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segunda-feira, 4 julho, 2022

Os desafios de profissionais negros e periféricos no mercado publicitário

Reprodução/Agencia SILVA
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Mesmo com os avanços na comunicação e nos debates levantados ao longo dos anos, a falta de representatividade vindo do mercado publicitário ainda é questão a ser discutida. A população negra, LGBTQIA + e pessoas com deficiência no setor publicitário ainda são sub-representados.

Quebrando esse estereótipo de preconceito e racismo estrutural, existem iniciativas como a da agência criativa e produtora de imagem SILVA, que há 6 anos têm demonstrado em seus trabalhos, a importância de dialogar e conquistar mais espaços para representar o Brasil real.

A agência tem ajudado a mudar o mercado, trabalhando com grandes marcas e viu seu faturamento anual crescer 10 vezes. Além disso, a agência tem conquistando espaço na ruptura da estrutura social contratando mais de 85% de profissionais negros e 100% de profissionais periféricos em seus trabalhos.

“O enorme desafio de ser parte de um movimento de mudança no mercado é que em alguns momentos temos que lidar com marcas que seguem querendo ser desconstruídas, mas não se posicionam diante das propostas ofertadas. O objetivo da SILVA é trazer olhares diversos para que todos possam enxergar o Brasil real, rompendo com a estrutura social enraizada há anos em nossa sociedade. Hoje temos projetos com marcas e profissionais que constroem espaços mais igualitários para que todos se sintam representados seja no anúncio, em outdoor e principalmente na voz para as transformações que o mercado publicitário precisa” , afirma Alan Ferreiras, co-fundador da SILVA Produtora.

Um dos grandes desafios para profissionais da comunicação, mais ainda do audiovisual, é encontrar nos trabalhos solicitados espaços para debater e promover projetos que privilegiam recortes de diversidade. As marcas estão buscando formas de aumentar seus lucros ou de criar narrativas para suas imagens e o trabalho da publicidade é ser a ponte para alcançar um dos objetivos e passar por incluir as pessoas – que são consumidores, independente de suas classes sociais – para serem representadas nas comunicações.

O dado divulgado em 2019 pela Sustentabilidade Racial: Dados e estatística sobre a população negra no Brasil, divulgado pela Exame, afirma que além de negros serem minorias nesse setor, eles recebem um salário inferior a do que outros profissionais.

“Durante muito tempo a indústria criativa como um todo e principalmente a publicidade e o entretenimento, ajudaram na construção de estereótipos, alimentou a segregação racial e ao elitismo classista. Cabe a partir desse momento as marcas darem ouvidos a voz dessa população e serem plataforma de visibilidade e transformação. É preciso compreender o quanto o dinheiro é rentável e movimenta a economia como um todo e grande parte vem dessa população racializada.” enfatiza Alan.

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