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sexta-feira, 20 maio, 2022

Prefeitos e deputados do MDB pregam apoio a Moisés

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O auditório lotado em um hotel da Capital (foto), na noite desta terça (12), foi o cenário para que mais de 80 dos 97 prefeitos do MDB e uns 20 dos 30 vices da sigla ratificassem em encontro com a bancada estadual o que até os postes já sabem: quem tem voto e liderança na maior legenda do Estado quer uma aliança com o governador Carlos Moisés (Republicanos).

A pré-candidatura de Antídio Lunelli ao governo, abençoada pelo presidente Celso Maldaner e pelo deputado federal Carlos Chiodini, agoniza dentro do partido, talvez já tenha subido no telhado há tempos, mas o grupo que cerca o ex-prefeito de Jaraguá do Sul virou o rosto para o outro lado, uma espécie de aposta de que as coisas devem mudar até a convenção em agosto.

Aliás, Antídio e Celso serão chamados para uma conversa pela bancada estadual e pelos prefeitos, que deve ser na semana que vem, pós-Páscoa e próximo a uma data tão sugestiva quanto a do renascimento, a que celebra o herói Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que lutou pela independência do Brasil.

Se a reunião emedebista não teve caráter deliberativo, serviu para mostrar o tamanho da intenção em direção a Moisés, fato compartilhado por prefeitos de vários partidos, a maioria com pré-candidatos ao governo na praça.

 

Saída honrosa

Entre as especulações que cercam o futuro de Antídio e seu projeto em processo de naufrágio aparece a tentativa de lhe dar uma candidatura a deputado estadual, compensada com a pré-candidatura de seu fiel escudeiro, Carlos Chiodini, ao Senado.

A articulação seria a mesma repetida há meses: Moisés à reeleição e o MDB a indicar o vice com o apoio de PSDB e de Podemos.

Na reunião desta terça (12), o presidente da Assembleia Moacir Sopelsa defendeu o amplo diálogo entre as lideranças para evitar a desunião do partido, mas com um recado certo: “mantendo sua tradição democrática e o foco na construção de candidaturas que possam sensibilizar a sociedade com a melhor proposta para Santa Catarina”.

 

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Enquanto isso, em Brasília!

No mesmo dia em que o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), e o ex-presidente da República Michel Temer se encontraram com a senadora Simone Tebet (MS), pré-candidata ao Planalto, senadores do Norte e Nordeste se reuniram com o ex-presidente Lula, em Brasília, na casa do ex-senador Eunício de Oliveira (na foto, durante o jantar de (11), uma prova de que a sigla não sabe para onde pretende ir ou com quem estar.

É só lembrar que as conversas com União Brasil, PSDB e Cidadania estão adiantadas e à mesa existe a determinação de lançar um candidato único das quatro siglas em 18 de maio, que é logo ali, e que o histórico racha entre emedebistas interessa principalmente a quem quer pegar um naco de apoio, mesmo que de parte da sigla.

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Um desastre local anunciado

Em Santa Catarina, o Estado com o eleitorado mais conservador do país, estar com Lula é uma ducha de água fria para o pré-candidato Antídio Lunelli, bolsonarista de carteirinha, que teria que dar muita explicação ao eleitor,sem contar que igual situação seria vivida pela bancada estadual, os prefeitos e vices, que querem seguir com o governador Carlos Moisés, situação que provocaria um enorme desconforto a todos que pretendem concorrer, de deputado estadual a senador.

Dificilmente a tese favorável a Lula prospera, até porque os próprios petistas questionarão a mudança de humor de quem chamava os emedebistas de traidores e usurpadores, notadamente Temer, e que agora se rende aos olhares de um Renan Calheiros (AL) ou de outros integrantes da bancada no Senado, como Eduardo Braga (AM), Jader Barbalho (PA), Marcelo Castro (PI), Nilda Gondim (PB) e Vital do Rego (PB).

 

Sem novidade

Crises internas no MDB são algum tipo de combustível ou um insumo.

O tamanho da sigla é proporcional aos seus desarranjos, indefinições e peitaços.

Maior partido de Santa Catarina, o MDB não percebeu ainda que tem passado uma imagem negativa ao eleitor, perdeu espaço nas duas últimas eleições e padece agora de um acerto depois de ter imposta a pré-candidatura de Antídio, que enfrenta enorme resistência entre deputados, prefeitos e vices.

Roberto Azevedo
Roberto Azevedo tem 37 anos de profissão. Estudou jornalismo na UFSC, de Florianópolis, e direito na FURB, de Blumenau. Foi repórter, editor, chefe de Reportagem, chefe de Redação, editor-chefe, gerente e diretor de Jornalismo, na RBS TV de Blumenau e Florianópolis, na TV Record de Florianópolis, na Rede TV Sul! e na TVBV (Barriga Verde, BAND); comentarista na RIC TV Record e na Record News, e colunista no Diário Catarinense (onde também foi editor de Política) e no Notícias do Dia, tendo blogs nas versões digitais das edições. Atuou nas rádios União de Blumenau e União FM de Florianópolis, e na Rádio Record da Capital catarinense. Além de ter uma coluna no Portal Making Of, desde setembro de 2016, faz comentários sobre política e economia na Rádio Cidade em Dia FM, de Criciúma, e na TVBV (BAND), de Florianópolis.
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