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Partido Novo parece ter decidido seu destino para a eleição de 2026

 

O Partido Novo de Santa Catarina se tornou a noiva mais cobiçada da eleição estadual e nesta quinta-feira, 22, o prefeito de Joinville, Adriano Silva, vai conversar com o governador Jorginho Mello (PL) na Casa D´Agronômica, em Florianópolis, sobre a assinatura de alguns convênios, mas também devem falar sobre a disputa ao governo do Estado.

Só que Jorginho Mello já tinha conversado com Adriano há alguns dias e ofereceu a ele a vaga de vice na sua chapa. Então, na quarta-feira, 21, membros da executiva se reuniram no restaurante Santa Mistura, no bairro América, em Joinville, para conversar sobre essa possibilidade.

Fica claro também que Jorginho não abre mão de ter um vice da região norte do Estado, assim como já foi em 2022, quando teve a delegada aposentada Marilisa Boehm (PL).

O governador tinha garantido que essa vaga seria do MDB e que o escolhido viesse da região de Joinville. O deputado federal Carlos Chiodini e a senadora Ivete Appel da Silveira estavam no páreo, mas agora parece mesmo que Jorginho Mello vai rifar o MDB para ficar com o Partido Novo.

Estavam no almoço com o prefeito Adriano Silva o ex-promotor Odair Tramontin, o deputado estadual Matheus Cadorin, os vereadores de Joinville, Érico Vinicius, Neto Petters e Alisson Júlio, e outros filiados do partido.

De acordo com a conversa, se Adriano Silva aceitar o convite de Jorginho, ele renunciará ao cargo de prefeito em abril, Rejane Gambin, que ia ser candidata a deputada federal, assume a Prefeitura de Joinville e o vereador Érico Vinicius passa a ser o candidato a deputado federal do Novo. Matheus Cadorin vai buscar a reeleição e Odair Tramontin também vai tentar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Agora, a expectativa da reunião de hoje fica por conta de um possível anúncio de Adriano Silva entrando na coligação de Jorginho Mello como o novo vice da chapa.

Se esta parceria se confirmar aqui em Santa Catarina, imagina-se que ela esteja respaldada pelas executivas nacionais e a possibilidade de Romeo Zema, governador de Minas Gerais, ser vice de Flávio Bolsonaro (PL) passa também a se tornar uma realidade.

 

OS EXCLUÍDOS

O MDB, que passou praticamente 4 anos defendendo Jorginho Mello em Santa Catarina, fica agora a ver navios e terá que buscar outro caminho para disputar a eleição de 2026.

Mas ele não estará só nessa exclusão, pois o governador de Santa Catarina está muito propenso a escolher a deputada federal Caroline de Toni para a segunda vaga ao Senado pelo PL.

Com isso, a Federação União Progressista (PP e União Brasil) e o senador Esperidião Amin também terão que buscar outra alternativa para os seus projetos políticos.

O que pode surgir de tudo isso é uma união forte entre esses três partidos com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que achava que iria ficar apenas com o partido Novo do seu lado.

Jorginho Mello mexeu no tabuleiro político dessa eleição e pode ter garantido o apoio dos bolsonaristas, mas também pode ter fortalecido o principal adversário, que até hoje não passou dos 22% nas pesquisas de intenção de voto.

João Rodrigues, com o PSD, MDB, PP e União Brasil do seu lado, pode não só sepultar as chances da esquerda em Santa Catarina, mas também garantir o seu nome no muito provável segundo turno em 2026.  

 

 

 

 

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