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quinta-feira, 30 junho, 2022

Perde dinheiro; resultados: crime; ingressos e mais

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1 – Avaí derrotado por time B

O centroavante Bissoli bate de primeira e faz um gol no jogo Avaí 1 x 2 Juventude, realizado na noite deste domingo, dia 15 de maio, na Ressacada. Oscar Ruiz e Vitor Mendes fizeram os dois gols do time gaúcho, que terminou a partida com dois expulsos pelo VAR. De novo a Ressacada não registrou a presença dos 10 mil sócios, pois o público foi de 9.355 pessoas. Estes torcedores esperavam que o Avaí subisse para a segunda posição, mas com a derrota terminou na sétima posição na frente de Palmeiras, Internacional, Fluminense e Flamengo.

2 – Quanto custaria a derrota para o Juventude

A Libra – Liga do Futebol Brasileiro pode começar a funcionar e os dirigentes acordarem que 25% do valor arrecadado, pelos direitos de televisão, poderão ser divididos de acordo com a colocação das equipes no final do campeonato. Imagine 250 milhões? O segundo colocado teria direito a 15%, (R$ 37,5 milhões), mas o Avaí em sétimo receberia 5%, ou seja: R$ 12,5 milhões. Neste brasileiro não se joga apenas a classificação da Libertadores, Sul-americana, permanência ou rebaixamento, mas também a disputa de um valor em dinheiro, além da cota inicial.

3 – Figueira volta a vencer

Derrotando o Aparecidense por 2 a 1, no Scarpelli, sem terminar a rodada entre os oitos classificados para a próxima fase da Terceira Divisão. Gustavo Henrique e Oberdan fizeram os gols do Figueira e Joãozinho o do time goiano. O Figueirense não jogou bem como sempre espera os torcedores, mas o destaque foi o “juvenil” Paolo, enquanto que Wilson, Muriel e Luís Fernando, este de novo, falharam no gol do adversário. O próximo jogo será em Pelotas contra o Brasil, no sábado, dia 21. Abel Ribeiro, José Carlos Lage e Norton Boppre, quando é que o Figueirense vai atacar como o Liverpool e defender como o Atlético de Madrid?

4 – Resultados e novo técnico

Avaí 1 x 2 Juventude; Figueirense 2 x 1 Aparecidense; Criciúma 3 x 0 CRB; Chapecoense 0 x 1 Sport e Londrina 2 x 1 Brusque, que demitiu o treinador Vaguinho Dias e contratou Luan Carlos, que foi treinador do Camboriú.

5 – Número

Sou do tempo que a numeração dos jogadores, que entravam em campo, era de 1 a 11 e, os cinco reservas e nenhum deles usava o número 13, porque dava azar. Hoje as equipes femininas usam o número 25, porque nas equipes masculinas o Ministério Público quer saber o motivo dos jogadores não usarem o número 24. Mas se o jogador ou a jogadora não quiserem, o Ministério pode obrigar a usarem?

6 – Mais caro para sair

Felipão ganhava 500 mil por mês no Cruzeiro, trabalhou três meses, os dirigentes o mandaram embora e não pagaram. Felipão entrou na justiça e cobra R$ 2 milhões e 300 mil do clube. A conclusão é de que sai mais caro demitir do que contratar.

7 – Entradas nominais

Os torcedores das organizadas proibidas de entrarem em campo estão nos estádios porque só os símbolos estão proibidos, os torcedores não. Na final da Champion, no dia 28 próximo, em Saint Denis, as entradas estão sendo vendidas nominalmente e divididas em categorias: a 4 custa E$ 70; a 3 cobra E$ 180; a 2 o valor é de E$ 490 e a mais cara, categoria 1, custa E$ 690 euros. Faça as contas. Para comprar existe um aplicativo UEFA Mobile Ticket, onde você pode adquirir seu ingresso pelo seu telefone, mas ao chegar no Stade de France cada torcedor será identificado.

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8 – “Mono” e Hugo Sanches

Eu estava lá, era outubro de 1988, o público no estádio do Barcelona gritava “mono”! Fiquei sabendo, no dia seguinte, que os gritos eram dirigidos a Hugo Sanches, atacante do Real Madrid, enquanto os jogadores se aqueciam no gramado. Uma novidade que não chegara ao Brasil, onde o aquecimento era feito dentro do vestiário. Hugo Sanches não se importava e nem procurou o árbitro. No jogo marcou dois gols e levou a taça.

9 – Há oito anos, em 2014

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No jogo entre Villareal x Barcelona, Daniel Alves foi cobrar um escanteio e um torcedor jogou uma banana que caiu perto do jogador brasileiro. Daniel abaixou-se, pegou-a, descascou, comeu e em seguida “bateu” o escanteio, sem se importar se era ou não uma injuria racial e nem se sentiu uma vítima.

10- Em 2005, leitura labial

Jogo pela Libertadores, no estádio do Morumbi, entre São Paulo x Quilmes, transmitido pela TV Globo, Galvão Bueno narrando e fez uma leitura labial e acusou o zagueiro Desábato de cometer uma injuria racial ao atacante Grafite, do SP. Galvão insistia que o argentino teria chamado Grafite de “macaco”. O delegado Oswaldo Gonçalves concordou e assim que terminou jogo, invadiu o gramado e deu voz de prisão ao argentino, acusando-o de racismo. Desábato ficou preso duas noites e saiu depois de pagar uma fiança de R$ 10 mil reais.  Na língua espanhola não existe a palavra macaco. E grafite não deixa de ser um apelido com característica injuriosa, que o atleta aceitou como apelido que levou como jogador e hoje como comentarista da TV Globo.

11 – Com sotaque de português

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Na foto, Edenilson, do Internacional, interpela o lateral Rafael Ramos, do Corinthians, de origem portuguesa. O colorado reclamou ao arbitro Bráulio Machado que foi “xingado” pelo português de macaco, registrado na súmula como injúria racial. O português alega que usou outra palavra e que Edenilson entendeu como macaco. O fato será analisado pela justiça desportiva e, investigado pela Policia Civil de Porto Alegre, como injúria racial. É a palavra de um contra a palavra do outro, pois não há na súmula o registro de testemunha.

12 – Crime de racismo e injúria

A injúria no Brasil é considerada como crime contra a honra, previsto no parágrafo 3º do artigo 140 do Código Penal, e não se confunde com crime de racismo. Porque a injúria é dirigida a um indivíduo e o crime de racismo, previsto na Lei 7.716/1989, atinge uma coletividade de uma raça; etnia; religião e procedência nacional, ampliando a proteção a vários tipos de intolerância sem especificar o indivíduo ofendido. Imaginei o português chamando Edenilson de “malaco”, com a gíria pronunciada com sotaque português, o que caracteriza uma ofensa à honra, que ao se usar outra gíria é tolerada, como chamar o outro de chinelão, chinaredo, china…

FIM.

Paulo Brito
Paulo Brito nasceu em Florianópolis, graduou-se em jornalismo na PUC RS em 1972, mas desde 1971 exerce o ofício de comentarista esportivo, tendo trabalhado em jornais, rádios e televisões nas praças de POA, SP, BCN e FLN. Foi professor do IEE: - Instituto Estadual de Educação e no Colégio Catarinense, profissão que o levou a UFSC: - Universidade Federal de Santa Catarina onde permaneceu até 1998. Foi membro da Comissão que criou o Curso de Jornalismo na Federal de SC.
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