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quinta-feira, 18 agosto, 2022

Os motivos para a saída de Casagrande da Globo

Reprodução/Globo
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Foi o próprio Walter Casagrande que criou a melhor explicação para a saída dele da Globo, depois de 25 anos de colaboração: “um alívio para os dois lados”.

O comentarista já não estava fazendo os principais jogos do canal ultimamente, literalmente estava sendo escanteado, e é quase certo que seu contrato não seria renovado no final do ano.

Aí está um dos pontos da decisão da emissora: não estavam dispostos a continuar bancando o salário dele como pessoa jurídica, se houvesse interesse teriam que adaptar o contrato à CLT a um custo que a Globo não estava disposta a bancar, como ocorreu com outros artistas, inclusive Galvão Bueno.

Ponto 2: Casagrande já não estava entregando um comentário diferenciado e foi atropelado por outros comentaristas que a Globo deu espaço.

Ponto 3: Casagrande estava incomodando nos bastidores, em atritos com colegas e em posicionamentos políticos nas redes sociais.

Resumindo: Casagrande ficou caro, não se renovou como comentarista e acreditou que ele era um personagem, alguém que não precisaria mostrar serviço todo o dia.

 

Onça

A cada vez mais presente relação entre mídia, markerting, divulgação e produto, obriga a redação a exercícios de “criatividade” extremos. Vejam este exemplo do G1, o portal de notícias da Globo, para badalar a novela Pantanal: “Cara a cara com a juma: o que fazer ao encontrar uma onça”.

Vamos convir que é impossível calcular a chance do leitor encontrar uma onça, a não ser no zoológico.

 

Editorial

NSC anuncia para este mês uma série de reportagens sobre cooperativismo, sob patrocínio da entidade das cooperativas.

Em outra época isso seria considerado venda de espaço editorial.

 

Susto

Olhando algumas repórteres e apresentadoras é impossível deixar de notar os rostos inexpressivos, com maquiagem pesada e a pele esticada pelo botox e outros artifícios. Alguma naturalidade seria bom nessa área, pois é assim que a vida é. Do contrário, essas moças ficam parecendo gueixas no visual.

 

Olha o leão

Criou-se uma deformidade nos textos da reportagem esportiva em TV e rádio que, para não repetir o nome do time, acabam chamando-os pelos apelidos. “Leão da Ilha, Verdão, Furacão” e outros que quase viraram nomes próprios. Às vezes são até mais citados. O manual do bom Jornalismo diz que é melhor repetir o nome que dar outra alternativa que não significa informação relevante.

 

Impressos

Que os jornais impressos estão com dias contados não é novidade. O gráfico abaixo publicado pelo blog poder360º dá uma ideia do tamanho do problema.

Claiton Selistre
Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.
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