o governador Carlos Moisés da Silva (sem partido) não decidiu se praticará o “olho no olho” e estará presencialmente na reunião do próximo dia 2 (quinta da semana que vem) confirmada pelo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que também poderá ser acompanhada de forma remota.

A proposta é debater a abertura ampla de diálogo entre os poderes para promover distensionamento na crise aberta pelo presidente da República com o Supremo Tribunal Federal, que ganhou novo capítulo com a decisão de Pacheco em não aceitar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, feito por Jair Bolsonaro.

Moisés alegou que preferia encontros presenciais no caso da conversa com Bolsonaro e os chefes dos demais poderes, Pacheco e o ministro Luiz Fux, do Supremo, além do deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara e definidor da pauta no Legislativo Federal.

Foi o argumento do governador catarinense para não assinar a carta que a maioria dos chefes de Executivo pretendia emitir com críticas a Bolsonaro, que não saiu do papel em troca da agenda direta em Brasília.     

 

Pense bem

Na lógica do presidente Jair Bolsonaro há muito mais a comemorar do que a reclamar da negativa de Pacheco sobre o impeachment de Alexandre de Moraes ou na decisão do ministro Edson Fachin em não levar adiante o pedido de mudança no regimento interno da mais alta corte para que o STF não possa abrir inquéritos sem a manifestação da Procuradoria Geral da República.

Bolsonaro, embora não expresse publicamente esta compreensão e ainda parta para o ataque, ganhou mais argumentos para a narrativa de que não tem apoio no Congresso para os temas mais cruciais, a pauta ideológica, e é perseguido no STF pelos ministros, mesmo que soubesse que nenhum dos assuntos teria possibilidade de ter continuidade.

O que vale para a estratégia palaciana é a repercussão entre os apoiadores do presidente, mais indignados do que nunca, tanto que avisou, por ora, que não irá pedir o impeachment do presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

 

Na berlinda

O prefeito Clésio Salvaro (PSDB) ganhou pontos junto aos conservadores de Criciúma ao demitir um professor de Artes da rede municipal pelo uso do clipe do cantor Criolo, da música Etérea, onde trata de preconceito e diversidade integrantes do movimento LGBTQIA+.

O vídeo onde Clésio inadvertidamente usa a palavra “viadagem” para resumir o que contraria na postura em sala de aula sumiu das redes do prefeito, mas não em tempo de evitar denúncias e a entrada do Ministério Público Estadual no caso, que instaurou um procedimento para apurar possível prejuízo à dignidade humana de caráter coletivo na exoneração e se ocorreu nos limites legais, a partir de uma denúncia de um cidadão.

 

Avaliação

Clésio arrumou problema com a decisão, que deverá ter desdobramentos se considerado o caráter homofóbico que pode ser alegado em torno da exoneração.

O que precisa ficar claro é que a análise deverá ocorrer no campo jurídico, sem preferências ou paixões políticas, já a repercussão de um lado ou de outro ninguém segura nas redes sociais.   

 

Serrinhas

Na passagem pelo Sul do estado, que termina nesta sexta (27), o governador Carlos Moisés declarou em Criciúma (foto) que, devido aos últimos anúncios, já pensou em publicar nas redes sociais uma foto dele com serrinhas na mão: “Sou o governador das serras (da Serrinha, do Faxinal e do Rio do Rastro)!”

Quem comemora é o secretário Thiago Vieira (Infraestrutura) que lembra a demanda histórica do trecho entre Praia Grande e a divisa com o Rio Grande do Sul, trecho da SC-390, obras de implantação e pavimentação da Serra do Faxinal, entre dois parques nacionais, aguardada há mais de 30 anos.

Serão 21 meses de obras para pavimentar 15 quilômetros, orçados em R$ 58,9 milhões. 

 

DANIEL CONZI/AGÊNCIA AL

OUTROS TEMPOS NO MDB

Depois de encerrada a sessão na Assembleia da última quarta (25), a bancada do MDB esticou a conversa em plenário, inclusive com a descida do presidente da Casa, deputado Mauro De Nadal, à planície. Depois de garantir a mudança da data da prévia para feveireiro de 2022, quando fez valer a voz mais forte, a maior bancada da Assembleia vive uma momento raro de sintonia. Talvez tenha descoberto que é forte se estiver unida e presa fácil se preferir a divisão. Está no comando do Legislativo neste e no próximo ano, com Moacir Sopelsa, e anteviu que o cenário para a eleição, no ano que vem, exige mais cautela e costura com outras siglas e menos arrogância de quem é grande.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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