Julho 19, 2021

A mídia nas Olimpíadas de Tóquio

A mídia nas Olimpíadas de Tóquio
Reprodução

Na próxima sexta-feira, 23, começa o maior evento esportivo fora a Copa do Mundo de Futebol, a Olimpíadas de Tóquio, já marcada por inúmeros desafios. O maior de todos, sem dúvidas, superar a pandemia, fazer um ambiente seguro e superar a falta de emoção com a ausência de público.

Outro desafio é a cobertura jornalística de um evento já difícil devido ao fuso horário – 12 horas de diferença. O vôlei, por exemplo, vai começar as 11 horas da noite. E a abertura, dia 23, às 8 horas da manhã.

A Globo investiu na compra dos direitos e promete uma cobertura reforçada, principalmente nos canais SporTV. No local terá apenas equipe de reportagem. O plano inicial era enviar 200 pessoas para o Japão e ter um estúdio local. Mas, tudo foi revisado e adaptado: a emissora terá câmeras especiais em Tóquio para ilustrar o estúdio virtual no Rio, simulando presença.

Tudo indica que na TV aberta, a exemplo de outros anos, vai fazendo transmissões ao vivo conforme a evolução do desempenho das equipes brasileiras. Já os quatro canais SporTV, prometem 840 horas de transmissões lineares, onde o maior desafio será mostrar competições interessantes, do início ao fim, e não apenas flashes aleatórios, como em outros anos as geradoras costumavam fazer. 

 

SC?

Ao contrário de eventos internacionais anteriores, a imprensa catarinense estará ausente no Japão. A RBS do Rio Grande do Sul deve ser o grupo regional que dará maior atenção às Olimpíadas, tendo enviado cinco profissionais para atender rádio, TV e on-line.

 

CBN

Foi um passo adiante da equipe esportiva da CBN Diário sábado, 17, com a volta de narrador e comentarista a um estádio de futebol. Salles Jr e Roberto Alves estiveram no Scarpelli para acompanhar o jogo do Figueirense, depois de 16 meses de ausência devido aos cuidados extremos com a pandemia.

Já no outro jogo simultâneo, do Avaí, a emissora pendeu para o lado do amadorismo ao colocar narrador e plantão sem experiência nenhuma. Os dois jovens profissionais escalados (em outra época diríamos jogados às feras) certamente terão futuro no rádio, desde que orientados em treinamento.

As constantes demissões na equipe esportiva, com foco no abastamento on-line do grupo NSC, praticamente demonstram que rádio não é prioridade.

 

Confraria

Logo que concluiu a faculdade de jornalismo, Leo Coelho fez estágio na reportagem em rádio e em seguida descobriu o caminho do empreendedorismo. Começou com o programa de auditório “Esquenta”, na Band, e está lá até hoje, só que no projeto Bom Vivant, 17 anos depois. Léo trafega entre marketing e conteúdo, dando espaço as personalidades locais.

Agora, na NSC está encarando o projeto Confraria Itapema, que mistura vinho, um box com menu do chef Alysson Muller e transmissão ao vivo pela plataforma zoom.

Leo é um batalhador.  

 

Álbum

Textos e fotos com histórias de Jornalismo.

Em um tempo não tão distante, as entrevistas de rádio também eram feitas no estúdio. A foto do jornal Zero Hora mostra um incidente durante o programa Atualidade, da Rádio Gaúcha, em 1985. O apresentado Mendes Ribeiro foi agredido pelo coronel Hélio Prates da Silveira, ao debater a quebra do Banco SulBrasileiro – que em certa época foi gerido pelo Montepio da Família Militar.  Já havia um certo clima que isso poderia acontecer, por isso estava por perto e entrei no estúdio em tempo de evitar que o incidente tivesse mais proporções. 

Mendes Ribeiro fez uma longa carreira no rádio gaúcho, incluindo o futebol. Em 1958, ele narrou a Copa da Suécia, quando pronunciava Pelê para o nosso grande Pelé.  Capitalizou o prestígio na apresentação do Atualidade e foi eleito deputado federal com votação recorde para a época. Mendes é uma lenda do rádio.

 

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.

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