Setembro 18, 2021

Pesquisa eleitoral: ter ou não ter

Pesquisa eleitoral: ter ou não ter
Pixabay

A Câmara dos Deputados aprovou a proibição de pesquisas eleitorais na véspera e no dia eleição. Agora, cabe a decisão final ao Senado. Difícil saber o resultado, mas a tendência é que vetem esse item da reforma eleitoral.

Não sou especialista em pesquisa, mas em muitos anos de trabalho em grupos de comunicação, contratando, divulgando e avaliando institutos de alto nível regional e local levaram à seguinte conclusão: não influência na eleição.

A ausência desses dados em cima do pleito – que é quando a maioria dos eleitores decide o voto – vai facilitar a divulgação de resultados frios, encomendados por candidatos a “institutos” sem credibilidade. Além disso, considerando o limitador de data, as pesquisas idôneas teriam sido veiculadas dois dias antes da eleição, deixando no ar um prognóstico não definitivo.

 

O acerto é 100%?

Pesquisa não é eleição. É uma indicação de momento e mesmo feita com esmero, por profissionais e bom método estatístico, pode ainda enfrentar uma alteração no dia de voto conforme desejo do eleitor. São poucos os grandes institutos com grande expertise, entre eles Ibope e DataFolha.

Existem as empresas de pesquisa com menos recursos e métodos, onde a chance de acerto é tanta quanto o de errar. E por último, há “institutos” de ocasião que literalmente vendem o resultado.

No próximo ano, pelo que se comenta nos bastidores, a chance é grande de disseminação de pesquisas fakes por WhatsApp, o instrumento preferido entre 99 de cada 100 picaretas.

Por tudo isso, é preciso deixar que as pesquisas sérias sejam feitas na véspera e no dia da eleição, pois no mínimo servem para comparar com as demais e as falsas.

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Claiton Selistre

Claiton Selistre

Publisher, colunista e owner do Portal Making Of, é jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi diretor de Jornalismo por 25 anos da RBS TV, TVCom e Rádio CBN/Diário, além de coordenador do comitê editorial da RBS em Santa Catarina. Antes atuou na  Rádio e TV Gaucha do grupo RBS e em redações de jornal, rádio e tv do grupo Caldas Jr. em Porto Alegre. Foi também repórter da na Sucursal do Jornal do Brasil. Planejou e Coordenou coberturas multimídia nas Copas do Mundo de Futebol na Alemanha, Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França e Japão/Coréia. Dirige a Making of há sete anos.

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