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PL nacional interfere mais uma vez em SC para ter o tempo de TV da Federação União Progressista

 

Depois que o governador Jorginho Mello (PL) decidiu buscar o prefeito Adriano Silva (Novo), de Joinville, para ser seu vice na reeleição e abrir mão do MDB e da Federação União Progressista (PP e União Brasil), parecia que o PL de Santa Catarina ia mesmo de chapa pura ao Senado com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni.

Mas nesta semana o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, cobrou publicamente, na entrevista que deu para a Rádio Jovem Pan, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o acordo que tinham firmado em 2025 em colocar Esperidião Amin (PP) como candidato a senador na chapa de Jorginho Mello.

Então, Valdemar, mais uma vez, mostrou para o governador do Estado que as decisões nacionais estão acima da decisão estadual e acabou oferecendo para a deputada Carol de Toni a vaga de vice de Jorginho Mello ou a busca da sua reeleição a Câmara Federal.

Vale lembrar que Michelle Bolsonaro apoia a candidatura de Caroline de Toni ao Senado, mas parece que é voto vencido e a vontade de Flávio Bolsonaro vai prevalecer.  

Jorginho Mello foi nesta semana para Brasília para participar de uma reunião com Valdemar Costa Neto e com Caroline de Toni para tentar resolver mais este problema. Mas a própria deputada federal já entendeu que não terá espaço para disputar o Senado pelo PL e já teria decidido sair do partido para manter a sua candidatura.

Carol de Toni ainda não definiu uma data para a trica de partido, mas terá que fazer isso entre 2 de março e 2 de abril, na janela de transferência partidária.

Ela pode ir para o Partido Novo e ser candidata a senadora, junto com o também deputado federal Gilson Marques, e continuar na coligação de Jorginho Mello, mas pode ir também para o PSD de João Rodrigues, onde seria o principal nome e teria mais apoio político.

 

O PRINCIPAL MOTIVO

A decisão de Valdemar em mentar Amin na coligação de Jorginho Mello envolve principalmente em manter a Federação União Progressista apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) a presidência da República. Por quê? Simples, Valdemar quer o contingente político dos dois partidos, mas quer principalmente o tempo de TV que PP e União Brasil dariam para Bolsonaro na sua campanha.

Todo esse imbróglio mostra que a base do PL faz qualquer coisa para manter vivo o projeto da família Bolsonaro, mas que a família Bolsonaro não se importa em passar por cima de qualquer outro projeto político que não seja o seu.

Diante desse cenário, teremos que esperar para ver se Jorginho vai continuar bancando Carol de Toni ao Senado, o que hoje é bem difícil, ou se, mais uma vez, vai aceitar a decisão nacional e vai aceitar Amin na sua chapa.

Resta saber também de a Federação União Progressista vai dar meia volta no quase acerto com João Rodrigues (PSD) e vai aceitar apoiar Jorginho Mello, mesmo tendo sido preterido por ele no início deste ano com a desculpa que PP e União Brasil poderiam prejudicar a sua campanha por terem sido base de Lula no cenário nacional.

 

 

 

 

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