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quarta-feira, 25 maio, 2022

Os projetos precisam ser ajustados

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Os projetos precisam ser ajustados

A lógica de uma eleição ao governo do Estado daqui a pouco menos de dois anos é a de que o partido que saiu fortalecido no pleito municipal leva vantagem na articulação, mas há a variável de que número de eleitos nem sempre significa força, conta muito o potencial do colégio eleitoral conquistado.

A partir desta avaliação, nomes antecipados como virtuais candidatos à sucessão de Carlos Moisés, como os senadores Jorginho Mello (PL), Dário Berger (MDB) e Esperidião Amin (PP), o ex-deputado estadual Gelson Merisio (PSDB) e o ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes (PSD) terão que dividir holofotes e composições.

A eles se aproximam vitoriosos do quilate de Gean Loureiro (DEM), em Florianópolis; Clésio Salvaro (PSDB), em Criciúma; e João Rodrigues (PSD), de Chapecó, que retorna ao tabuleiro como um renascido das cinzas, mais os emedebistas emergentes, Volnei Morastoni, de Itajaí; e Antídio Lunelli, de Jaraguá do Sul; e outros reeleitos: Mário Hildebrandt, de Blumenau, e Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú, ambos do Podemos, além de Joares Ponticelli (PP), de Tubarão.

 

Na lista

Os que irão para a “reserva” merecem tanta ou mais atenção, uma lista encorpada por Udo Döhler (MDB), de Joinville; Adeliana Dal Pont (PSD), de São José; e Luciano Buligon (PSL), só para citar nomes dos maiores colégios.

A guinada que o eleitor deu em direção à experiência na eleição municipal, contrariada apenas em Joinville, com a escolha do empresário Adriano Silva (NOVO) para a prefeitura, sugere que existe muito material humano e conversas para debater 2022.

 

Variáveis

A ida do presidente Jair Bolsonaro para o PP, um retorno a um partido ao qual já esteve filiado, atiçará interessados no Estado e só não beneficia o clã Amin em maior intensidade pelo resultado desastroso da deputada federal Angela em Florianópolis, uma quarta posição inesperada e com votação pífia se levada em consideração a história política.

Gean fez um estrago e tanto na concorrência, maior até em cima de Dário, que, além de não somar nada à chapa do PP, desagradou emedebistas a ponto de já se projetar nova troca de partido e não garantiu a vitória de apaniguados nos importantes eleitorados de São José – quarto maior colégio -, e Palhoça, o que seria dever de casa na base para quem sonha disputar o governo e não pode se satisfazer apenas com a conquista de Biguaçú.

 

Outro

Se o deputado Julio Garcia (PSD) se livrar do desgaste e das amarras da Operação Alcatraz, o cenário pode ser um, caso contrário sucumbe às tratativas com atuação nos bastidores.

O partido dele foi uma dos que mais cresceram no quesito eleitor para governar, embora tenha caído de 61 prefeituras para 42, efeito da campanha nada bem sucedida em 2018 e da desidratação de não ter um governador para alimentar sonhos e projetos regionais.

 

Comenta-se

Que o senador Jorginho Mello estaria disposto a seguir Bolsonaro para onde o presidente se filiar, so que o PP tem lá suas portas fechadas.

O PL, que abrigou os bolsonaristas revoltados com Moisés, deveria dar uma olhada no desempenho nos maiores municípios, muito ruim para quem pretendia ganhar musculatura e tinha um “capitão eleitoral”.

 

E os boatos?

De que Jorginho, presidente estadual do PL, estaria fechado com o MDB já produzem anticorpos.

Merisio, neotucano, articula uma frente contra as pretensões do senador, ora bolsonarista, certamente para evitar que os tradicionais aliados pepistas cedam à vontade do amigo instalado no Palácio do Planalto e fechem portas a Jorginho.   

 

E a esquerda

Embora o resultado tenha sido nova derrota, a eleição em Florianópolis serviu de base para a manutenção de uma frente de esquerda em torno do nome do professor Elson Pereira, que dividiria atenções com os ex-deputados federais Décio Lima (PT), Cláudio Vignatti (PSB) e Angela Albino (PCdoB).

PSOL, PT, PCdoB, PDT, PSB e UP deram um grande passo para chegar ao objetivo, mas sabem com certeza de que uma aliança maior e mais ampla, que inclua partidos de centro, é mais do que óbvia para viabilizar qualquer sonho maior, por enquanto de aumentar as bancadas na Assembleia e na Câmara dos Deputados, depois pensar em governo.

 

Em números

Os números da eleição municipal ainda ecoam e a definição do futuro quadro estadual depende irremediavelmente destes resultados.

Avalie: O MDB garantiu 96 prefeituras (eram 98 e pularam para 103, em 2016); o PP fez 52 (tinha 46); o PSD garantiu 42 (possuía 61); o PSDB tem 32 (eram 38); o PT diminuiu para 11 (administrava 20); o PL fez 27 prefeitos (tinha 12 quando era PR); o PSL, de Carlos Moisés, garantiu 13 (não tinha nenhuma); o DEM fez 7, incluindo Florianópolis (estava em três); o Podemos fez três (entre elas Blumenau); o PDT manteve três; o Republicanos fez a primeira (nada tinha quando concorreu como PRB); o Patriota também garantiu uma, assim como o PSC e o Cidadania (que já havia eleito um prefeito há quatro anos, quando era PPS); e o PSB, que era outra força enquanto comandado por Paulo Bornhausen, despencou de 10 (em 2016) para apenas uma agora no retorno à origens esquerdistas.  

 

REPRODUÇÕES

DUAS PERDAS

Foi uma semana difícil para a política no Alto Vale do Itajaí com a partidas de Artenir Werner (primeiro, acima), ex-prefeito de Rio do Sul e deputado federal, e Ayres Marchetti, sobre quem poucos usavam o primeiro nome de Genésio, ex-prefeito de Ibirama por duas vezes, secretário de Desenvolvimento Regional e atualmente segundo suplente do senador Dário Berger. Além de pertencerem à mesma raiz partidária, Artenir e Ayres, de 80 e 82 anos respectivamente, foram levados pela Covid-19. Uma prova mais do que evidente dos riscos da doença. Fizeram história na região.

 

Não sossegou

O deputado Kennedy Nunes (PSD) que ir ao STJ para impedir que o decreto que impôs restrições à circulação de pessoas depois da meia-noite às 5 da manhã, sem estabelecer qualquer punição ou multa, deixe de existir.

Seria interessante dar uma olhada naquele grupo familiar do WhatsApp, do qual o parlamentar, faz parte e que tem tanta estima pela atuação de magistrados, para saber o que eles pensam desta investida sobre um”toque de recolher” que não existe como figura legal.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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