Entre os dias 8 e 16 de novembro, uma comitiva catarinense participa da Missão Internacional do Integra (Comitê Integrado para a Cidadania e Paz nas Escolas), nos Estados Unidos, com agenda em Washington e visitas técnicas a distritos escolares e instituições de referência.
O objetivo principal é buscar mais conhecimento sobre políticas de segurança escolar e prevenção da violência e também apresentar no Banco Mundial dois projetos para buscar recursos a fundo perdido para Santa Catarina investir nessa área.
O Comitê Integra, criado em 3 de maio de 2023 após o ataque à creche Bom Pastor, em Blumenau, é o primeiro voltado ao enfrentamento da violência escolar. Fazem parte do grupo as forças de segurança pública, redes de educação pública e privada, Ministério Público, órgãos de controle, secretarias estaduais, universidades, prefeitos, professores, pais e estudantes.
MODELO AMERICANO

A deputada estadual Paulinha (Podemos) e o deputado estadual Mário Motta (PSD) visitaram o Columbia Heights Educational Campus, em Washington (EUA), referência em inovação pedagógica, acolhimento e segurança estudantil.
Na instituição, a delegação conheceu um modelo de acolhimento com 15 profissionais dedicados exclusivamente a receber novos alunos, famílias e colaboradores, além de uma divisão de saúde mental e mediação de conflitos.
A escola também adota práticas como o depósito de celulares e tablets em armários trancados durante o turno escolar e promove iniciativas de bem-estar comunitário, como “quarta-feira do bem-estar”, que envolve mais de 35 mil participantes entre alunos, famílias e comunidade. O campus registrou menos de 1% de suspensões no último ano letivo.
PROJETOS APRESENTADOS
Em Washington, a comitiva apresentou para o Banco Mundial dois projetos complementares desenhados a partir do trabalho do Integra. O “PROTEGE SC” (Programa Estadual de Segurança e Infraestrutura Escolar Integrada) e “Vamos Salvar o Dia – Não Terceirize o Amor”.
Ambos buscam apoio financeiro a fundo perdido para implantação de ações de prevenção, proteção e promoção da saúde emocional nas escolas catarinenses.
O primeiro propõe captar US$ 10 milhões a fundo perdido para um projeto-piloto em 100 escolas prioritárias (50 estaduais e 50 municipais) para implantar ações como modernização da infraestrutura de segurança (cercamento inteligente, iluminação de emergência, rotas de evacuação); implantação do Sistema Integrado de Monitoramento Escolar (SIMESC), interligado à Polícia Militar e à Defesa Civil; capacitação de mais de 2.500 profissionais da educação e da segurança pública em cultura de paz, mediação de conflitos e prevenção da violência; e ampliação das ações do Comitê Integra.
Já o segundo projeto inclui palestras presenciais em 200 escolas e em espaços comunitários, com metodologia centrada em depoimentos dos pais, momentos de diálogo, material informativo e emissão de certificados. Estão previstas também 24 palestras em dois anos, atendimento a 600 escolas, engajamento digital, avaliação positiva das ações (meta de 90% de aprovação) e redução de incidentes de automutilação e relatos de ideação suicida em 15% nas escolas participantes.









