Outubro 25, 2018

Os traços do sentimento

Os traços do sentimento
Fotos divulgação

Marina Costa tentou vários caminhos antes de assumir a arte na sua vida. Aos 31 anos, natural de Criciúma, passou pelos cursos de publicidade, administração, medicina. Ela buscava um lugar no mundo. Até que a saúde a fez encontrar a sua forma de expressão.

Quando se deu conta, estava desenhando e usando a arte como forma terapia. Não demorou para que assumisse o ofício como trabalho. "Tratei a bipolaridade e durante a internação a arte me tranquilizava, foi uma cura. Fiz aulas com alguns artistas, como Diego de Los Campos. Não parei mais", conta a artista que apresenta a sua primeira individual Présense, de hoje a 29 de outubro, no espaço Cool 2 Work, em Florianópolis.

Ela fala mais da vida nesta entrevista:

 


Marina, como começou a firmar o traço? Como acontece seu processo criativo?

É uma evolução. Comecei copiando fotos de revistas, fotos que eu gostava, com Diego de Los Campos estudei muito rosto e inseria complementos, acessórios e expressões nas minhas bonecas (chama Marina as suas pinturas de rostos de mulheres).

Isso é muito de acordo com o dia a dia, meu humor, sou artista contemporânea, adoro traços expressionistas, porque eu retrato totalmente o que eu sinto, os meus sentimentos. O processo criativo evolui com o tempo, é como um estalo, algo que você vê e gosta, você viaja e vê algo - como a obra da Torre Eiffel, que vi em Paris e depois fiz ela toda de arame, já em uma nova fase. Fui no ferro velho, é um processo mais longo, de garimpo até a criação.

Brinco que o processo é 1% inspiração e 99% transpiração.

 

 

Você tem uma clara ligação com moda no seu trabalho. Qual o seu interesse?

Identifico-me com as fotos de moda, gosto de pintar pescoços compridos. Tenho muitas referências das redes sociais, procuro tudo sozinha, também compro muitos livros... Oscar de La Renta (estilista e designer de moda) e Alexander McQueen (estilista britânico) fazem parte das minhas inspirações. Antes, meus quadros eram mais estética do que poética, característica que eu acredito que a arte contemporânea traz.

 

 

A sua estreia na cena artística foi no ano passado?

Em 2017 fiz a primeira exposição em Criciúma. Tinham 40 obras e fiquei feliz com o resultado. Foi um passo importante. Mas comecei a pintar em Floripa e participei do The House Market.

Já morei seis anos em Floripa, agora da última vez mais 2 anos, tenho muitos amigos. Por isso, não me vejo chegando agora na Capital. Mas conheço poucas pessoas da cena artística.

 


E como estruturou a exposição por aqui?

O convite foi feito pela Amanda Lima e decidimos fazer a exposição. Estamos dando sangue para esta exposição em termos das obras. Espero que dê repercussão. Quero as pessoas levem suas interpretações, quero que as pessoas me conheçam (a MC), conheçam o meu trabalho."


Qual a sua ligação com a temática "Présence"?

Présence porque as pessoas sempre me diziam que ficavam impressionadas com as obras, os olhares e diziam "quanta presença", ouvi muito isso.

Aí tinha acabado de voltar de Paris e usei Présence - esta palavra abrange muitas coisas. A expo, por exemplo, envolve tecnologia - vai ter Live, vai ter a obra instaGlam, que é a obra que abre a expo, uma moldura de um lado arame farpado e do outro Led com a #présence, de arame, para inspirar as pessoas a tirarem foto e replicar, divulgar nas suas redes.

Présence vem de frequência, que tem a ver com o tempo. Tem a obra com ampulhetas que se chama Pressa, porque questiona a pressa do cotidiano, tem a ver com aparência. O tema é amplo!

 


 

Tags:
social entretenimento Floripa Florianópolis gente festas eventos agenda
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Yula Jorge

Yula Jorge
Jornalista graduada pela UFSC. Antes disso estudou e viveu quatro anos entre o Canadá e os Estados Unidos e quando retornou a sua terra natal, Goiânia, graduou-se pela PUC em Secretariado Bilíngue. 
Logo mudou-se para Florianópolis, ingressou na Universidade Federal, e da ilha não saiu mais. Atua como colunista desde 2012, assinou uma coluna diária no jornal Notícias do Dia por alguns anos, e, paralelamente, foi repórter da RICTV Record e Record News. Traz todos os dias o que rola de especial em Floripa: sobre quem acontece, empreende, se engaja em causas legais. O que inaugura, as festas bombásticas, as melhores casas, restaurantes, os shows, as ações bacanas e o voluntariado.

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