Maio 22, 2019

Polícia Civil se manifesta sobre denúncia de estupro em beach club de Jurerê

Polícia Civil se manifesta sobre denúncia de estupro em beach club de Jurerê

Após repercussão da denúncia de estupro no Café de La Musique, em Jurerê Internacional, Florianópolis, a Polícia Civil promoveu ontem, 21, uma coletiva de imprensa para falar sobre o caso.

A vítima Mariana Ferrer afirmou em rede social ter sido vítima de estupro, após ser dopada, em uma festa no beach club, em 15 de dezembro de 2018. Ela critica a atuação da polícia, uma vez que o inquérito não foi concluído cinco meses após o crime. Segundo Mariana, a polícia estaria protegendo o criminoso e o local do crime por se tratar de pessoas de 'poder e dinheiro'.

Uma coletiva de imprensa, então, foi convocada pela Polícia Civil com o intuito de esclarecer o andamento da investigação. Estavam presentes a diretora de Polícia da Grande Florianópolis, Eliane Chaves; o delegado titular da Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso), Paulo de Deus; e a delegada responsável pelo inquérito que também atua na Dpcami, Caroline Pedreira. O advogado do estabelecimento também esteve na coletiva de que ocorreu na sede da Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com reportagem do ND Mais, a justificativa para a demora em concluir o inquérito, aberto em 16 de dezembro do ano passado, foi o atraso de um dos laudos periciais – o exame toxicológico – que, segundo o Instituto Geral de Perícias, depende de insumos importados e caros. A polícia afirma que pretende concluir o inquérito dentro do prazo estendido pela Justiça, de 90 dias, que encerra em 11 de agosto.

O caso ocorre em “segredo de justiça”, uma vez que se trata de investigação de estupro e o sigilo é um pré-requisito para proteger a vítima. Por isso, os delegados não deram detalhes do caso. Apenas confirmaram que há um suspeito e que ele mora em outro estado. Os advogados do suspeito, inclusive, já fizeram contato com a polícia, mas ele ainda não foi ouvido. A polícia também não tem data marcada para ouvi-lo e não descarta a participação de outras pessoas.

A delegada não descarta a possibilidade de solicitar novos exames periciais. Outras testemunhas ainda devem ser interrogadas. Caroline não revelou quantas pessoas já foram ouvidas até o momento. O depoimento do principal suspeito deve ocorrer apenas no final do inquérito.

O delegado Paulo de Deus, que é titular da Dpcami, confirmou que o caso da Mariana não é isolado e que já investigou outros casos de violência sexual cujas vítimas foram dopadas ou abusadas sob o efeito de álcool em festas que ocorreram na mesma região, no Norte da Ilha.

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Redação Making Of

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