A eleição de 2026 será, novamente, marcada pela polarização política entre a ala da direita de Jair Bolsonaro (PL) contra a ala esquerdista do presidente Lula (PT). Analistas políticos dizem que essa eleição deve ser a última dessa briga, já que ambos não devem estar mais em cena em 2030.
Mas o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que é o presidente da CPMI do INSS no Senado Federal, dá o tom da disputa entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em algumas entrevistas, ele reclama dos habeas corpus dado pelo STF para que investigados possam escolher se querem ou não dar depoimento ou, quando comparecem, se querem ou não responder os questionamentos.
Segundo ele, ao menos 20 políticos são investigados por suposto envolvimento no esquema de descontos ilegais em benefícios de segurados da Previdência. Diz também que há indícios da participação de senadores, deputados estaduais e federais. A fraude provocou rombo de pouco mais de R$ 6 bilhões.
“Nós temos perto de 20 parlamentares que foram citados nas várias ações no país todo. Esses são só os que se identificou com depósito, assessor que recebeu dinheiro…”, declarou o presidente da CMPI na entrevista que deu ao site O Tempo, de Minas Gerais
Ele relatou que há parlamentares de, pelo menos, 17 estados listados na investigação como possíveis beneficiados pelo esquema criminoso.
A nova fase da operação Sem Desconto, da Polícia Federal, deflagrada na última quinta-feira, 13, apontou que o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) teria recebido R$ 14,7 milhões em propina da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A entidade é uma das citadas como autora de descontos ilegais nos benefícios do INSS.
Os senadores entendem que o STF está trabalhando para dificultar as investigações e usa a Constituição Federal para que todos os investigados não falem o que a CPMI precisa saber.
Viana fala que tem depoente que declara receber um ou dois salários, mas aparece na CPMI ao lado de um advogado que cobra altos honorários para defender um cliente.
A eleição de 2026 não mira apenas a disputa pela presidência da República, mas principalmente o comando do Senado, que é quem ter a prerrogativa de investigar e de até impichar um ministro do Supremo Tribunal Federal e o maior alvo da direita é, sem dúvida, Alexandre de Moraes.









