Março 29, 2017
FIESC

O PSD reforça a base

Há uma série de ações que a direção estadual do PSD prepara até o dia 14 de abril para buscar mais filiados à sigla, o que tem mobilizado o partido, uma etapa fundamental para levar adiante o projeto de disputar o governo. O trabalho passa por reuniões semanais, presididas pelo deputado Gelson Merisio, que postula a indicação à cabeça de chapa, em 2018, e terá um momento simbólico, no mês que vem, quando está marcado o encontro estadual da sigla, em Lages, terra de Raimundo Colombo, e que pretende reunir mais de duas mil pessoas. Faz parte da estratégia ter o governador como o grande “general” eleitoral pessedista. Não à toa, Merisio tem colado a agenda dele a de Colombo.

O PSD tem consciência de que precisa crescer. Pelos dados oficiais do Tribunal Regional Eleitoral, a legenda é a sexta no Estado, com 45.550  filiados, número pequeno se comparado ao PMDB, que tem 196.590, ao PP, que contabiliza 142.234, ou ao próprio DEM, que deu uma costela para criar o novo PSD, e que soma 110.353 integrantes registrados. Este exército faz a diferença em qualquer campanha eleitoral, por isso alianças são fundamentais para viabilizar uma candidatura.  
 

 

Mais verde

Um dos caminhos naturais nas coligações, as conversas prévias entre partidos, leva Gelson Merisio a trabalhar por mais do que o apoio do PSB, já confirmado, mas alinhavar a composição com o PP, dada como certa, e amealhar pelo menos parte do PSDB. Neste caminho, há entusiatas como o secretário estadual adjunto do Planejamento. Fábio Botelho, que apostam estar com Merisio e o PSD, no ano que vem. Botelho confirma que, juntamente com o presidente estadual do PV, Guaraci Fagundes, participará de uma reunião, ainda esta semana com o presidente do PSD para, quem sabe, antecipar o apoio.

 

FOTOS JAQUELINE NOCETI/SECOM

NO ÂNGULO

Goleiro com boa participação no futsal, na época em que ainda era chamado de Futebol de Salão, o governador Raimundo Colombo topou o desafio e foi para debaixo das traves tentar defender o chute de integrantes das equipes femininas de Painel, Chapecó e Lages, algumas atletas da seleção brasileira. Pois não é que o chute de uma delas conseguiu o que os adversários de Colombo não fizeram nas três últimas eleições: um gol no ângulo, como mostra a sequência. O fato inusitado ocorreu, na Serra catarinense, onde o governo do Estado, via Fundam, foi parceiro na construção do primeiro ginásio de esportes de Painel, com um investimento de R$ 700 mil.

 

Estéril

O debate sobre a tal lista fechada para as eleições de vereadores, deputados estaduais e deputados federais, um dos elementos propostos para a reforma política, merece atenção redobrada do eleitor. Lista fechada, que atrai muitos políticos como uma sobrevida deles mesmos, em nome de uma falsa afirmação de que valorizaria os partidos, deveria ser admitida, no máximo, se fosse mista: parte eleita por indicação nominal, como é hoje, e outra parte por uma lista elaborada pelas siglas. Detalhe: o modelo funciona muito bem no parlamentarismo, não no presidencialismo.

 

RÁPIDAS

* Estado de greve dos professores estaduais, provocado pelo Sinte, está fora de foco no momento em que o poder público tem problemas de caixa e evidencia mais uma mobilização prévia do assunto que realmente interessa à oposição, principalmente a sindical: a crítica à reforma da Previdência que o Palácio do Planalto quer dividir com os estados.

 

* A responsabilidade dos governantes sobre a reforma da Previdência passa por esclarecer muitos pontos, entre eles se existe o risco real de faltar recursos para pagar aposentadorias e pensões, além de auxílio-doença. Benefício bom é aquele que é honrado todo mês e não apenas uma causa de luta ideológica.

 

* Além do partido “do presidente certo, na hora certa”, o PMDB, os demais aliados de Michel Temer torcem pelo sucesso de suas ações na área econômica que alavancam qualquer administração, enquanto os ex-aliados e hoje adversários (PT, PCdoB e PDT), além do PSOL, já escolheram o ataque às reformas (Previdência e Trabalhista) como grandes armas eleitorais.

 

* O tempo passa e o pessoal esquece o discurso de quem já foi governo e pregava mudanças nas mesmas áreas, vide declarações de Lula e Dilma nos últimos 13 anos. O quanto pior melhor, resiste!

 

* Por falar em entusiasmo, o deputado Antônio Aguiar (PMDB) aumentou o factoide e lançou Udo Döhler, prefeito de Joinville, a candidato do partido ao governo, em plena tribuna da Assembleia. Alguns políticos esqueceram do conceito legal de propaganda antecipada e não só nas hostes peemedebistas.

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Roberto Azevedo

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 36 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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