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quinta-feira, 26 maio, 2022

Os caminhos para Moisés seguir

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Os caminhos para Moisés seguir
JULIO CAVALHEIRO/SECOM

Na terça (19), o governador Carlos Moisés da Silva (sem partido) faz um jantar para receber a bancada estadual do MDB, um dos passos que tem adotado na conversa com vários partidos para decidir o futuro político.

Na mesma semana, Moisés se encontrará com o PSD, resta saber qual parte da sigla estará à mesa, provavelmente a da qual não consta o ex-governador Raimundo Colombo, um dos pré-candidatos ao governo, mas que pode trazer a ex-prefeita Adeliana Dal Pont, de São José; o ex-prefeito Napoleão Bernardes, de Blumenau; e o prefeito João Rodrigues, de Chapecó.

Ao governador, que necessita decidir um partido para concorrer à reeleição, não deveria interessar partes ou segmentos de sigla, e sim o compromisso da legenda para compor uma aliança, uma coligação.

Pior do que esta situação para Moisés só a busca de uma sigla menor, o Republicanos, por exemplo, ou a falta de uma definição em relação ao PP, que acena na base com a filiação, porém sem a simpatia da cúpula, leia-se o prefeito Joares Ponticelli, embora converse frequentemente com o pré-candidato mais forte na sigla, o senador Esperidião Amin, principalmente com o provável retorno do presidente Jair Bolsonaro ao partido.

 

Equívoco

Se os encontros com presidentes nacionais do Podemos e Republicanos, sem a participação dos dirigentes estaduais, foi um equívoco, Moisés mostra que seus articuladores políticos precisam calibrar mais os objetivos em busca de uma agremiação para abrigar o governador.

Na sexta (15), circulava que, uma das alternativas, deveria ser o Solidariedade, sinal de que quem faz os contatos ou os projeta desconhece a relevância de uma estrutura partidária para a disputa de uma reeleição.

 

Conselho

Aos que se veem aptos para construir as alianças em torno de Moisés sem um apoio político, vale o conselho do ex-senador e governador Jorge Bornhausen.

“Tem coisa que não se aprende depois de velho: andar de bicicleta, namorar dentro de um Fusca ou fazer política!”  

 

REPRODUÇÃO/CBN DIÁRIO FM

NO AR

Em entrevista à rádio CBN Diário, da Capital, Amin disse, nesta segunda (18), que Moisés procurou oficialmente a sigla, em Brasília, mas lembrou que o governador não tem história no partido e, mesmo que tenha uma boa administração e uma quase unanimidade na Assembleia, não terá a mesma vida dentro do PP ou de qualquer legenda que escolher. O recado é claro: os pepistas deverão decidir um nome na virada do ano, palavras de Amin, e seja ele ou o ex-deputado federal Jorge Boeira ou o prefeito Joares Ponticelli, e, dentro deste contexto, está definido que o 11 terá candidato ao governo e que os demais espaços na majoritária, vice-governador, Senado e suplentes, poderão ser ocupados por parceiros, outros partidos. “O 11 estará na telinha”, repetiu várias vezes.

 

Futuro

Na visão de Amin, o PP não tem “vocação de fazer parte de uma federação, que amarra os partidos por quatro anos e com uma eleição municipal no meio”.

Ou seja, nada de aglutinação no novo modelo com o PL, uma das especulações mais fortes que correm em Brasília, sem que Amin deixe de reconhecer que a definição nacional será fundamental para a construção do projeto em Santa Catarina.

 

DIVULGAÇÃO

NA OUTRA PONTA SOLTA

O maior partido do Estado, organizado em 295 municípios, o MDB fez convenção em 89 cidades, no sábado (16) e no domingo (17), sem que o tema prévia para a escolha do candidato ao governo fosse tratada, fato justificado pelo foco nas candidaturas a deputado estadual e federal, uma guerra que não terá mais coligações. Para não dizer que a convulsão entre o senador Dário Berger e o prefeito Antídio Lunelli, de Jaraguá do Sul, entrasse na pauta, o presidente estadual, deputado federal Celso Maldaner, afirmou, na passagem pelo Sul do Estado, que quem “tem três candidatos ao governo, não tem nenhum”. Na foto, Maldaner, que viajou pelo Estado, posou com a direção emedebista em Balneário Camboriú. Outros 138 diretórios optaram pela manutenção da atual estrutura e o restante terá a direção indicada pelo diretório estadual, com comissões provisórias. O MDB é um dos poucos a ter militância, o que interessa a futuros aliados na majoritária.

 

Lembrado

Sem o broche de Nossa senhora Aparecida na lapela, o que respeitou o protocolo do evento evangélico, o senador Jorginho Mello recebeu o afago do ministro da Educação, Milton Ribeiro, que o saudou como “meu futuro governador do Estado”, durante o Congresso de Gideões, em Balneário Camboriú.

Não é a primeira vez, pois há duas semanas foi o ministro Paulo Guedes (Economia) que fez gesto semelhante, durante encontro na Fiesc, via videoconferência.

Na prática, o apelo de Ribeiro pode ter motivado os evangélicos, mas para Jorginho seria interessante que os integrantes do governo Bolsonaro transferissem os títulos para Santa Catarina, uma garantia de voto na urna, porque o poder de influência de um ministro é mínimo.  

 

Para trás

CPI da Pandemia, que devei indiciar 71 pessoas, inclusive o presidente Jair Bolsonaro, adiou para quarta (20), a leitura do relatório e a votação fica para a semana que vem.

Na linha dos ataques contra a inóqua comissão, Amin e Jorginho dispararam contra os colegas que miraram eleitoralmente Bolsonaro, ou contra o relator Renan Calheiros (MDB-AL) ou sobre o objetivo de criminalizar a administração de enfrentamento da Covid-19 pelo governo federal.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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