Fevereiro 27, 2017

O PMDB está entre as alianças e o consenso interno

Seria leviano fazer qualquer avaliação do quadro eleitoral do ano que vem sem considerar o futuro do projeto do PMDB ao governo do Estado, a maior sigla em número de filiados e eleitos, de vereador a prefeito, de deputado estadual a federal, que comanda quatro dos 10 maiores colégios do Estado (Joinville, Florianópolis, Itajaí e Jaraguá do Sul), com mais de 1 milhão de eleitores nestes municípios, e tem quase dois quintos dos quase cinco milhões no Estado com a conquista de 100 prefeituras. Isso faz com que a sigla precise buscar, desde já, eventuais parceiros para ter candidato ao governo. Os naturais seriam os tucanos, que querem ter candidatura própria, o PSD, com quem divide o governo há sete anos, e novos como o PR, com quem se aproximou mais recentemente.

 

O desafio

As chances de manter a aliança com o PSD têm se tornado mais difíceis, principalmente a partir dos movimentos do deputado Gelson Merisio, que, para fortalecer sua pretensão de concorrer ao governo, ganhou apoio formal do PSB e mira no PP. Mas chave dos peemedebistas será a busca por um nome que consiga atrair interessados em compor. Uma disputa interna enfraqueceria o partido na mesma proporção de seu tamanho e força, por isso o presidente Mauro Mariani, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira e o prefeito de Joinville Udo Döhler terão o enorme desafio de evitar o desgaste como pré-candidatos. É fato, o componente mais crucial para o PMDB decolar está nas conversas internas e seus adversários torcem pela desestabilização.

 

O placar

Em Santa Catarina a divisão por maior fatia do eleitorado concentra-se nas grandes e médias cidades. O PMDB comanda quatro delas (Joinville, Florianópolis, Itajaí e Jaraguá do Sul), o PSD outras quatro (São José, Lages, Criciúma e Palhoça), o PSDB duas (Blumenau e Criciúma) e o PSB uma (Chapecó). Juntas possuem cerca de 1,8 milhão de eleitores – quase metade do contingente apto a votar na última eleição, 4.985.048 -, de acordo com o último levantamento do Tribunal Regional Eleitoral.

 

REPRODUÇÕES/INTERNET

CARNAVAL POLÍTICO

É uma das misturas mais tradicionais do Carnaval, a convivência com os políticos. No sentido horário: em São Paulo, o prefeito João Dória Júnior (PSDB) reedita o seu “Varre, varre vassourinha” no Sambódromo, mais um processo do marketing constante; em Florianópolis, o prefeito Gean Loureiro (PMDB) não ficou só na Passarela Nego Quirido e foi conferir a festas nos bairros, como esta na Tapera; e, em Joaçaba, o deputado federal e presidente estadual do PR, Jorginho Mello, foi homenageado pela Liga independente das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval do Oeste. Se não rende votos, ajuda.

 

Não validaram

Integrantes do governo de Raimundo Colombo, do partido dele, o PSD, não gostaram das declarações do secretário Valmir Comin (Assistência Social, Trabalho e Habitação) sobre o desempenho de indicados e filiados ao PCdoB na pasta, a maioria exonerada. Para alguns, a realidade era outra e o corpo técnico possuía qualidade. Consideram exagero na forma de como a situação foi conduzida.  

 

Rápidas

* Para a história: ter feito parte da equipe, que, em 2000, implantou a TVCOM em Santa Catarina, que deixou de funcionar pouco mais de 16 anos depois, propicia a sensação de dever cumprido, por ter visto lançamento de muitos talentos no mercado e recriado um jeito local de fazer TV.

 

* Eram 2h38min da manhã desta segunda-feira quando a entrega do Oscar viveu seu momento Miss Universo 2016, quando erraram o resultado, desta vez pelas mãos do ator Warren Beatty ficou em dúvida e passou o cartão para atriz Faye Dunaway, que o acompanhava: anunciaram o ganhador errado de Melhor Filme, que ficou com Moonlight e não com La La Land.

 

* E se é verdadeira a máxima de que o ano no país começa depois do Carnaval, esta segunda é véspera de virada. Feliz 2017!

 

REPRODUÇÃO/FACEBOOK

LUIZ HENRIQUE VIVE!

Muitas foram as manifestações do último sábado sobre a data do aniversário do ex-governador e senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que faria 77 anos. Entre elas estão a do prefeito reeleito Napoleão Bernardes (PSDB), que lembrou o legado de descentralização e que Blumenau era a cidade natal do primeiro governador reeleito de Santa Catarina. E do prefeito de Itajaí, o neopeemedebista Volnei Morastoni, que, em sua página em uma rede social, publicou esta foto com o ex-líder, ao lado do filho, o vereador Thiago Morastoni. Luiz Henrique fez o gesto e Volnei virou presidente da Assembleia, mas o PT não quis embarcar na administração do peemedebista, o que viabilizou a criação da tríplice aliança com o ingresso do DEM, de Raimundo Colombo e Jorge Bornhausen.  

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Jornalista com 35 anos de profissão. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, editor-chefe, chefe de Redação, gerente e diretor de Jornalismo na RBS TV (Blumenau e Florianópolis), hoje NSC TV; na TV Record (Florianópolis) e na Rede TV Sul (hoje SCC SBT); comentarista na RIC TV (hoje NDTV) e na Record News; editor de Política e colunista no Diário Catarinense (DC), e colunista no Notícias do Dia (ND). Atuou nas rádios União AM e FM (Blumenau e Florianópolis) e na Rádio Record da Capital. Atualmente, além do Making Of, faz comentários na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e é diretor de Conteúdo na TVBV (Band).
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